Eu sou a Flavia Machioni, autora do Lactose Não. Desde que descobri minhas alergias alimentares minha vida mudou totalmente. Assumi responsabilidade pela minha saúde e bem estar e vou te auxiliar a fazer o mesmo!
No meu programa online de 6 semanas, vou te mostrar como conquistar hábitos saudáveis sem sofrimento e ensinar todos os segredos da gastronomia natural funcional, com técnicas e receitas sem glúten, leite, ovos e lowcarb. Conheça meu programa e inscreva-se para a próxima turma.
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Últimos Posts:

Como você fica quando um imprevisto acontece?

Fui cedo à academia hoje, o que ainda não tinha conseguido nessa primeira semana de horário de verão. Já estava com os fones de ouvido e a playlist escolhida para começar correndo um pouco. Chegando lá, tudo escuro: sem energia elétrica. Por um segundo, pensei em inverter a ordem das atividades da manhã e deixar para me exercitar depois. Mas eu já estava lá pronta, e sei que seria difícil voltar mais tarde. Entrei e vi meia dúzia de pessoas onde normalmente tem dezenas. Gente chegando, vendo que não tinha luz e indo embora. Professores parados com seus alunos. Esse transtorno corriqueiro era motivo para tanta gente cancelar os planos? Fora as esteiras, todo o resto funciona sem eletricidade. Era cedo, não estava quente a ponto da climatização fazer falta. Com janelas e portas abertas, tinha claridade suficiente. Lembrei que eu já deixei de ir na academia por detalhes até menores: não dormi direito, choveu, não estou disposta. E tudo bem, ninguém é obrigado a ser perfeito. Mas nossos dias são cheios de adversidades. Se cedermos a cada uma delas, a frustração é inevitavelmente o destino. Lidar com improviso não é natural para mim, exige esforço. Sou dessas que planeja que roupa vai vestir, que hora vai sair, quantos minutos vai ter para o café... Aí se um detalhezinho sai dos eixos, pra tudo desmoronar em efeito cascata basta um piscar de olhos. De tanto me desgastar com isso, criei duas estratégias para me proteger:

♥ Não depender de condições externas

Eu estava animada para correr na esteira. Não tinha como por uma situação alheia ao meu controle. O que eu podia fazer? Desistir foi a primeira coisa que me passou pela cabeça, mas a segunda foi buscar alternativas possíveis. Escolhi me agarrar na segunda ideia e ignorar a primeira.

♥ Fugir do drama

A gente têm a tendência de dramatizar. Não me exercitei hoje = culpa. Não fiz todas as tarefas do dia = culpa.  Perdi a hora vendo TV = culpa. Identificar onde poderíamos ter sido melhores é um passo para, de fato, chegarmos aos nossos objetivos, mas temos que sair logo dele! É mais fácil sentar no colo aconchegante  do drama e ficar criando justificativas, como “todo mundo faz isso”, ou “eu queria, mas não deu”, ou ainda “para os outros é mais fácil porque...". Esses pensamentos nos confortam, mas não resolvem na-di-nha. Então, procuro fugir desse drama chato e pensar: Ok, tenho um problema. Dá para fazer algo a respeito agora? Se sim, faço o que é possível. Não dá? Então remoer será inútil e ainda vai atrapalhar as demais coisas que não tem nada a ver com isso. Quem me dera fazer isso a cada empecilho, mas quando consigo, a sensação é tão boa! Tanto que vim aqui contar tudo isso e te desafiar a usar essas duas estratégias quando precisar lidar com uma situação chata. Já parou para pensar no quanto nossa vida passa rápido? Não podemos depender do amanhã, o hoje já precisa ser ótimo do jeito que é 🙂
Já conhece o programa Com amor, sem restrições? Ele vai muito além da alimentação: nos prepara para encarar a vida vendo mais soluções do que problemas, mais equilíbrio do que insegurança. Veja mais informações aqui: https://www.lactosenao.com/programa-6semanas/
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Bolo de cenoura fácil sem glúten e lactose

