Eu sou a Flavia Machioni, autora do Lactose Não. Desde que descobri minhas alergias alimentares minha vida mudou totalmente. Assumi responsabilidade pela minha saúde e bem estar e vou te auxiliar a fazer o mesmo!
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Molho pesto vegano sem lactose

Fazer molho pesto vegano sem lactose é tão simples que a partir de hoje você vai querer ter sempre um vidrinho na sua geladeira 😊 A minha versão não é tão diferente da original, só tirei o queijo Grana Padano e substitui o pinoli por semente de girassol descascada. O queijo por motivos óbvios e o pinoli por ser um ingrediente de difícil acesso. Esse molhinho é muito versátil: eu uso para servir com proteínas, coloco na salada, passo em torradas, incremento bruschettas, como com macarrão.. o céu é o limite. Como manjericão depois de colhido não resiste muito tempo, eu sempre faço quando encontro um bem lindo, cheiroso e verdinho. Ele preparado assim, com o azeite de oliva e limão, aguenta mais tempo sem oxidar e estragar. Ótimo, né?! Nada mais triste do que perder alimentos sem nem usar por completo! Aproveitei a nova fase do meu canal do Youtube e gravei em vídeo para vocês acompanharem o passo a passo. Não esqueça de tirar o molho pesto da geladeira uns 10 minutos antes de usar para que volte à temperatura ambiente e fique na consistência correta. Se for aquecer, não use altas temperaturas - o ideal é colocá-lo na finalização dos pratos.
Ah, vocês sempre me perguntam dos meus vidrinhos. Esse vidrinho que uso é reaproveitado de manteiga de oleaginosas, a etiqueta trouxe de fora mas já vi para vender na Tok & Stok, e vem com a canetinha para você escrever e apagar quantas vezes precisar. Fica bonitinho, né?! E é uma ótima maneira de reaproveitar embalagens.  
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O erro da revista Superinteressante na matéria sobre lactose

Depois da matéria na revista Superinteressante sobre lactose, muitos de vocês me mandaram mensagens, principalmente no Instagram, para saber a minha opinião. Para quem ainda não leu, aqui você pode conferir. Hoje vou falar sobre o erro da revista na matéria de capa. Fiz esse post na Fanpage e alguns Stories no Instagram comentando o assunto, mas vou me aprofundar aqui, porque vi que muitas dúvidas surgiram. Eu dei entrevista à jornalista Pâmela em novembro de 2017. Ficamos bastante tempo conversando, falei sobre minha história, sobre o blog, comentei como é difícil achar informação de boa qualidade via mídia e parte da comunidade médica, comentei sobre tantos e-mails, mensagens e comentários que recebo diariamente relatando dificuldade em entender o que pode e o que não pode, o que de fato é verdade, o que de fato se pode comer, enfim. Achei bem interessante a pesquisa histórica e adaptação genética da nossa espécie para consumir leite de outros animais, mas a parte em que o leite em si é abordado ficou confusa e mal explicada. A matéria se propôs a falar sobre intolerância à lactose, no entanto, trouxe uma visão romântica do leite e focou em seus benefícios, que não se aplicam aos intolerantes. Para quê focar no benefício de um alimento quando você vai falar com pessoas que não conseguem digeri-lo?! 😳 Farei alguns posts sobre o tema, mas começo nesse pelo que mais me incomodou na matéria: afirmar que "pesquisas comprovam que a grande maioria dos intolerantes pode consumir até 12 gramas de lactose sem consequências graves, o equivalente a um copo de leite ou pouco mais de dois potes de iogurte”. São 5 anos e meio que trabalho diretamente com pessoas intolerantes à lactose, sou intolerante à lactose, e só consegui pensar: "Quais são essas pesquisas, quem são esses intolerantes e o que são consequências graves para essas pessoas?!". Curiosa para saber, entrei em contato com a jornalista perguntando se ela podia dividir comigo quais foram as fontes dos dados. Ela foi muito solícita e respondeu meu e-mail com os links e trechos que utilizou. Lá fui eu ler todas e ver quem escreveu e sobre o que estavam falando. Os artigos são todos em inglês e eu vou colar aqui alguns trechos e comentar em português com a ideia principal, ok? A grande questão foi que a revista baseou a afirmação de que a grande maioria dos intolerantes pode consumir até 12g de lactose, sem consequências graves, em fontes que estavam falando de má absorção de lactose, que, como afirma artigo publicado no Pubmed: "É importante perceber que a má absorção da lactose (não persistência da lactase) não é equivalente ou sinônimo de intolerância à lactose." No artigo The Interrelationships between Lactose Intolerance and the Modern Dairy Industry: Global Perspectives in Evolutional and Historical Backgrounds o trecho que fala dos 12g de lactose é esse:

