Minha experiência com o câncer e como ela me moldou

Este post escrevi para o blog da minha amiga Gabi. Foi de certa forma terapêutico escrever ele, e por isso resolvi dividir com vocês que me acompanham no Lactose Não.

Uns meses atrás a Gabi, do Blog Flor de Sal, contou sobre o projeto que ela estava desenvolvendo, o Flores Contra o Câncer, uma série de posts sobre o câncer, e perguntou se eu gostaria de participar. Na hora eu topei, mesmo sem saber o que ela gostaria que eu fizesse.

O projeto começou, os posts começaram a surgir e fui perguntar o que ela havia pensado para minha colaboração. Ela disse que tinha imaginado que eu poderia criar uma receita sem açúcar. Tranquilo, criar receitas é tão simples, claro!

Mas lendo o conteúdo que estava sendo feito, senti que queria na verdade colaborar contando sobre a minha experiência com o câncer e como isso me moldou a ser quem eu sou e fazer o que faço hoje em dia.

Meu pai faleceu aos 44 anos, depois de três lutando contra um câncer fortíssimo no intestino.

Eu e papis no início dos anos 1990.

Eu lembro até hoje como foi difícil para todos nós. Eu tinha 13 anos quando ele descobriu a doença, que estava super avançada. Era um tumor muito grande, com mais de 12 cm, eu acho.

Ele ficou muito debilitado, muito rápido. Fez várias cirurgias, quimio, radioterapia, perdeu muito peso, perdeu cabelo. Ficou muito tempo na cama.

A gente, em casa, tentou continuar com a vida como ela tinha sido até ali. Eu e meu irmão estudando, minha mãe gerenciando todo o resto. Para ser sincera não me lembro com exatidão dessa época. Eu lembro só que tinha uma dificuldade enorme em conversar sobre isso com minhas amigas do colégio e não contei para quase ninguém que meu pai estava com câncer.

Lembro que foi uma época em que procuramos alternativas ao tratamento – ortomolecular e espiritual.

Eu não entendia quase nada, mas lembro que muita coisa foi feita para buscar a melhora do meu pai.

Ao fim do ano, ele estava bem melhor. Com as cirurgias o tumor foi removido. Os exames já estavam voltando ao normal. Ele passou a usar a bolsa (colostomia) e em poucos meses voltou a ser o cara incrível que sempre foi: sorridente, fazendo piada, trabalhando, tudo normal.

Ele passou um ano muito bem! Voltou a trabalhar, tinha planos, ganhou peso. Eu percebia algumas mudanças nele. Parecia perceber mais as pequenas belezas da vida. Diminuiu muito sua carga de trabalho. Via e lia muito sobre espiritualidade e religiões.

No ano em que ele ficou bem eu lembro dele reclamando da TV ligada nas novelas falando que não entendia porque mostravam só desgraça e sentimentos ruins se a vida é tão linda e tão curta.

Fiz 15 anos nesse ano em que ele estava bem, com festinha para a família e amigos. No fim do ano fizemos um cruzeiro com a família. Tudo estava bem de novo!

Alguns meses depois, ele foi me buscar no colégio e se atrasou. Eu entrei no carro já emburrada (como me arrependo!), ele olhou pra mim com um olhar muito triste e disse “Filha, voltei do médico e voltou.”

Eu levei um tempo para entender o que tinha voltado.

Dali para ele ir embora não levou muito. Foram alguns meses. Meses muito difíceis, principalmente para ele. Eu lembro muito bem dele super frágil na cama do hospital e contava chorando sobre enfermeiras e médicos sem paciência, grosseiros, indelicados. Eu pensava comigo como um ser humano consegue ser tão cruel e frio vendo outro tão frágil?

Esses últimos meses do meu pai no hospital me influenciaram demais.

Acho que não tem como você ver uma pessoa que você ama tanto, sofrendo, debilitada e fazendo planos para quando sair dali voltar a fazer o que gosta, trabalhar menos, passar mais tempo com quem gosta e ela não sair para fazer tudo isso.