Oiiii! Acordei com vontade de cozinhar e resolvi aproveitar o feriado para fazer esse bolo de cenoura fácil sem glúten e lactose. Eu amo bolo e isso não é nenhum segredo, é só ver quantas receitas já publiquei aqui. Esse bolo de cenoura fácil sem glúten e lactose é fácil MESMO! Estou em uma época de bolos de liquidificador e os resultados têm sido ótimos. Essa delícia foi meu café da manhã e a calda de chocolate que fiz para cobrir ele fica muito especial. Não é novidade que eu gosto de escolher meus ingredientes com bastante cuidado, pensando não só em um bolo fofinho e maravilhoso, mas também nutritivo. Para meu mix de farinhas eu usei farinha de grão de bico, farinha de mandioca da marca Zaya e farinha de castanha de caju. Eu sei que muitas pessoas não conhecem essas farinhas, então veja esse post aqui para dicas de como cozinhar sem glúten. A farinha de grão de bico tem fibras e proteínas, a de mandioca vai dar gomosidade a massa e certa leveza, já a de castanha de caju auxilia na umidade do bolo, por ser rica em gorduras. Lembrem sempre que vocês podem fazer substituições de ingredientes, mas mudará consistência, aparência e principalmente nutrientes. Mas, arrisque-se, a gente aprende errando ☺️. Sei que muitos de vocês estão na fase de usar xilitol e outros adoçantes "naturais". Eu tive essa fase também, mas como contei aqui, o xilitol não é essa maravilha toda que a mídia tem falado. A maravilha toda sempre vai ser o equilíbrio. Ou seja, faça um bolo uma vez por semana, usando uma quantidade pequena de açúcar para adoçar, divida com a família e pronto. Melhor do que usar xilitol ou outro adoçante todo dia, é usar açúcar natural e não refinado (mascavo, melado, demerara) uma vez por semana ou a cada quinze, vinte dias e comer com moderação. Certo?! Até porque uma alimentação nutritiva e saudável não tem bolo e massa todo dia... Se mesmo assim você quiser usar seu adoçante, fique à vontade. Faça as substituições que preferir e depois me conte como ficou! Amo quando vocês fazem minhas receitas. Agora, veja como fazer essa receita que é:    
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Como aceitar diagnósticos

Você já reparou como quanto mais a gente tenta lutar contra alguma coisa, mais parece que essa coisa cresce? Como aceitar diagnósticos e o que a dificuldade em aceitar realmente faz?

Essa semana eu resolvi desabafar aqui com vocês e contar como tem sido difícil aceitar a doença celíaca e foi incrível o que um simples texto fez.

Recebi centenas de mensagens de pessoas que estão passando por situações muito semelhantes. Celíacos que demoraram muito para aceitar o diagnóstico, intolerantes que até hoje não sabem o que causa tanto desconforto, pessoas que não desistem de encontrar uma resposta e uma solução porque cansaram de passar mal e vários desabafos parecidos com o meu.

Foram muitas mensagens mesmo, e eu reparei que além de eu não estar sozinha, todas temos algo em comum: a resistência em aceitar o que é. Foi impressionante como ao botar para fora a minha dificuldade, dividir com vocês o motivo do meu desânimo, o que isso estava me causando e receber tanto apoio, carinho e mensagens de "Não desiste, Flavia. Você vai conseguir, respira fundo" me fez parar, pensar e decidir aceitar. Claro, de ontem para hoje não aconteceu um milagre e agora eu aceito plenamente. Mas dividir isso com vocês, ser sincera sobre o que estava me incomodando e ter recebido tanto carinho de vocês me lembrou (de novo) do porquê eu comecei tudo isso e porque que eu não desisto.

Assim como vários de vocês, eu acredito que estamos aqui para aprender e evoluirmos, e eu entendo que os desafios que enfrento no meu dia-dia são maneiras que eu tenho para isso.

Minha vida mudou muito desde que eu descobri minhas intolerâncias e aparentemente vai continuar mudando, e se tem algo que eu aprendi e agradeço é que se eu não estiver atenta, ouvindo os sinais que meu corpo manda, uma hora vai chegar uma conta bem alta para eu pagar.

A escolha é minha.

Eu poderia ter ficado na minha zona de conforto - poderia ter continuado passando mal sempre e achando que é normal, tomando um remédio aqui, outro ali, comendo massa, pães, doce de leite, brigadeiro de panela e pizza toda semana. Eu poderia ter escolhido isso.

Mas eu não quis. Eu não queria mais passar mal. Eu não achava certo eu tão nova estar sempre tão mal.

