Informação da internet é confiável?

Oi, tudo bem?

Num primeiro olhar pode nem parecer, mas o assunto de hoje tem tudo a ver com alimentação e estilo de vida. Se cuidar está na moda e isso é ótimo, porque estimula as pessoas a serem protagonistas da sua saúde e do seu bem estar. Por outro lado, acaba sendo uma deixa para distorções, interpretações parciais e até oportunismo.

Grande parte da nossa vida acontece online, então é natural que essas informações circulem na internet nas suas mais diversas formas: de artigos científicos a entusiastas do assunto, de sites de profissionais a portais sensacionalistas. Mas afinal, dá pra confiar em informações da internet?

Vou te dar condições de você mesma (o) responder.

E informação de livro, é confiável? E de documentário? E de revista? E de rádio? Depende, você deve ter pensado. Livro, TV, revista e rádio – assim como a internet – são só meios pelos quais a informação pode chegar até você. O que determina se ela é confiável é quem está por trás, suas intenções e as fontes consultadas, entre outros fatores.

Tem alguém aí?

Quando entro em um site ou rede social, tenho o costume de procurar quem é a pessoa responsável por tudo aquilo. Não que seja garantia absoluta de qualidade, mas o fato de existir alguém responsável pelo conteúdo é um indício de credibilidade. Em muitos sites encontramos informações contundentes sobre saúde sem mencionar a fonte.

Certo x Errado

Na faculdade descobri que qualquer que seja a sua ideia, existe um artigo científico para defendê-la.  Ter uma fonte científica é importante, mas não torna nada inquestionável porque: 1) Existem estudos parciais, com propósitos nem sempre claros ou metodologias questionáveis; 2) Há linhas de pensamentos distintas, sem que uma seja superior à outra ou a torne errada.

Por exemplo, tem quem defende o leite como alimento saudável, e tem quem acredite que ele não dever fazer parte da alimentação de ninguém. Cada interessado no assunto pode avaliar os argumentos e ponderar sobre quais têm a ver com o que acredita. Não se trata de escolher entre preto ou branco: você define a sua tonalidade de cinza.

Você já caiu num clickbait?

Clickbaits são as iscas de cliques. Sabe quando a gente clica em links apelativos, como “13 motivos para nunca mais andar de bicicleta – o 5º vai te surpreender!”, ou “A incrível história da mulher que não pode comer graviola – tente não chorar”? É isso, e em geral o texto que aparece é bem decepcionante. Os cliques podem valer dinheiro, então tem quem fique só jogando iscas em buscas do seu clique, sem responsabilidade pelo conteúdo.

As chamadas não são sempre tão ridículas quanto as que inventei, por isso vale manter o desconfiômetro regulado e, ao sentir cheiro de sensacionalismo, ignorar.

PS: Títulos ~atraentes~ não são um problema quando é oferecido conteúdo verossímil e bem intencionado.

Empatia com quem está do outro lado

Por mais que quem produza conteúdo tenha cuidado, é impossível controlar como as pessoas vão interpretar. Compartilhar ideias, momentos de atividade física ou alimentação, entre tantos outros, é comum hoje. Isso expande nossas possibilidades, mas vale lembrar que cada um vive num contexto, e o que faz bem para mim pode não fazer para você. E tudo bem, porque temos o bom senso, que nos ajuda a entender e conviver com as diferenças.

Resumindo

Ser crítico + usar o bom senso + aproveitar, ignorar e respeitar. Aproveitar o tanto de informação valiosa disponível; ignorar aquilo que não tem embasamento; e respeitar o que vai na direção oposta do que acreditamos.

Obrigada por ter lido até aqui, espero ter te levado a refletir sobre a qualidade das informações que encontramos por aí 🙂

Um super abraço.

Sobre o Autor

Carla Vailatti

Carla Vailatti

Oi, eu sou a Carla Vailatti, jornalista e intolerante à lactose. Vivo em negociação com meu corpo, porque tento ouvi-lo, mas ele pede muito chocolate. Acredito que todos precisamos buscar informações para sermos protagonistas da própria saúde.

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