Lembro até hoje do meu pai dizendo que estava preocupado de morrer e nos deixar com pouco dinheiro. Imagina?! A última coisa que passava na minha cabeça era dinheiro naquele momento, eu só queria que ele ficasse bem.

Cada vez que visitava ele, via ele mais abatido e voltava para casa rezando para que ele não sofresse mais. Por mais que a ausência dele fosse ser horrível, era pior ver ele sofrer.

Ele foi para UTI e ficou em coma induzido por quase um mês. Ele resistiu tanto, ele não queria ir. Com um mês, logo depois que minha prima (filha da irmã dele, minha madrinha) nasceu, ele foi.

Meu celular não parava de tocar na aula de história e era o pior professor que tinha, ele não podia ver um celular na sala. Eu angustiada, esperando a aula acabar. Quando acabou corri para o banheiro e a funcionária que trabalhava em casa estava desesperada, porque o médico do meu pai não conseguia falar com ninguém.

Na hora eu sabia o que tinha acontecido. Voltei para a sala, peguei minhas coisas e fui procurar o diretor da escola para falar que meu pai tinha morrido. Fique esperando em uma salinha, sozinha, até minha mãe me buscar.

Lembro de como ele era querido pelas enfermeiras do hospital porque mesmo doente ele era uma pessoa com um coração e astral maravilhoso.

Lembro de como ele sempre acreditou em mim, no meu irmão, na minha mãe e como sempre estimulou a gente a ser melhor, ler, estudar, buscar.

Ele era o cara mais inteligente, divertido e incrível que eu já tinha conhecido.

A falta que ele faz é algo que eu jamais vou conseguir explicar. O sentimento nunca vai embora, você só aprende a conviver com a ausência.

Quando a saudade é muito intensa, eu lembro de como ele era e agradeço por ter feito parte da vida dele e ele da minha.

É triste demais falar sobre isso. Mas isso me fez forte, de um jeito que nem sei como explicar. Uma força que parece que você nunca vai ter, mas você tem.

É essa força que fez eu criar o meu blog. Mesmo que eu não soubesse que essa era a força. Hoje eu sei!

Uns anos depois, descobri minha intolerância à lactose. Depois a alergia tardia à proteína do leite. Depois a doença celíaca.

Quanto mais eu estudava sobre tudo isso, mais eu lembrava do meu pai, que sempre estava passando mal, tinha vários problemas digestivos, estava sempre indo aos médicos para saber o que ele tinha. Os médicos tratavam dele como tendo colite.

Sabe quantos médicos cogitaram mudanças no estilo de vida? Prestar atenção ao que come? Gerenciar estress? Diminuir o ritmo e se questionar o que ele realmente queria para a vida dele?

NENHUM.

Nenhum cogitou que o estilo de vida dele – que é o estilo da maioria de nós – contribuiu para o câncer se desenvolver.

Um estilo de vida ativo e equilibrado é fator determinante para diminuição do risco de doenças

A Gabi contou no primeiro post dela que estima-se que 1 a cada 2 pessoas vai ter câncer. Isso é assustador! Entre eu e ela, por exemplo, eu não quero que nenhuma tenha. Entre eu e você, também.

Você já pensou o que passa pela minha cabeça? Meu pai faleceu cedo demais, a genética está aqui comigo e eu logo cedo comecei a ter sinais do meu corpo de que não estava indo para o caminho certo.

Desde o falecimento do meu pai, eu e meu irmão fazemos colonoscopia a cada dois anos pois é o padrão médico nesses casos.

Nos cinco anos que trabalho com o Lactose Não, tenho estudado e entendido cada vez mais o papel que minhas escolhas diárias têm na minha saúde e qualidade de vida.