Ver meu pai sofrer com um câncer no intestino e ir embora tão cedo também me impactou MUITO. Eu lembro de como ele mudou com tudo isso, e lembro também que ele recebia sinais diários de que algo não estava bem. Sempre com dores, problemas intestinais, stress alto, uma vida agitadíssima - e quem ia imaginar que resultaria em um tumor?

Sair dessa zona de conforto foi difícil sim, e é para todo mundo, principalmente no início, quando a maior parte das pessoas te questiona e aí junta com o seu próprio questionamento e você fica se perguntando se não está exagerando, procurando “pêlo em casca de ovo” ou somatizando tudo.

Quem aí nunca ouviu um "mas você sempre comeu, como que agora te faz mal?". Ou pior "está na moda esse negócio de glúten e lactose". A gente já está cheia das nossas dúvidas, passando por uma transformação enorme, e normalmente com a saúde enfraquecida, já que deixamos a conta chegar alta porque não ouvimos os avisos do nosso corpitcho - aí vem esses seres iluminados e cheios de conhecimento sobre os outros dar uma opinião vazia e ignorante, a gente fica como?! 😳

Por isso a meditação e o autoconhecimento têm sido fundamental para mim. Ninguém conhece mais a gente do que nós mesmos.

O autoconhecimento é um processo. Precisa saber o que você quer, o que você gosta de fazer, com quem você gosta de estar - de verdade! Como comentei no último post, eu tenho buscado forças para tudo isso nesse processo. Eu sempre gostei da filosofia da Yoga e hoje encontrei um bem enorme na prática da meditação.

Só quando a gente se conhece que conseguimos manter nossas escolhas e enfrentar as dificuldades, porque você tem certeza do que você quer para você e no fundo você sabe exatamente o que precisa fazer para isso.

[intense_heading font_family="google|Bilbo"]Ou seja, se está difícil para você aceitar uma doença, uma alergia, um tratamento, uma opinião é porque você precisa MUITO passar por isso para crescer e evoluir. [/intense_heading] É nesses momentos, de dificuldade, que temos a oportunidade de aprendermos e nos desenvolvermos. É exatamente nesse momento que você vai conhecer você mesma e é só passando por isso que você vai alcançar a plenitude 😌. Como dizem, mar calmo nunca fez bom marinheiro. Por isso, se você está em um momento parecido com o meu, com dificuldade em aceitar e acaba sempre escapulindo do tratamento, fazendo algo que você sabe que te machuca, pare e reflita. O que está faltando aí dentro que você acha que a comida vai resolver? No meu programa online eu falo MUITO sobre isso, sobre os aspectos da nossa vida que nos nutrem muito mais que a comida. Os alimentos primários: saúde, relacionamentos, carreira, atividade física, auto-estima, finanças - quando algum desses não vai bem, reflete diretamente nas nossas escolhas alimentares e na nossa saúde. Mas um vem ANTES do outro, e não depois. Por isso que o autoconhecimento é importante.

Dificuldade sempre vamos ter, mas quando estamos em paz com nossas escolhas e decisões, nós temos muito mais força para atravessar os baixos.

Fiz esse post ontem no Instagram e queria compartilhar aqui também:

Oh o #antesedepoisln passando para te dar um ânimo aí 🙌🏼. As duas primeiras fotos são de 2009, não sabia minhas alergias alimentares e não fazia ideia o que era comer bem. Eu vivia de pastel, sanduíche, pizza, doces, sorvete e drinks. Pois é, alimentação cheia de glúten e lácteos. Alimentação e vida totalmente inflamatória 😱. Sabia de nada, inocente. Eu uso as imagens para mostrar o impacto que minha escolha teve do lado de fora, mas o que mais mudou nesses 8 anos foi o lado de dentro. E foi só com a mudança de mentalidade que hoje manter a casquinha da foto do biquíni branco não é sofrimento pra mim. Foi um mega impacto pra mim descobrir que o que eu comia todo dia, várias vezes por dia, me fazia tão mal. Eu gostava tanto, poxa! Não é que nasci amando verdes, grãos e comida integral. Eu adorava era bolacha recheada, nuggets e batata frita hahahah. Mas não dava mais. Eu estava sempre muito mal!!! Muita dor, problemas hormonais, pele cheia de alergia, gordura abdominal que não saía de jeito nenhum, problemas de digestão constante, desânimo , dor de cabeça...e a lista vai. O corpo mostra quando algo não vai bem, e se não ouvimos, uma hora a conta chega alta. Pra mim chegou como doença autoimune e um intestino ultra sensível. Pago a conta até hoje, virou tipo financiamento da casa própria 😂. E você, amiga? Vai ouvir os sinais ou esperar o boleto chegar? Não espera, não. Vem comigo que eu posso te ajudar a lidar melhor com tudo isso e aprender de uma vez por todas o que um ESTILO DE VIDA saudável é ❤️. Deixa um oi aqui que te envio por direct as infos da última turma do ano do meu programa de coaching online, começa dia 9/10 🙌🏼🙋🏻🕺🏼