NIH experts suggest that adults and adolescents with lactose mal-absorption could eat or drink at least 12 g of lactose (the amount of lactose in 1 cup of milk) without symptoms or with only minor symptoms. 

Em resumo, o artigo afirma que a NIH (National Institutes of Health) sugere que adultos e adolescentes com má absorção de lactose poderiam comer ou beber pelo menos 12g de lactose sem sintomas ou com sintomas pequenos. O próprio artigo utilizado é confuso e não diferencia claramente má absorção de intolerância à lactose, mas diversas outras fontes, inclusive utilizadas pela revista, fazem a diferenciação. Outra fonte utilizada foi o parágrafo abaixo, extraído de Milk and dairy products in human nutrition, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, e, novamente, erraram ao analisar o texto da pesquisa. A Superinteressante entendeu, também aqui, má absorção de lactose como intolerância à lactose.
Although symptoms of lactose intolerance have been described after intake of less than 6 g of lactose in some subjects, the Panel concluded that the vast majority of subjects with lactose maldigestion will tolerate up to 12 g of lactose as a single dose (particularly if taken with food) with minor or no symptoms. Higher daily doses of up to 24g may be tolerated if distributed throughout the day (EFSA, 2010).
Tradução: Embora os sintomas de intolerância à lactose tenham sido descritos após ingestão de menos de 6 g de lactose em alguns indivíduos, o Painel concluiu que a grande maioria dos indivíduos com má digestão de lactose tolerará até 12 g de lactose como uma dose única (especialmente se for tomada com alimentos) com menor ou nenhum sintoma. Podem ser toleradas doses diárias mais elevadas de até 24 g se forem distribuídas ao longo do dia. Esse mesmo material, duas páginas antes desse trecho, deixa clara a diferença entre lactose malabsortion/maldigestion (má absorção/digestão de lactose) e intolerância à lactose. Vejam abaixo:

Thus,  low lactase  levels  cause  lactose  malabsorption  (or  lactose  maldigestion).  When  lactose malabsorption gives rise to symptoms, this is called “lactose intolerance”, i.e. lactose malabsorption is the physiologic problem that manifests as lactose intolerance. The definitions  used  by  the  American  Academy  of  Pediatrics Committee  on  Nutrition  (Heyman,  2006)  are  given  in  Box  4.1.  Lactose  maldigestion  does  not  lead  to  symptoms of lactose intolerance in all LNP subjects, and a small percentage of LNP subjects  remain  free  of  symptoms  even  after  ingestion  of  large  amounts  of  lactose  (Scrimshaw and Murray, 1988).

Tradução:

Assim, baixos níveis de lactase causam má absorção de lactose (ou má digestão de lactose). Quando a má absorção de lactose dá origem a sintomas, isso é chamado de "intolerância à lactose", ou seja, a má absorção de lactose é o problema fisiológico que se manifesta como intolerância à lactose. (...) A má digestão de lactose não leva a sintomas de intolerância à lactose em todos os indivíduos com LNP (falta de lactase), e uma pequena porcentagem de indivíduos com LNP permanece livre de sintomas mesmo após a ingestão de grandes quantidades de lactose (Scrimshaw e Murray, 1988). 