Eu vi que todo dia, eu tenho o poder de escolher se vou alimentar saúde ou doença no meu corpo. Seja através das escolhas que faço em relação a minha alimentação, seja escolhendo quais sentimentos e situações eu vou alimentar e quais deixarei ir embora.

Apenas 5 a 10% dos casos de câncer são por fatores genéticos, os 90% restantes ocorrem por diversos fatores, entre eles estilo de vida, sedentarismo, alimentação, fumo, etc.

No caso específico de câncer coloretal, o NorTwinCan estima que o risco hereditário é de 40%.

O NorTwinCan é o maior centro de pesquisas sobre câncer e hereditariedade do mundo, fundado em 2008. Ele tem esse nome pois refere-se a um dos estudos mais importantes da medicina em relação a fatores ambientais e hereditários na causa de câncer, que foi publicado em 2000. Até hoje ele é citado em diversos artigos e ficou conhecido como o estudo dos gêmeos dinamarqueses.

Nesse estudo, descobriu-se que gêmeos idênticos apresentam diferenças genéticas com o passar dos anos – a epigenética.

O legal desse estudo é que ele mostrou que não necessariamente ter o gene de algum tipo de câncer fará com que você o desenvolva. Os fatores ambientais têm um papel enorme!

Sabendo que nossas escolhas durante a vida como estilo de vida, alimentação, fumo, consumo excessivo de álcool, prática de atividade física, controle de estresse e de emoções, afetam diretamente a expressão genética, eu fico feliz ao assumir minha responsabilidade com minha saúde.

Eu decidi que mereço viver uma vida saudável e feliz e vou ajudar quem quiser nessa caminhada.

Como a Gabi mostrou no Flores Contar o Câncer, não existe uma única coisa que deva ser feita. Bom, na verdade, se tem uma única coisa que deve ser feita é buscar se conhecer. A partir do seu auto-conhecimento você encontra suas respostas e assim pode procurar sua cura.

A mensagem que quero deixar aqui é que nunca é tarde para mudar e que você tem todas as ferramentas necessárias para viver a vida que merece.

A caminhada é longa, vai ter altos e baixos, mas ela vale cada passo!!

Se eu, através do meu trabalho, puder ajudar a diminuir essas taxas e trazer maior consciência e qualidade de vida para pelo menos uma pessoa, já ficarei feliz. E imagino que meu papis também!

Um beijo, fiquem bem!

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas de formação. Faz 6 anos que venho mudando meu estilo de vida para ter mais saúde e bem estar e divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais. Desenvolvi um método de 6 semanas para auxiliar quem também está nessa busca. O Com amor, sem restrições 💕, de agosto pra cá, ajudou mais de 140 pessoas a se sentirem bem, com saúde, vitalidade e leveza. Confira aqui no site e participe da próxima turma!

20 comentários em “Minha experiência com o câncer e como ela me moldou

  • 15 de novembro de 2017 at 13:19

    Chorei de tristeza me colocando no seu lugar e do seu pai, mas chorei de alegria por você também.
    Seu pai está muito orgulhoso pela sua sabedoria e por você ser esta mulher forte, linda e generosa.
    Sucesso e alegrias sempre!!!
    Bjusss com carinho e admiração enormes.

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  • 15 de novembro de 2017 at 18:47
    Larissa

    Me emocionei. Parabéns pela história e pela força de continuar nessa vida, especialmente com o blog.

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  • 15 de novembro de 2017 at 21:04
    Graziela Gomes Santos

    Que textão! Sinto muito. Estou com problemas digestivos. Desde 2015 eu descobri a intolerância forte a lactose e sensibilidade ao glúten. Mas como é complicado mudar. Ainda não fiz, sinto que preciso fazer o mais rápido possível. Seu texto me ajudou muito, seu blog já vem me ajudando a um tempo. Gratidão.

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  • 16 de novembro de 2017 at 7:39
    Deborah Crominski

    Nossa, me emocionei com seu relato! Com certeza você tem ajudado muitas pessoas nessa sua caminhada, e isso te faz um ser muito iluminado!!!!
    Te admiro muito!!!