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As últimas semanas têm sido difíceis? Muito! Eu vou desistir? De jeito nenhum!!

Apesar das crises, das dúvidas, da chateação e até da velha pergunta “porque logo eu?”, eu sei que eu consigo passar por tudo isso. E se de quebra eu ainda conseguir te ajudar dando força, enviando carinho e criando espaço para você se sentir incluído, melhor ainda.

Muito do que vejo aqui, comigo e com vocês, mostra que a nossa cabeça e nossas emoções barram nossa melhora muito mais do que as escolhas na alimentação. Concorda? Eu acabei de criar um grupo no Facebook para conseguirmos discutir e conversar mais e quero muito a sua participação. Clique aqui e peça para participar. Na próxima semana vou fazer uma meditação guiada com vocês para a gente começar nossa caminhada rumo a vida que merecemos 💕. Deixe aqui um comentário para eu saber se gostou da ideia e o que acha sobre o assunto, combinado?! Um beijinho e ótimo fim de semana!
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Diagnóstico de doença celíaca

Oii! Hoje vim contar como foi meu diagnóstico de doença celíaca.

Desde que contei por aqui que sou celíaca, muitas pessoas me perguntam quais exames eu fiz, como foi o diagnóstico e me pedem ajuda com indicações de médicos.

A doença celíaca (DC) é uma doença autoimune caracterizada pela incapacidade de digerir o glúten - uma proteína encontrada em cereais como trigo, cevada, centeio e malte. Ao não conseguir digerir o glúten, o intestino vai sendo enfraquecido. Esse enfraquecimento afeta as vilosidades intestinais e aumentam a inflamação. Não há cura para a DC, somente tratamento de controle que basicamente é feito através da alimentação e dieta sem glúten.

Bom, primeiro de tudo, preciso dividir que a maneira como se deu meu diagnóstico contribui bastante para a minha não aceitação da doença celíaca.

Eu contei neste post aqui que ano passado estava cansada de não saber o que tinha e me aventurei mais uma vez em um novo médico. Infelizmente minhas experiências com médicos ruins me faz ter um baita preconceito com a classe médica.

Explico: não foi um, dois ou três médicos que não quiseram me ouvir, passaram diversos exames sem ao menos perguntar o que eu sentia e porque estava ali, queriam me dar Omeprazol para tomar todo dia, faziam careta quando falava algo como “suspeito que tenho doença celíaca” e quando eu trazia algum dado de estudo científico que havia pesquisado fazia aquela cara de “garota, o especialista aqui sou eu” - quando claramente a última atualização dele foi na faculdade há pelo menos 15 anos.

Bom, desabafo feito, logo digo que o meu diagnóstico foi super difícil e chato porque eu já fazia dieta sem glúten há quase 3 anos quando resolvi investigar mais a fundo.

Como o artigo de revisão Diagnóstico de doença celíaca em adultos feito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul afirma:
Até recentemente, o diagnóstico de DC era reconhecido apenas em pacientes com manifestações clínicas típicas ou com elevado grau de suspeita. O diagnóstico geralmente é realizado em crianças com a síndrome má absortiva. Após o surgimento de testes sorológicos de alta acurácia e maior atenção dos médicos para manifestações atípicas, tem aumentado a prevalência de DC e seu diagnóstico fora da faixa pediátrica. A prevalência é estimada em torno de 1:100 na população em geral. (....) Há importante predisposição genética nos pacientes com DC, caracterizada pelos marcadores de superfície HLA-DQ2 e HLA-DQ8. O glúten interage com os marcadores HLA, causando uma resposta imune anormal da mucosa e lesão tecidual. Uma revisão demonstrou que a relação de pacientes com DC diagnosticada e não diagnosticada pode ser de 1:77. Um estudo indica que mais de 36% dos pacientes com DC, haviam recebido diagnóstico de SII (síndrome do intestino irritável) previamente.