A revista Superinteressante afirmou que a grande maioria dos intolerantes à lactose pode consumir 12g de lactose sem sentir sintomas, mas se baseou em artigos que falam que indivíduos com má absorção de lactose podem consumir 12g de lactose sem apresentar sintomas.  Vou colar aqui novamente o trecho tirado da Superinteressante para revermos: "pesquisas comprovam que a grande maioria dos intolerantes pode consumir até 12 gramas de lactose sem consequências graves, o equivalente a um copo de leite ou pouco mais de dois potes de iogurte” Pelo o que pude verificar, as fontes enviadas pela jornalista:
  1. Não afirmam que foi comprovado pelas pesquisas, mas apenas sugerido.
  2. Não estão se referindo a intolerantes à lactose e sim a pessoas com má absorção de lactose.
Além dessas duas fontes, utilizaram ainda essas abaixo: - Dairy Australia Dairy Australia é a indústria láctea australiana, que como o próprio site diz, é uma indústria de 13 bilhões de dólares que emprega 43000 australianos e alimenta milhares todos os dias. Quase nada tendencioso 🙄. Eles também estão falando sobre má digestão de lactose, não intolerância:
Research has shown that the majority of people with low lactase enzyme levels can consume at least one cup of milk (about 12 grams of lactose) a day. Research has also shown that if people with lactose maldigestion drink milk with different meals over the day, up to 2 cups of milk a day can be drunk without experiencing symptoms of lactose intolerance.
- A importância do consumo de leite no atual cenário nutricional brasileiro, da Sociedade Brasileira de Nutrição
Para indivíduos com hipolactasia (inclusive a hipolactasia do adulto), indica-se a redução e não a exclusão de alimentos que contenham lactose (Rusynyk e Still, 2001), uma vez que grande parte desses indivíduos chega a tolerar 11 g a 12 g de lactose/dia, sem apresentar sintomas adversos (Mattar e Mazo, 2010; Shaukat et al., 2010).
Hipolactasia também não é sinônimo de intolerância à lactose. Segundo artigo publicado no Pubmed, é simplesmente uma deficiência de enzima, que leva à má absorção ou intolerância à lactose. Resumindo, se a intenção da Superinteressante era fazer uma matéria sobre intolerância à lactose, deveriam ter tido maior cuidado na análise dos dados de artigos científicos. Quem tem o objetivo de informar deve trazer informações mais claras e realmente precisas. Para finalizar, mais um trecho que mostra a falta de cuidado da revista com a questão da intolerância alimentar: "Assim como já aconteceu com o glúten, o ovo e a gordura animal, a lactose é o novo vilão da alimentação, e está perdendo lugar nas prateleiras dos supermercados." A lactose é um antigo vilão, assim como o glúten e o ovo também são e continuarão sendo, para quem não consegue digeri-los. Chega de tratar intolerâncias e alergias alimentares como se fosse moda. O assunto é sério, merece respeito. Nos próximos posts falarei sobre outros dois aspectos da reportagem que causaram confusão nos intolerantes: cálcio e os nutrientes do leite. Fiquem ligados! Não esqueçam de compartilhar esse artigo! Chega de mais dúvida e confusão! Um beijo, amigos!
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Tabule de quinoa muito fácil sem glúten

Oioiii! Vamos aprender a fazer um tabule de quinoa muito fácil sem glúten? A partir de hoje aqui no blog e no canal do YouTube eu vou trazer algumas receitinhas para o dia-dia que sejam bem nutritivas e com ingredientes fáceis de encontrar. Faz algum tempo que estou querendo mostrar mais do que como realmente no meu dia-dia, e toda vez que mostro lá nos Stories do Instagram, vocês adoram. Por isso, 2018 traz novidades! Uma nova fase do blog. Espero que você goste!!! Para começar vamos com essa saladinha de tabule de quinoa muito fácil e sem glúten. Os ingredientes são poucos e bem fáceis de encontrar: quinoa em grãos, tomate, pepino, salsinha, cebola e temperos. Demais, né?! Veja o vídeo abaixo com algumas dicas. Eu adoro servir ela em uma caminha de alface americana, acho que fica um charme e mais refrescante ainda. Se você estiver procurando uma opção de jantar saudável e prático basta complementar ela com uma proteína grelhada, marinada ou assada e correr para o abraço 😂. Veja a descrição da receita abaixo:  
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Bolo de coco gelado vegano sem glúten