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  • 16 de novembro de 2017 at 18:47
    Jacqueline

    Flá, me emocionei taaaanto, mas taaaanto, pq sua história se assemelha a minha. Meu pai faleceu jovem (prestes a fazer 52 anos), conviveu anos com o tumor, e no fim evoluiu para metástase. Enfim… Fato é que eu sei da minha genética, até pq meu pai não foi o único a ter câncer na família, fora outras questões, como todas as taxas desreguladas, a família dele é campeã disso, inclusive minha afilhada de 11 anos com triglicerídeos, glicose, colesterol todos alterados… E eu não compreendo como ‘ninguém’ se assusta com isso, nem minha família, nem médico. Faz uma ‘dieta’ inespecífica, momentânea e taca-lhe remédios. E eu ainda sou chamada de louca, exagerada, radical, por buscar as melhores opções pra mim, por acreditar que a alimentação pode me distanciar de todos esses males. Pode ser que o destino leve a algo que a genética já fazia esperar? Não sei, só sei que o que eu puder fazer pra evitar e não ‘dar sorte pro azar’ eu vou, e não ligo pra que médicos, nutricionistas (hj em dia estou com uma que me entende), profissionais (que deveriam cuidar) da saúde, familiares, amigos me achem radical. Só quem sentiu na pele o sofrimento e a partida de alguém tão especial, sabe o quanto pode ser um tipo de legado se cuidar para não viver o mesmo!

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  • 16 de novembro de 2017 at 20:09

    Que linda história 👏👏E muiti difícil a decisão de mudar de estilo de vida .Mas é necessário
    Minha mãe teve câncer de mama a 2 anos e tratou.
    Mas a alimentação e hábitos também mudaram porém ainda não como deveriam

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  • 17 de novembro de 2017 at 10:37

    Linda como é bom ver pessoas como voce que conseguem ver sua responsabilidade perante suas escolhas… Seu pai foi um guerreiro… pena que talvez não tenha sido instruido da forma correta! Equilibrar o corpo e permitir que ele se auto regule é um presente Divino… infelizmente muitos desconsideram que nosso estilo de vida afeta diretamente nossa saude, nossas escolha e até nossos relacionamentos! Sou cristã e sigo o que Deus nos deixou em sua palavra : “portanto quer comais quer bebais fazei tudo para honra e gloria de Deus” … Quando dedicamos cuidado ao nosso corpo a tendencia é que tudo va bem… Mesmo quando os problemas surgem é muito mais facil contornalos com uma saude equilibrada!
    Tenho acompanhado teu blog e tenho visto a tua luta! É dificil se esforçar tanto e fazer tudo certinho e perceber que as coisas ainda não estão como gostariamos! Confie em Deus e continue fazendo teu melhor! No momento certo tuas duvidas serão esclarecidas… mas até la… Continue sendo benção, como foi seu querido pai!!! Que Deus te abençoe e te guie!!!

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  • 22 de novembro de 2017 at 21:13
    Susi Chang

    Lindo depoimento Flávia!!!! E muito importante!!! Obrigada por compartilhar isso. Com certeza ajudará muita gente!!!!
    Deus te abençoe!!!! Gratidão!!!!!!😘✨🌸

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  • 23 de novembro de 2017 at 11:05
    Dani

    Muito Obrigada por dividir esse depoimento conosco! Lembrei muito do que passei com minha mãe que teve câncer no intestino e faleceu aos 67 . Como foi dolorido ver ela sofrer ao tentar lutar pela vida. Obrigada pelo seu Blog!