O exame de sangue positivo sugere o diagnóstico de DC, mas a biópsia duodenal é o padrão-ouro. Esse exame vai buscar evidências de que suas vilosidades intestinais (falamos dela aqui) estão atrofiadas - o que é uma das consequências da doença celíaca.

Por ser uma doença autoimune onde seu próprio organismo ataca seu intestino, a inflamação causada por esse ataque destrói as vilosidades intestinais - que são a nossa principal barreira do intestino, e faz com que os celíacos tenham inúmeros sintomas e desdobramentos de problemas como anemia, dermatite, má formação óssea, problemas renais, hepáticos, depressão, entre outros.

Se na hora do exame for coletado material da parte “errada”do intestino, ele vai dar um falso negativo. Isso é tão comum que alguns médicos já fazem a biópsia com três ou quatro amostras para poder comparar. A minha foi feita apenas com uma.

Como eu já não consumia glúten desde a primeira vez que fiz o exame de sangue, o meu IgG e IgA nunca deram alterados. Como eu além de não consumir glúten já fazia tratamento para o intestino (probióticos, alimentação, glutamina, suplementos antiinflamatórios, etc) as minhas vilosidades não estavam atrofiadas.

Vejam o que o artigo diz sobre os exames sorológicos que dão negativos:
Nos pacientes com deficiência seletiva de IgA pode ser realizada a sorologia com IgG, tanto o EMA IgG quanto o tTGA IgG têm excelente sensibilidade (próxima de 100%) e especificidade. Porém, testes baseados em IgG têm menor sensibilidade e especificidade em relação aos baseados em IgA, naqueles com níveis normais de IgA. Logo, se a sorologia (EMA IgA ou tTGA IgA) for negativa em paciente com alta suspeição de DC, deve ser dosada a IgA sérica. Se alta suspeição de DC, com testes persistentemente negativos, os indivíduos devem realizar tipagem para HLA e, se positivos, devem realizar biópsia duodenal; ou alternativamente, realizar diretamente a biópsia.

Passamos para outros exames. Eu fiz ecografia e ressonância total do abdômen. Estava tudo bem, tinha só uma pequeníssima pedra em um dos rins.

Fiz endoscopia, que deu alterada, com inflamação da laringe até a boca do estômago e foram tirados alguns pólipos benignos do estômago - o que é relativamente comum.

Fiz exame de trânsito intestinal, por duas vezes, para acompanhar meu processo digestivo.

Fiz novamente exame de intolerância à lactose, deu positivo.

Fiz o exame genético para os genes HLA DQ8 e HLA DQ2, deu positivo.

Além dos exames, o histórico do paciente e familiar é importante de ser considerado, principalmente quando os exames dão negativos mas a dieta mostra ser benéfica.

O meu histórico contava com hipotireoidismo, cortisol altíssimo, outros hormônios desregulados, anemia, muitas alergias na pele, digestão ruim, muito enjôo, constipação. Passava de endocrinologista para gastro e ninguém nunca cogitava ser algo relacionado a alimentação.

Meu pai teve câncer no intestino bem novo (40 anos) e faleceu 3 anos depois, após cirurgia, tratamento, etc.

O médico que pediu os exames não achava suficiente os resultados de exame + histórico familiar + melhora com dieta sem glúten e grande piora com a inclusão do glúten.

Ele queria que eu voltasse a consumir glúten por pelo menos um mês para refazer todos os exames. Eu não quis. Já estava super debilitada com tantos exames invasivos, estava numa fase super difícil emocionalmente com um médico por vezes grosseiro e impaciente e ainda com todas as minhas dúvidas e esperança de uma resposta indo embora.

Além disso, eu sabia que mesmo voltando a consumir e refazendo os exames, poderia dar falso negativo novamente. Veja o que o artigo que comentei acima diz:

Em pacientes que já iniciaram com DSG (dieta sem glúten), mesmo antes da biópsia de confirmação, com alta suspeição de DC e sorologia negativa, pode ser realizado teste com dieta contendo glúten, neste caso por pelo menos quatro semanas e, posteriormente, a biópsia. Porém alguns pacientes são respondedores tardios e podem levar anos para alterar a histologia. Deve ficar bem claro que a DSG só deve ser estabelecida após o diagnóstico firmado de DC.
Já tinha comentado nesse post aqui como cortar glúten antes de fazer exames para DC é a PIOR IDEIA DA VIDA.