Oioiii, amigos!!! Primeira receita de 2018 é ideal para o verão: bolo de coco gelado vegano sem glúten 😋. Eu adoro esse bolinho, que vem embalado em papel alumínio, é super molhadinho e fofinho. Lembra infância. A minha versão não vai nada de origem animal (lácteos/ovos) e também não tem glúten, assim todos podemos comer sem medo de ser feliz.
Como sempre, escolho ingredientes mais nutritivos que os tradicionais, incluindo as farinhas. Se você acompanha meu trabalho sabe que essa é uma preocupação constante minha quando desenvolvo receitas e por esse motivo algumas farinhas que uso são mais "diferentes". Mas, hoje em dia é cada vez mais fácil e acessível os ingredientes, e também, você pode substituir por opções mais comuns. Muda minimamente o sabor, textura e aparência, mas seguindo minhas dicas não vai dar errado. Lembre-se apenas que em uma receita em que não temos leite, ovos e glúten, cada ingrediente foi pensado e colocado para exercer uma função. Se você não tem experiência em culinária restritiva, não altere a receita - a chance de não dar certo é bem grande. Ah, se você não tem problemas com glúten nem ovos, pode conferir essa versão de bolo gelado de coco sem lactose que publiquei há uns anos e que fica maravilhosa também. Bom, vamos lá, que essa receita merece ser feita no fim de semana!
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Meu cruzeiro como celíaca

Oioii, amigos! Hoje, vou contar como foi meu cruzeiro como celíaca. Primeiro de tudo, feliz ano novo 😍. Que seja um ano incrível e cheio de amor para todos nós. Para quem me acompanha no Instagram, deve ter visto que passei o Natal em alto mar com minha família. Fizemos o cruzeiro MSC Preziosa, saindo de Santos.