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  • 2 de dezembro de 2017 at 16:15
    Vitor

    Emocionante o seu depoimento,ter uma vida longa e saudável, mas a única coisa certa na vida é a morte e não importa só o que comemos,bebemos o quanto nos exercitamos etc… mas atitudes como a do seu pai refletindo de como a vida é curta, somos apenas um sopro de Deus,ver o mundo com os olhos do seu pai deixado um rastro de amor no universo esse é o segredo da vida, seria fazer de nós seres humanos iluminados nessa passagem relâmpago por esse mundo e que deus conforte sempre a saudade deixada

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  • 6 de dezembro de 2017 at 18:38
    Priscilla

    Flávia, qual exame será que dá p descobrir se está com câncer ? Li sua hospital p meu marido e ele ficou c medo! Pois, ele é alérgico a leite, ovos e trigo e acho que até soja agora… e não tem apetite nenhuma e qd come a pressão dele cai tem um sono absurdo e dor de barriga e não consegue ir no banheiro. Fez diversos exames e adivinha? Negativo nas alergias… ops, só o ovo que deu OK o restante negativo… mas ele tem reacao. Se vc puder me dá uma luz… agradeço! Bjo

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    • 18 de dezembro de 2017 at 15:30

      Oi Priscilla!
      Não sei, somente um médico especializado para te auxiliar.

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  • 29 de dezembro de 2017 at 21:45
    Denise Tourinho

    Parabéns Flávia. Conheci teu pai, tua família. Parabéns pela força, pela mudança. Eu sei o quanto é difícil. Passei pela mesma coisa que você. Precisamos ter consciência do que nos faz mal e saber que somos capazes de vencer as barreiras impostas pela vida. Te admiro e te sigo no teu blog. E faço as tuas receitas.
    Obrigada pela ajuda que você nos dá.

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  • 6 de janeiro de 2018 at 0:18
    Camila

    Oi Flá! Muito obrigada por compartilhar conosco um pouquinho de sua historia. Minha tia faleceu com câncer de intestino, e minha mãe, meu tio e eu já tiramos um pólipo do mesmo lugar, o que provavelmente viraria um câncer se não o tirassemos…Depois de um tempo passando mal com praticamente tudo e fazendo diversos exames, fui diagnosticada com colite e há médicos que falam que devo tomar remédio pro resto da vida! Recusei e decidi mudar a alimentação… um médico até me deu uma lista de coisas que me fazem mal e ajudou demais, mas o mais importante é realmente o auto conhecimento. Hoje sei exatamente o que me faz mal! Não vale a pena acabarmos com a nossa saúde por coisas que nem são gostosas de fato… a melhor coisa é poder comer e não ter que correr para o banheiro logo em seguida, ne?! Hahah Um grande beijo e ótimo 2018 pra você!

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  • 11 de janeiro de 2018 at 11:18
    Ju

    Sinto mto por sua perda e tb fico feliz por vc ter superado bem, por estar bem e lidar com isso com tranquilidade. Também perdi meu grande amor para o cancer. Minha mae teve cancer de ovario e faleceu por conta da metastase no intestino. O seu relato se parece muito com o meu, minha mae era muito querida no hospital, ate os medicos choraram sua morte. Foi a pior fase da minha vida e viver sem ela tem sido penoso pra mim. Faz 2 anos apenas, mas parece que foi ontem. Inicialmente eu me sentia forte e pensava que iria superar mais facil, hj sofro mais do que na epoca que ela se foi. E isso trouxe diversos outros problemas pra mim. Ansiedade generalizada e suas consequencias como: estresse, dor no peito, cansaço, desanimo, dor nas pernas e disfunção gastrica intestinal. Intolerancia a lactose ja existia, mas a SII, e APLV intestinal apareceram agora. Estou buscando saídas para me alimentar melhor e me acostumar com a ideia de viver sem leite de vaca(ainda sofro com isso). Estou tentando entender melhor o que acontece no meu corpo qdo consumo algo q me faz mal e alem de outros artigos que li, seu texto foi mto esclarecedor e estimulador pra mim. Muitissimo obrigada por compartilhar sua historia com informação de qualidade e esclarecimentos importantes para a vida de qqr pessoa. Deus continue te abençoando.

