Como o estresse afeta a digestão

Hoje vamos conversar como o estresse afeta a digestão.

Você já sabe o que é o estresse, agora vamos ver como ele acontece metabolicamente no nosso organismo e o que isso gera para nossa saúde.

Como vimos, o estresse surge quando passamos por alguma situação que gera tensão – seja ela emocional, física ou psicológica.

O estresse hoje em dia

O que acontece hoje em dia é que normalmente os eventos que geram estresse são mais psicológicos e emocionais do que físicos, só que a resposta metabólica é sempre a mesma.

Ou seja, quer o estresse venha por algo ou alguém te perseguindo, quer venha por uma conversa desagradável com seu chefe ou pela prática intensa de exercício físico repetidas vezes na semana, a resposta do seu metabolismo será a mesma e te deixará no estado de fuga ou luta (fight or flight).

Neste estado, as mudanças que acontecem no seu metabolismo foram programadas para que você use sua força física e seu corpo para fazer algo e se protegeger/defender, seja correr, levantar peso, subir em algo, enfim.

O mecanismo do estresse

Vamos conhecer dois personagens importantes nessa história: o sistema nervoso simpático (SNS) e o sistema nervoso parassimpático (SNP).

  • SNS: responsável pela resposta de luta ou fuga (fight or flight) e é ativado pela sensação de tensão e de estar pressionado (momentos de estresse) e por algumas substâncias como a cafeína.
  • SNP: responsável pelo descanso e digestão (rest and digest), também pela reparação e reprodução. É o estado que devemos estar a maior parte do tempo e que pode ser ativado, entre outras coisas, por respirações longas e profundas.

Assim, quando enfrentamos alguma situação que gera estresse, o nosso corpo ativa o SNS e gera uma série de respostas como:

  • Liberação de hormônios (adrenalina e cortisol),
  • Liberação de açúcar na corrente sanguínea para energia rápida,
  • Diminuição da secreção de ácido clorídrico e enzimas digestivas para desacelerar o processo de digestão,
  • Aumento da frequência cardíaca,
  • Aumento da frequência respiratória,
  • Contração de músculos.

Os impactos do estresse no corpo

Quando o estresse se torna frequente e crônico, a frequente liberação de hormônios ligados a ele e suas consequentes ações podem causar:

Ou seja, o estresse crônico enfraquece o corpo.

No estresse crônico, o sistema nervoso simpático (SNS) é ativado e, uma vez que o estresse não acaba, permanece ativado. Não tem a oportunidade de voltar a seu estado normal de relativa inatividade, ativando o SNP, onde a regeneração, descanso e digestão acontecem.

O resultado, adivinha?

  • Um organismo cheio de inflamações (dores, “ites” como amidalite, gastrite, sinusite, etc);
  • Digestão lenta e prejudicada (azia, queimação, arrotos, refluxo, gases);
  • Intestino enfraquecido (intolerâncias alimentares, disbiose intestinal, SIBO, SII, síndrome fúngica);
  • Aumento de gordura corporal devido a constante liberação de cortisol e eventual desequilíbrio glicêmico (fadiga adrenal é comum);
  • Diminuição da imunidade (gripes, resfriados).

O que fazer então?

Para minimizar os efeitos podemos controlar o estresse. Clique aqui para saber como.

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Um beijinho,

Ps.: Clique aqui e descubra se você tem estresse crônico.

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas pela UFPR. Há mais de 7 anos venho mudando meu estilo de vida e alimentação para ter mais saúde e bem estar. Divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

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