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Em 2012, fiz um cruzeiro com a Costa Cruzeiros, e fiz este post aqui já contando que era possível solicitar refeições especiais para a viagem. Na época estava indo viajar com o Costa Fascinosa para Argentina e Uruguai e conseguiram me atender muito bem com minha intolerância à lactose - eu ainda não sabia ser celíaca. No restaurante principal o garçom marcava meu menu com "sim" ou "não" e assim eu escolhia entre as opções possíveis. Desta vez, como celíaca e viajando por outra empresa, a MSC, foi diferente. Já no momento da reserva eu avisei nosso agente de viagens e ele me enviou um formulário que a própria MSC fornece para que eu preenchesse, assinasse e ele encaminhou a eles. Neste documento você informa quais suas necessidades especiais. Quando embarquei, fui orientada a confirmar com o garçom da minha mesa sobre minhas restrições. Então, logo no primeiro jantar conversei com ele e dali em diante eu recebia menu especial sem glúten e tinha um garçom que era o único a me servir. [intense_icon_list] [intense_icon_list_item type="thumbs-o-up" size="1" color="#f596c2"]Refeições especiais[/intense_icon_list_item] [/intense_icon_list] A MSC tem certificação internacional para atender celíacos, e fiquei bem segura com o atendimento. A comida é preparada em cozinha especial e, como disse, somente o meu garçom me servia. Eu tinha pão especial todos os dias, opções boas no menu, inclusive com massas e empanados (quanto tempo não comia coisas a milanesa 😍) e de sobremesa sempre fruta, pois o único bolo que tinham disponível sem glúten tinha leite. A orientação é que eu fizesse todas as minhas refeições no restaurante principal à la carte (tem buffet na piscina, mas eles não têm controle de contaminação). Mesmo assim, quando tomei café da manhã no buffet da piscina, solicitei um pão sem glúten e ele veio embalado - nem esquentaram, para não contaminar. Ainda no navio eles tinham um bar todo gluten free, com lista de drinks e cerveja, além de snacks da Schar disponíveis para compra. Achei uma boa opção para quem quer viajar, fiquei feliz e não passei fome. Vejam algumas fotinhos: [intense_gallery type="magnificpopup" size="medium" columns="5" marginpercent="2" id="2" include="12237,12226,12231,12232,12223,12228,12229,12230"] [intense_icon_list] [intense_icon_list_item type="thumbs-o-down" size="1" color="#f596c2"]O cruzeiro em si.[/intense_icon_list_item] [/intense_icon_list] Eu já havia viajado de navio algumas vezes, mas todas com a empresa Costa Cruzeiros. Esta foi a primeira vez que viajei com a MSC e não gostei! O navio estava muito cheio, o serviço era mediano para ruim, a comida (de maneira geral) mediana para ruim. Durante o dia, na área da piscina, os animadores ficavam praticamente o tempo todo falando no microfone e isso achamos bem cansativo. Achei super desrespeitoso e até deselegante que ficavam tentando vender coisas o tempo todo. Os garçons ficam andando pelo navio com ofertas de pacote de drinks e param você constantemente para tentar te convencer a comprar. Inclusive quando a gente fazia pedido de bebida em algum bar tinha garçom que ficava tentando vender pacote dizendo que não havíamos feito uma boa escolha em não comprar o que eles estavam oferecendo 🙄. O cúmulo foi fazerem propaganda pelo alto falante dentro da cabine (quarto) para você sair e comprar. Achei horrível! A comida, como disse, era mediana para ruim. O meu prato sempre vinha melhor servido, mas estávamos em 21 pessoas (família grande) e poucas vezes a comida veio gostosa mesmo para eles, o que é uma pena. Risoto, nem pensem em pedir. Parecia comida de hospital, todos com a mesma cara e sem sabor (não comi, mas foi opinião unânime do pessoal). Não foi a melhor experiência e sinceramente eu não indico a MSC. Apesar deles atenderem muito bem celíacos não voltaria. E você, já fez algum cruzeiro? O que achou? Divide aqui nos comentários 🙂
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Não é intolerância alimentar, é estresse!

Não é intolerância, é estresse!

Texto da nutricionista Pri Riciardi - @nutripri_riciardi Sei que este post pode dar o que falar, mas ele é necessário! Conversando com a Flávia sobre temas para serem abordados aqui, esse assunto do estresse e intolerâncias veio à tona,  pois é o que vejo muito na clínica e já sentimos (eu e a Flávia) na pele. A minha visão de trabalho com a nutrição integrativa busca não só tratar as consequências e sim as causas. Mas mesmo fugindo dos modelos tradicionais de tratamento, às vezes as causas são um pouco mais profundas do que parecem à primeira vista. As intolerâncias e alergias existem sim. O desequilíbrio do intestino, e a disbiose são fato. O glúten, leite, clara de ovo, castanhas e outros podem fazer mal para muitas pessoas, não só a nível gastrointestinal, mas cognitivo e comportamental. Porém, um grande gatilho disso tudo pode ser o estresse.   Com o tempo fui observando um perfil clássico das pessoas sensíveis aos alimentos: uma auto cobrança grande, busca pela perfeição em tudo que fazem, necessidade de controle, exagero na dedicação - com a saúde, exercício, trabalho - ansiedade e agitação considerável. Traduzindo, esse perfil comportamental por si só já é altamente estressante, independente da situação externa. Você não precisa se conformar com " o que você sente é psicológico!" Sei o quanto essa fala pode ser irritante. Então, vamos a algumas razões fisiológicas:
  • A base do estresse é a desregulação da liberação de cortisol. Inicialmente ele pode estar alto o dia todo ou muito alto em um momento e baixo em outros. Quando o estresse é crônico há uma queda de sua produção (conhecido como fadiga da adrenal). O cortisol é um hormônio, e assim como todo hormônio ele impacta de forma sistêmica no corpo e na produção de outros hormônios
 