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    • 11 de janeiro de 2018 at 11:55

      Oi Ju! Tudo bem?
      Sinto muito por sua perda. Não é fácil mesmo a gente lidar com a ausência de pessoas que amamos tanto, né? Às vezes parece que não vamos dar conta, e tem outros dias que a saudade fica ali, mais quietinha.
      Fico feliz que você está buscando mais conhecimento sobre seu metabolismo, isso me ajudou bastante a aceitar o que eu tenho.
      Temos que ir com calma, paciência e carinho nessa caminhada. Nem sempre é fácil, mas se estamos ainda aqui neste mundo, devemos honrar o momento e fazer o melhor que pudermos não é?!
      O que precisar, pode me mandar e-mail. Também tem turma nova de coaching começando nesta segunda-feira, dia 15/01. Pode ser uma boa ideia para você!
      Meu e-mail: [email protected]
      Beijinhos, fique bem!

      Reply
  • 20 de janeiro de 2018 at 1:22
    Dalila

    Querida Flávia,
    Sigo vc há muito tempo e você é meu norte em relação a todos os problemas alimentares que tenho…
    Sinto muito por sua perda, perdi meu irmão muito jovem em situação muito distinta da de seu pai, porém, com as perdas percebemos o quanto somos frágeis e quanto tudo é muito tênue: a vida, a saúde, nosso futuro, nossos planos, nossa família…

    Acho que nunca nos recuperamos dessas perdas e essas marcas ficam fundas em nossas almas e presentes demais. Mas nos ensinam a valorizar a vida e aqueles que ainda estão ao nosso lado… e, de uma forma ou de outra, seguimos em frente…

    Sinto muito por você ter vivido isso. Sinto muito por seu pai ter vivido isso.

    Hoje você é o norte de muitas pessoas, e isso é o que te faz tão especial. E essa triste história de vida se converteu em ajuda ao próximo. Ajuda pessoas como eu, que você nunca conheceu ou vai conhecer, mas que mesmo sem você nem mesmo imaginar, já me tocou e ajudou em muitas ocasiões bastante complicadas e preocupantes. Obrigada por compartilhar tanto. Obrigada por tudo. E sinto muito.

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    • 7 de fevereiro de 2018 at 17:09

      Oi Dalila! Que mensagem linda, me emocionei. São pessoas como você que me dão forçar para continuar meu trabalho aqui.
      Muito obrigada pelo carinho e atenção.
      Sinto muito pelo seu irmão, posso imaginar a dor que é! Mas o que você disse é muito verdadeiro!
      Que a gente consiga continuar reverenciando a vida e honrando que ainda estamos nesse mundo, não é?!
      Um super beijo!

      Reply
  • 12 de fevereiro de 2018 at 23:37
    Nilza Francisca Souza Lima.

    Oi Flávia!! Lamento a sua perda!! Eu tive câncer de mama. O mais agressivo deles. Estou entre os 2% que sobrevivem,de acordo com o oncologista. O que me adoeceu? Mágoa,ódio,tristeza. Eu descobri o Câncer em 2010 e em 2016,depois do tratamento e período de controle,recebi alta,depois de atestada a cura. No período de tratamento Deus curou minha alma,que também estava doente. Acho que aprendemos e ensinamos na luta. Perdi pessoas queridas da família com câncer também. Vivi os dois lados. O que sei,é a luta nos fortalece. E nos torna capazes de ajudar outros.
    É o que você faz,com seu blog. Não o conhecia. É um enorme prazer conhecê-la e ao seu trabalho! Parabéns! Deus lhe abençoe! E abençoe outros através de você!!
    Beijos!!

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    • 10 de março de 2018 at 14:53

      Oi Nilza!!
      Verdade, aprendemos e crescemos muito com essas lutas.
      Parabéns por sua força, você é incrível!

      Reply

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