Pensar antes de consumir: uma tendência, uma necessidade

Desmatar florestas e escravizar pessoas hoje são considerados crimes, mas houve uma época em que eram comportamentos socialmente aceitos. Da mesma forma, acredito que o consumismo que vivemos agora nos envergonhará amanhã. De 1º de janeiro a 8 de agosto de 2016, consumimos a totalidade dos recursos que o planeta Terra é capaz de renovar em um ano. Ou seja: do início de agosto até 31 de dezembro estamos vivendo no crédito. Esse cálculo, feito pela ONG Global Footprint Network, dá a dimensão da realidade absurda que nem sempre lembramos.

E se o planeta tivesse recursos infinitos, ainda assim, nossa vida ficaria melhor se acumulássemos todos os supérfluos que conseguíssemos? Não, porque no fundo a gente sabe que, daqui cinco anos, a roupa ou sapato que usamos talvez nem sejam lembrados, o que marca é como nos sentimos, as experiências, as relações.

Mesmo sabendo disso, vivemos imersos nessa cultura, então às vezes a maré nos leva, na onda de que prazer, sucesso e felicidade estão atrelados a coisas acessíveis (ou não) por meio de dinheiro. Dificilmente conseguiríamos viver sem alimentar esse ciclo, mas consumir de forma consciente é algo que está ao nosso alcance e faz um bem que vai além da conta bancária e da preservação dos recursos naturais.

Juntar bens, dos mais cotidianos aos mais caros, deixa a vida mais pesada, de diferentes formas. Quem já fez mudança sabe o tanto de tralha que aparece, que a gente nem lembrava que tinha, porque não fazia falta nenhuma.  Consumir de forma consciente é pensar antes de comprar: preciso mesmo? Tenho como pagar? Tenho onde guardar? Como foi produzido? O que causa no meio ambiente?

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Enquanto consumidores temos muito poder, mas nem sempre usamos. Temos o poder de apoiar grandes empresas multinacionais de conduta questionável ou produtores locais, que temos como saber a origem das mercadorias.

Ao diminuir o consumo de coisas “empacotadas”, contribuímos com a nossa saúde e com a preservação do planeta.

Todos os dias causamos impacto na natureza. Pense nas embalagens dos alimentos e produtos de higiene e nos recursos destinados a produzir tudo isso. Na energia elétrica. No carro ou ônibus que usa. Nos eletrônicos. Lembre-se que o planeta tem 7 bilhões de habitantes.

Consumir de forma consciente e viver de um jeito mais simples e leve: você aceita o desafio? Eu sigo tentando! Acredito que todo detalhe que a gente consiga melhorar – desde andar mais a pé, dispensar embalagens plásticas, separar corretamente o lixo – fazem sim muita diferença.

Nos links abaixo você pode ler os materiais completos nos quais me baseei para escrever esse texto. Tem muita informação que ajuda a refletir e agir sobre isso.

Lowsumerism

Saiba viver com menos 

Humanidade passará a viver “a crédito” a partir de segunda 

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Sobre o Autor

Carla Vailatti

Carla Vailatti

Oi, eu sou a Carla Vailatti, jornalista e intolerante à lactose. Vivo em negociação com meu corpo, porque tento ouvi-lo, mas ele pede muito chocolate. Acredito que todos precisamos buscar informações para sermos protagonistas da própria saúde.

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