  • O estresse por si só reduz a secreção de enzimas digestivas do estômago, intestino, pâncreas e fígado. A melhor prova disso é aquela sensação de comida intalada quando rola uma situação desagradável na hora da refeição. A má digestão, como já falamos aqui, é o primeiro passo para a inflamação do intestino, desconforto intestinal, disbiose  e intolerâncias alimentares.
 
  • O estresse aumenta a permeabilidade intestinal, diminuindo a barreida protetora do intestino e facilitando a entrada tanto de bactérias ruins como proteínas alimentares alergênicas.
 
  • O fígado é o grande metabolizador de tudo o que ingerimos, mas também o que sentimos. Um corpo estressado ou cheio de raiva, ansiedade, tristeza é um corpo com o fígado sobrecarregado. As intolerâncias estão intimamente ligadas com a capacidade de metabolização do fígado. Se ele está fraco não faz boa digestão dos alimentos e também não faço uma boa detoxificação. Assim, o corpo vai ficando mais intoxicado, sensível e intolerante.
 
  • O cortisol alterado afeta o metabolismo da tireóide, que por sua vez altera a produção de muco do trato digestivo. Menos proteção novamente.
 
  • O estresse é regulado por um mecanismo chamado fight ou fligh (literalmente lute ou corra). Esse mecanismo é o oposto do mecanismo de relaxamento, ideal para uma situação de digestão e absorção de nutrientes. Se você está em um corpo preparado para lutar e correr, não está em ótimo estado para digerir e absorver.
 
  • E se os argumentos ainda não foram suficientes, há um eixo já bastante conhecido que é o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, muito estudado em doenças psicossomáticas, que deixa claro a atuação que o estresse tem na ativação das conexões nervosas (lembrando que o intestino é um órgão altamente inervado - por isso segundo cérebro. A SII, por exemplo, é um caso bastante emocional).
  O passo de compreender que talvez não sejam os alimentos que te fazem mal, mas você mesmo que se faz mal é doloroso, e o processo de aceitação pode ser difícil e demorado. Isso não quer dizer que após terminar esse texto você pode dizer "é emocional, agora posso comer de tudo que estarei bem". Nesse ponto, há um desequilíbrio, e a busca desse reequilíbrio pode ser tratada, mas tende a ser demorada. Muito (muuuuito) mais demorada que tomar uma lactase ou tirar o glúten da sua vida.   "Tá Pri, você está me dizendo que tudo que escreveu até hoje não vale? A forma de processamento dos alimentos, disbiose….?" Não, nenhum desequilíbrio tem causa única. É sempre uma soma de fatores. Mas, não deixe de colocar os seus sentimentos na conta. Eles podem ser mais de 50% da causa. Retome os fatos de sua vida. O que aconteceu de 6 meses, há 2 anos... antes de começarem seus desconfortos? Como estava sua vida?   E a nutrição e o estrese….. Sempre digo aos meus pacientes, vou tentar te ajudar a segurar as pontas, mas você também precisa fazer sua parte (trabalhando para mudar sua forma de pensar, agir e sentir). O segurar as pontas compreende o uso de adaptógenos (plantas que ajudam a reduzir os efeitos do estresse no corpo), simplificar a alimentação, otimizar a detoxificação e a digestão, melhorar a proteção do intestino e tentar amenizar os efeitos inflamatórios (o estresse é altamente inflamatório!), ouvir e acolher!   Por hoje era isso! Uma respirada funda pra vocês 😉 Bjs da Pri. IG: nutripri_riciardi nutripririciardi.com
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Depoimentos de Alunos

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