Chega de açúcar

Olá! Tudo bem com vocês? Hoje venho falar sobre um livro que pode ajudar quem quer aprender sobre alimentação e estilo de vida saudáveis: é o “Chega de açúcar”, da jornalista e coach em saúde Sarah Wilson. Ao contar sua história sobre o vício em açúcar e o processo de mudança, a autora ensina e faz refletir sobre nossas escolhas, além de dar dicas e receitas muito boas. Alguém que toma refrigerante todo dia, que come leite condensado de colher e come um pacote de bala de goma: é assim que você imagina um viciado em açúcar? A autora mostra que esse viciado também pode ser alguém que se alimenta de cereais, frutas e produtos light.

O livro foi publicado pela primeira vez em 2012, na Austrália. Escrito de forma leve e objetiva, mais parece uma conversa com uma amiga bem informada. Nada de páginas repletas de textão: a diagramação segue a linha descontraída, com belas imagens e uma tipografia super caprichada – esse foi um dos atrativos com os quais o livro me conquistou. Ele é dividido em duas partes: na primeira, Sarah conta sua história e propõe um programa de oito semanas para acabar com o vício; a segunda são 108 receitas para dar suporte a esse estilo de vida. Tem receitas de café da manhã, smothies e bebidas, refeições saudáveis detox, lanches, para crianças, doces e guloseimas e sobremesas. As receitas são basicamente sem glúten e sem grãos, algumas contêm alternativas ao açúcar ou frutas com baixo teor de frutose. Muitas delas incluem queijos e outros laticínios, mas há alternativas, nada que impeça os alérgicos ou intolerantes de aproveitarem o livro.

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Sair da zona de conforto

Minha primeira impressão foi: a autora é muito radical! Que exagero chamar atenção para o açúcar das frutas! Mas foram abordagens como essa, que fogem do senso tradicional, que me levaram a refletir, buscar outras leituras e questionar: com tantos alimentos no mundo, o que me leva a acreditar que comer banana ou farinha de trigo todo dia é a melhor escolha? Será que é essa nossa natureza?

Como podem ver, é um livro que vai muito além da questão do açúcar. Aliás, se você busca um livro com receitas tradicionais, adaptadas para prepará-las sem açúcar, esse livro não é para você. Mas quem tem afinidade com uma alimentação natural, mais low carb, provavelmente vai gostar muito.

O único aspecto negativo, para nós brasileiros, é que o livro foi escrito na Austrália, por isso traz ingredientes que não são comuns ou que são muito caros por aqui. Mas com alguma disposição para pesquisar e fazer experiências na cozinha (adoro!), dá para adaptar.

Açúcar vicia

Já fui de comer muita bala de goma e passatempo, aí passei para a fase de comer iogurte light e nesfit achando que era super saudável, mas fui aprendendo e deixando essas coisas para trás. Hoje, no dia a dia, só como açúcar de chocolate 70%, e bem pouquinho. Mas eu comia uma banana toda manhã, às vezes abusava das frutas secas, coisas que deixei de lado depois de ler esse livro. É que aprendi que “a composição química do açúcar – contido numa manga ou num tablete de chocolate – permanece a mesma. E é altamente viciante”. Banana e frutas secas estão longe de serem prejudiciais, mas quando a gente depende de algum alimento, vejo que não é uma relação saudável.

Entrei no desafio zero açúcar por duas semanas, e achei bem mais fácil do que imaginava, não senti falta. Fui muito bom para sair da zona de conforto, porque aproveitei para mudar todas as minhas refeições para algo mais low carb e assimilei isso para a vida. Depois acabei deixando de lado o lance do zero açúcar, porque sou uma pessoa que ama experimentar coisas diferentes sempre que tenho oportunidade. Achei que não fazia sentido ficar restringindo, porque açúcar para mim já é algo totalmente fora da rotina.  Não acho que uma colherada de sobremesa – ou mais, se eu achar que vale a pena – nos finais de semana, seja algo preocupante. Pelo contrário: ajuda a manter o equilíbrio.

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Chega de açúcar – editora Sextante

  • 214 páginas
  • O que a autora diz sobre as receitas: “não sou adepta de planos alimentares. Essa dieta se baseia numa alimentação mais próxima possível à dos nossos ancestrais caçadores-coletores de 10 mil anos atrás: muita carne, sementes oleaginosas, legumes, verduras, algumas frutas e nada de grãos e açúcar. Em geral, as receitas apresentadas aqui são adequadas aos seguidores da Dieta Paleolítica, mas com excelentes opções para vegetarianos e veganos”.

Prós

  • Leitura leve, objetiva recheada de aprendizado
  • Livro bonito esteticamente e fácil de encontrar em livrarias físicas e online
  • Traz dicas completas para quem quer começar um estilo de vida mais saudável e natural de se alimentar
  • Receitas simples e apetitosas para toda a família, de refeições, sobremesas e lanches

Contras

  • Como o livro foi escrito fora do Brasil, traz ingredientes não tão comuns ou caros por aqui
  • Algumas receitas incluem laticínios (creme de leite, queijos), mas dá para adaptar
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Uma amostra das receitas: nutella

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Sobre o Autor

Carla Vailatti

Carla Vailatti

Oi, eu sou a Carla Vailatti, jornalista e intolerante à lactose. Vivo em negociação com meu corpo, porque tento ouvi-lo, mas ele pede muito chocolate. Acredito que todos precisamos buscar informações para sermos protagonistas da própria saúde.

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