Visitei outros dois médicos. Os dois analisaram meu caso e falaram que eu era celíaca.

Portanto, o meu diagnóstico foi por histórico familiar + exame genético + melhora dos sintomas por exclusão da dieta.

Não é o padrão que a medicina considera o melhor, e por isso para mim ainda é difícil aceitar. Ainda hoje eu fico naquela de “e se não for isso”.

Mas, para ser super sincera, depois do meu desabafo dessa semana, de ler tantas mensagens de apoio de vocês e de meditar eu vi que não adianta de nada essa minha dúvida.

Meu corpo é muito enfático quando consumo glúten: ele não gosta. Ele fica inflamado na hora e cada vez mais eu sinto isso: articulações doloridas, fraqueza no corpo, dor de cabeça o dia todo, mal estar generalizado.

Até quando não sei que consumi ele responde assim, então eu decidi, a partir de hoje, fazer o que posso para aceitar o diagnóstico que mesmo não sendo “padrão ouro” é o que mais explica o que tenho até hoje.

Sempre que conto minha história recebo palpites do que pode ser e muitos de vocês vêm perguntar se não é SII (Síndrome do Intestino Irritável) e não é.

A SII é um caso extremamente comum e celíacos podem ter, assim como intolerantes à lactose/glúten.

A doença celíaca ainda é um campo com muitas dúvidas e suposições. Para quem se interesse pelo assunto, indico acompanhar o trabalho do dr Alesso Fasano que lidera pesquisas sobre o intestino e desordens relacionadas ao glúten na faculdade de medicina de Harvard.

Hoje, aceita-se que além da DC e da alergia ao trigo, existe a Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC).

Se você está desconfiando que tem alguma sensibilidade ao glúten procure o quanto antes um bom médico, de preferência associado a Fenacelbra.

Indico também a participação na comunidade no Facebook Viva sem Glúten, lá tem muita informação e muita troca.

Além disso, quando tiver dúvidas ou quiser informações sobre a Doença Celíaca, dieta sem glúten e todo esse universo, procure a Acelbra do seu estado. Normalmente têm reuniões mensais, apoio, lista de restaurantes seguros, médicos credenciados, etc.

O apoio é fundamental, assim como achar um bom médico.

Eu não achei esse bom médico, mas quem sabe um dia esbarre em um.

Desejo sorte para você e que você se sinta bem!

Beijinhos!

Referências: Diagnóstico de doença celíaca em adultos O que é doença celíaca Como se faz diagnóstico de doença celíaca
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Como fiquei depois do último tratamento

