Blue Zones – o que são

Longevidade e Blue Zones

Blue Zones são áreas de longevidade no mundo. Um grupo de pesquisadores e cientistas começou a investigar na Sardegna, Itália, os motivos pelos quais haviam tantos centenários saudáveis e lúcidos – um número bem maior que a média do país.

A pesquisa se ampliou e buscou outras áreas no planeta que tivesses as mesmas características. Hoje são reconhecidas cinco Blue Zones no mundo:

Sardegna (Itália)

Icária (Grécia)

Nicoya (Costa Rica)

Okinawa (Japão)

Loma Linda (Califórnia)

O texto abaixo eu escrevi em 2016 e resolvi publicar hoje aqui no blog porque estou exatamente em Nuoro, na Sardegna, para ver de perto como se vive aqui e o que esses centenários ensinam para as novas gerações.

Esse é o primeiro post de uma série sobre longevidade e as Blue Zones. Nesse post você vai poder ver se está no caminho da longevidade saudável e o que faz as pessoas viverem mais.

Blue Zones – o que são?

Imagine um lugar onde as pessoas vivem mais e melhor do que a média do seu país.

Aquela velhinha fofa que ainda trabalha em seu jardim, dança nos finais de semanas, prepara suas refeições e joga conversa fora com os netos, filhas, amigas. Eu penso nisso e um sorriso vem no meu rosto automaticamente. O coração chega até a ficar quentinho e dá uma vontade de abraçar essa senhorinha querida. Você também?

Aí eu penso: tomara que tenha esse privilégio, de ficar tantos anos nesse mundão e aproveitar cada um deles com o máximo de saúde e vitalidade que for possível!

 

Eu, minha avó e meu avô maternos nas bodas de 60 anos de casados deles, em 2015

Eu tenho o privilégio e a sorte de ter meus 4 avós ainda por aqui. Cada um deles na faixa dos seus 80 e alguns anos e lúcidos.

Alguns têm sofrido mais os efeitos da idade, mas de maneira geral eles estão bem. (atualização, antes de vir para Itália meu avô paterno faleceu, aos 88 anos).

Nenhum deles toma suco verde todos os dias, mas todos adoram tomar vinho e tomam até hoje.

Tiveram 5 e 4 filhos, trabalharam toda a vida – meu avô materno ainda trabalha no escritório todo dia e parece um meninão de 70 e poucos anos. São felizes, dão risada, adoram conversar e receber pessoas em casa. 

A média nacional é de 75,5 anos.

Quando eu conheci as Blue Zones, ou zonas azuis, logo percebi que poderia estar muito próxima de viver em uma. Então vamos fazer um breve exercício para saber se você também está!

Saiba se você está no caminho da longevidade saudável

Faça o teste abaixo feito pelo Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA.


Marque um coraçãozinho em um papel se sua resposta é sim para as perguntas abaixo:

  • Dorme pelo menos 7h30 todos os dias.
  • Come pelo menos 4 boas porções de frutas e verduras todos os dias.
  • Não fuma há pelo menos 3 anos.
  • Participa de alguma comunidade religiosa e frequenta reuniões pelo menos 4 vezes ao mês.
  • Você tem pelo menos três amigos verdadeiros, de que você goste, com quem pode ter uma conversa séria e que pode ligar em um dia ruim e eles vão se importar.
  • Se você consegue escrever em uma frase qual seu propósito de vida.
  • Pratica exercícios físicos pelo menos 30 minutos por dia, pode ser caminhada.

Resultado:

  • Três ou menos coraçõezinhos a sua expectativa de vida é de 76 anos e é esperado que você viva 5 anos ruins ao fim da vida (morbidade).
  • De 4 a 6 coraçõezinhos, você pode esperar viver 84 anos e ter apenas 3 anos de morbidade.
  • Se você marcou mais de 6 coraçõezinhos, você pode viver até os 90 anos – o máximo da longevidade que nosso corpo tem, atualmente.

Os centenários ganharam na loteria genética.

Segundo o Instituto Nacional de Envelhecimento dos EUA, as duas perguntas que mais influenciam na determinação da sua expectativa de vida são quanto tempo você acha que vai viver e quantas porções de frutas e verduras você come diariamente.

Ou seja: estado/saúde emocional e comida de verdade tem um grande peso na qualidade de vida e saúde.

O que faz as pessoas viverem mais e melhor?


Um estudo chamado de gêmeos dinamarqueses (já comentei dele nesse post aqui), concluiu que apenas 10% da quantidade de anos que vivemos é definido por nossos genes, enquanto os outros 90% são definidos pelo nosso estilo de vida.


Foi assim que os pesquisadores responsáveis pelas Blue Zones passaram três anos estudando algumas comunidades que ultrapassam os 100 anos de vida com qualidade. 


Quando conheci esse conceito eu me apaixonei! Se você me acompanha por aqui e no Instagram, sabe que eu realmente acredito no nosso poder de mudar as condições da nossa vida para alcançarmos a vida que merecemos e sonhamos.


Sendo assim eu reuni a conclusão desse estudo e as pesquisas do Dan, e decidi que criaria a minha própria Blue Zone, dentro da minha casa.

Já que parece que meus avós começaram a trabalhar nela para mim mesmo sem conhecer o conceito, porque não continuar, né?

Eles nem devem conhecer os “super alimentos” da moda, não devem nem ter ideia de qual foi o percentual de gordura deles na juventude – mas estão aí, quase 10 anos acima da expectativa de vida média do país e parecendo que não vão sair daqui tão cedo (Deus queira ?).

Um estilo de vida para a Blue Zone

Tudo o que acredito e faço no meu dia-dia, que trouxeram mudanças significativas no meu estilo de vida e saúde, eu divido aqui com você.

Portanto as razões para uma longevidade saudável, segundo os estudos feitos nas Blue Zones, estão muito em sintonia com minha linha de trabalho!

E eu acredito muito que você também pode ter sua mini Blue Zone e ser essa(e) velhinha(o) fofa(o) que eu quero abraçar toda vez que penso.

Veja neste post quais são os 9 fatores que as Blue Zones têm em comum para ver como você pode acrescentar mais anos e saúde na vida de quem você ama.

Não esquece de me acompanhar diariamente no Instagram para ver meus vídeos e dicas.

Um beijo!

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas pela UFPR. Há mais de 7 anos venho mudando meu estilo de vida e alimentação para ter mais saúde e bem estar. Divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

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