Oii pessoal! Hoje quero contar como fiquei depois do último tratamento que fiz. Se você perdeu os últimos posts da minha saga, leia este aqui e depois este aqui. Para contextualizar, depois de inúmeros exames desagradáveis e médicos ruins, tive o diagnóstico de doença celíaca ano passado. Em junho, fiz uma mudança grande na minha alimentação sem acompanhamento nutricional e tive reações fortíssimas. Eu aumentei absurdamente o meu consumo de grãos e cereais em um curtíssimo espaço de tempo e por causa disso minha inflamação aumentou muito e tive uma crise forte, ficando de cama por 2 dias e convivendo com uma digestão super prejudicada por quase 1 mês. Voltei a Curitiba e me consultei com minha nutricionista, Juliana Trevilini. Ela me orientou a fazer um tratamento de desintoxicação para quem tem doença autoimune por 30 dias e indicou que eu lesse o livro Doença Autoimune da Dra Amy Myers. Neste tratamento eu devia cortar todos os cereais, sementes, grãos e as solanáceas - alimentos que estimulam a produção de histamina, açúcares, produtos industrializados, álcool e alguns FODMAPS. Além disso, inclui diversos suplementos naturais para aumentar a detox, melhorar minha imunidade e diminuir a inflamação. A melhora na minha digestão foi visível. Não tinha mais fermentação e distenção abdominal como antes. Apesar disso, o consumo da chlorella + coentro que fiz pelos 30 dias, prendeu meu intestino e isso foi a pior parte. Foi tranquilo ficar sem todos esses alimentos. O início foi chato, mas eu senti mais por não estar na minha casa (não me senti confortável no início, mas o apoio do namos e sogrinho foi fundamental) do que por não poder comer determinados alimentos. Quando o tratamento acabou, a Juliana disse que eu deveria fazer a inclusão dos alimentos de maneira gradativa. Devia comer um deles por dia, 3x, e esperar 3 dias para incluir outro. Ou seja, se eu comesse amendoim na segunda-feira, deveria comer no café da manhã, almoço e jantar e só poderia comer outro grão/cereal/semente de novo na quinta-feira. O que eu fiz? Tudo errado. Terminei o tratamento no feriado de 7 de setembro. Logo no segundo dia após o tratamento eu comi arroz, amendoim e milho. No dia seguinte comi mais amendoim, nozes e feijão fradinho. Até glúten eu comi "sem querer". Eu pensei que poderia ter mas não fiz questão de perguntar e comi. Mais uma semana com dores horríveis, inchaço, dor de cabeça e desânimo. Continuei incluindo os alimentos todos de uma vez até que semana passada (dia 26/09) fui a Curitiba e chegando lá fiquei de cama dois dias com os sintomas parecidíssimos com o que tive em junho - só que com menor intensidade. Fiquei muito fraca, muita dor de cabeça, dor nas articulações, enjoo fortíssimo, desconforto abdominal e total falta de apetite. Na sexta-feira passada tive consulta com a Ju e contei tudo (menos do glúten, que talvez ela leia agora e brigue comigo hihihihihihi Juli, não tive coragem de falar). Ela disse que eu deveria cortar tudo novamente por uma semana e fazer a reintrodução da maneira correta, pois só assim vamos conseguir identificar qual dos alimentos está me dando tanta reação. Eu estou com uma grande suspeita que seja o amendoim e milho. Então agora, tenho duas opções: fazer o pós tratamento como ele deveria ter sido feito, ou fazer exame de IgE para 210 alimentos e ver quais que estão me dando reação. Gente, a verdade é que eu estou bem desanimada. Eu não sei muito bem o que aconteceu, mas o tratamento acabou e eu estou sem a mínima vontade de fazer o que deveria ser feito. Sei que esse episódio do glúten mostra que tem algo errado comigo, internamente. Eu fiquei muito triste comigo por ter feito isso depois de ter desintoxicado meu organismo por 30 dias exatamente para fortalecer meu sistema devido a doença celíaca. Esse fim de semana eu piorei de novo. Dessa vez a alergia atacou minhas vias respiratórias. Garganta irritada, "queimada", olhos e nariz coçando sem parar, espirros e claro, a fraqueza no corpo e desânimo que sempre fico quando me contamino. Não comi nada que não pudesse, mas comi fora de casa. [intense_heading font_family="google|Bilbo"]A verdade é que para mim ainda é muito difícil aceitar que tenho doença celíaca. Muito mesmo! Ainda nego um pouco a situação e para ser sincera é MUITO difícil para mim escrever sobre isso.[/intense_heading] Porque por muito tempo - e talvez até agora - eu ainda acredito que talvez não seja isso. É difícil gente! Mais difícil ainda é eu vir aqui e ser tão sincera porque sei que muitos de vocês vêm aqui para encontrar palavras de estímulo e de coragem. Eu não estou nesse lugar agora, de poder encorajar vocês, porque para mim ainda é muito difícil aceitar que sou celíaca. Eu sei que eu nunca estou 100% porque eu não aceito minha condição, porque eu sempre acho que pode ser outra coisa, que é coincidência tudo isso. Mas no fundo eu sei que só estou prejudicando meu corpo e minha cabeça. Eu não cuido com contaminação cruzada, eu não deixo de ir em restaurantes, eu não levo minha comida para a casa dos outros e eu não quero fazer isso. Eu já sinto uma responsabilidade e pressão enorme de ter esse espaço aqui falando com milhares de pessoas diariamente. Eu não quero isso na minha vida pessoal. A maioria das pessoas que me conhece já se esforça para me incluir e eu não quero me excluir disso tudo tendo que negar convites ou sempre chegar com marmita ou comer em casa e ir. Estou desabafando mesmo, para ver se escrevendo sobre isso eu consigo aceitar melhor. Eu acho difícil escrever sobre doença autoimune, o tipo de condição que a ciência não sabe explicar até hoje como acontece - são só hipóteses. Ninguém sabe se realmente não tem cura, ou se quem sabe em breve a gente consiga saber o que causa e ir direto na raiz. Ninguém sabe qual o mecanismo exato que ela se desenvolve. A ciência está evoluindo e já temos algumas respostas, mas não todas e isso me incomoda. Porque eu passo mal desde pequena, tenho o gene, mas eu não ficava tão mal quanto fico hoje. Então talvez eu tivesse um ambiente propício e contribuí com ele sem saber? Ou talvez eu tenha nascido já com tudo isso e só foi piorando? Quem vai saber, né?! Enquanto isso eu fico tentando achar meu equilíbrio, e tentando aceitar tudo isso. Eu medito muito, leio, escrevo, tento não me culpar, tento aceitar, mas é um processo. Às vezes é bem fácil, às vezes é bem difícil.

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Hoje, é isso que tenho para dividir. A dificuldade que estou passando com tudo isso, mas sabendo que só eu poderei mudar isso e que isso vai passar, como sempre passa. Se você está passando por algo semelhante e quer desabafar aqui, fique à vontade. Por para fora ajuda a curar e é por isso que vim aqui. Eu peço a gentileza de não me julgarem e nem darem opiniões nos comentários. Eu tenho muita exposição aqui e escrever sobre a minha dificuldade em aceitar tudo isso é difícil, porque são coisas que eu divido só com alguns dos meus familiares. Sei que vocês vêm com boas intenções, mas é chato ter milhares de pessoas opinando sobre o que devo ou não fazer, principalmente em momentos como esse. Hoje eu consigo escrever sobre isso e identifico minhas dificuldades porque aprendi a ouvir meu corpo. Tudo está interligado e sei que minha dificuldade no momento presente de manter a alimentação e tratamento vem por motivos que não são a alimentação. Eu preciso encontrar meu equilíbrio em outros aspectos da minha vida para refletir no bem-estar que a boa alimentação traz. A doença celíaca me trouxe esse desafio: equilibrar minha vida pessoal, profissional, social com as restrições alimentares que preciso fazer para não agredir meu organismo. Eu vou conseguir! Com calma, paciência e consciência. É um momento de parar e refletir, e logo eu volto fortalecida 🙋🏻. [intense_heading font_family="google|Bilbo"]Para finalizar: o tratamento funcionou, sim. Mas como fiz o pós totalmente errado, voltei ao início.[/intense_heading] Obrigada por ler, fique a vontade para dividir sobre você. Um beijo!  
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Coxinha de batata doce sem glúten e lactose

Oioiii! Hoje vim ensinar como fazer coxinha de batata doce sem glúten e lactose 🙂 Essa receita é meu xodó e faz muito sucesso. Quem prova fica apaixonado e nem acredita que é feita de batata doce e assada em vez de frita. Sério, ela não deixa nadinha a desejar para a versão original. O legal é que ao trocamos parte das farinhas por batata doce cozida a nossa coxinha sem glúten fica bem mais nutritiva. A massa fica super saborosa e é muito fácil de fazer, só vou te passar dois truques essenciais para que fique no ponto certo e com o sabor especial que ela deve ter!
  1. Fique atenta ao cozimento da batata doce. Você deve cozinhar somente até ela ficar macia. Enfiou o garfo e sentiu ela macia, desligue. Se você deixar ela cozinhando demais ela absorve água e desanda a massa toda.
  2. Utilize caldo de legumes ou de frango caseiro para fazer a massa. Faz toda a diferença! Se você não sabe como fazer caldo caseiro, compre minha apostila de Bases da Gastronomia Funcional.
Você pode usar aipim, inhame ou batata comum no lugar da batata doce. Sobre o recheio, faça com o que preferir. Pode ser frango desfiado com temperinhos, legumes refogados, cogumelos, enfim.. o que você amar, coloque na sua coxinha. Como eu disse, essa coxinha eu não frito, faço ela assada e fica super crocante. Nós empanamos ela numa combinação de flocos de amaranto e farinha de linhaça, e isso faz com que fique bem crocante. Se você não tiver acesso a essas farinhas, pode empanar em farinha de rosca sem glúten. Também funciona 😊. Agora, vamos ver como fazer essa receita de coxinha de batata doce sem glúten e lactose que é:
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Depoimentos de Alunos

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