Diferença entre alergia tardia e alergia imediata

Texto da nutricionista Pri Riciardi  CRN 89694- nutripri_riciardi

Muitas pessoas têm dúvida sobre qual a diferença entre alergia tardia e alergia imediata.

E elas realmente são questões bem diferentes.

Quando se fala em alergia geralmente se pensa em espirros, coceiras, pele vermelha, garganta trancada ou mesmo choque anafilático. Mas esses sintomas são bastante característico de um tipo de alergia, que seria a alergia imediata (tecnicamente conhecida como aquela mediada por IgE).

Neste tipo de reação os sintomas aparecem de forma imediata e podem durar até 8 horas, e o contato com a substância alérgica gera reações agudas que podem até levar à morte, dependendo da dose de contato e do nível de reação.

Mas, há um outro tipo de alergia, que é a alergia tardia, ou também conhecida como hipersensibilidade alimentar.

Neste tipo de alergia nem sempre há reações imediatas, podendo acontecer até 72h após o contato, o que dificulta bastante a identificação do agente causador.

Este tipo de alergia gera reações imunológicas e e inflamatórias no corpo todo, e pode se manifestar das mais diferentes formas: enxaqueca, dificuldade de engravidar, depressão, doenças auto imunes, dificuldade de perder ou ganhar peso, inchaço, coceiras no ouvido ou olhos, produção de muco excessiva, alterações de humor, cansaço, intestino preso dentre outros.

 

Vamos entender melhor como acontece a alergia tardia

Para entender a alergia alimentar tardia é preciso entender o conceito de tolerância oral.

Todos os alimentos, na sua pura natureza, são uma substância estranha para o nosso corpo. Se injetarmos qualquer tipo de alimento diretamente na nossa corrente sanguínea teremos um choque anafilático. Por isso o processo de digestão, transformação e absorção dos alimentos é tão importante.

Mas, ainda assim, sempre há uma pequena passagem de moléculas de alimentos pra dentro do nosso corpo (cerca de 2%). Essas moléculas, seriam totalmente quebradas e acabam entrando num tamanho maior do que deveria (chamamos de macromoléculas). Por isso, temos a tal tolerância oral, ou seja, nosso corpo aceita pequenas quantidades dessas macromoléculas estranhas sem termos problemas.

Mas, se considerarmos que ao longo da vida ingerimos cerca de 25 toneladas de alimentos (já tinha pensar nisso?!), e que 2% entram no nosso corpo, teremos contato direto com cerca de 500kg de macromoléculas ao longo de nossa vida.

Vamos considerar que toda vez que esse alimentos entram no nosso corpo, eles vão enchendo um copo, específico para aquele alimento. Quando consumimos muito de um mesmo alimento por longo tempo, aquele copo se enche demais, até que ele transborda.

É nesse momento, onde a tolerância oral é extrapolada e se inicia uma hipersensibilidade alimentar, ou seja, o corpo passa a reagir àquelas moléculas, pois a quantidade passou do limite.

Alguns alimentos tem maior tendência em disparar essa sensibilidade por conterem substâncias maiores e mais difíceis de serem quebradas. Por isso, alimentos proteicos (leite, glúten, ovo, amendoim, frutos do mar) tendem a dar mais reações de hipersensiblidades do que outros alimentos (como o arroz por exemplo, um dos mais hipoalergênicos).

A questão do intestino

O contexto da hipersensibilidade depende muito da capacidade do intestino em filtrar essas macromoléculas. Por isso, um intestino permeável (tão comum atualmente) terá maiores chances de hipersensibilidades alimentares.

Outros fatores favoráveis são o estado nutricional – a deficiência de zinco por exemplo, pode facilitar as hipersensibilidades-, a capacidade digestiva, a forma de processamento dos alimentos, a presença de disbiose, o tempo de amamentação e a forma de introdução alimentar.

Crianças que não são amamentadas com leite materno ou tem um curto tempo de amamentação tendem a ter uma menor proteção imunológica e intestinal e por isso podem ter maior propensão à hipersensibilidades alimentares.

Da mesma forma, crianças que são alimentadas antes dos 6 meses ou que tem o processo de introdução alimentar que não respeita a maturidade de seu intestino também tem maior tendência à redução na tolerância oral.

Ao mesmo tempo, a exclusão total de alimentos com maior potencial alergênicos (glúten, amendoim, ovos) da alimentação de crianças também pode favorecer a menor tolerância à esses alimentos. É o que chamamos de janelas de oportunidade para a introdução alimentar.

Como identificar a alergia tardia?

A possibilidade de alergia tardia pode ser identificada pelo contexto de sinais de sintomas e o que chamamos de rastreamento metabólico, que pode ser realizado por um nutricionista funcional.

A segunda etapa é identificar os alimentos que mais disparam reações (geralmente os consumidos com maior frequência ou aqueles que a pessoa tem maior dificuldade de largar).

Alguns sinais específicos também podem direcionam à alimentos mais específicos, como problema de vias respiratórias e leite, ou problemas de pele e ovos, mas isso não é uma regra para todos.

A terceira etapa é a confirmação dos alimentos alergênicos. Isso pode ser feito pela dieta de eliminação e desafio ou por testes de IgG alimentar.

Eu posso deixar de ter alergia tardia à um alimento?

Diferente da alergia imediata, que é irreversível, a alergia tardia pode ser amenizada ou desensibliizada.

Como já falamos, a hipersensiblidade é como um copo cheio. Mas, a partir do momento que se esvazia esse copo e se melhora a capacidade do corpo em filtrar macromoléculas, as reações de alergia tardia também serão amenizadas, permitindo a reintrodução do alimento. É claro que para manter um estado saudável, a reintrodução alimentar deve considerar a rotação de alimentos e a adequação de quantidades, ou seja, não voltar a exagerar demais naqueles mesmos alimentos, senão o copo se enche novamente.

Durante este período, também é importante fazer um acompanhamento nutricional para se recuperar o estado imunológico, a barreira intestinal e mudar os hábitos que favoreceram a hipersensibilidade. Já que só retirar o alimento alergênico sem esta adequação pode vir a manifestar alergias tardias à novos alimentos, principalmente se esses passarem a ser ingeridos com alta intensidade e frequência.

O tempo necessário para esta dessensibilização e reintrodução alimentar é muito relativo e individual, pode durar de alguns meses à alguns anos. Depois deste período, o mesmo alimento que causava reações anteriormente não causará mais as mesmas reações (o que também pode depender de sua dose de consumo) e os testes de IgG pode dar negativos.

E aí, este tema ficou um pouco mais claro pra vocês agora? Espero que sim! Mas se tiver dúvidas comente aqui.

Pri Riciardi – CRN89694

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Sobre o Autor

Priscila Riciardi

Priscila Riciardi

Sou nutricionista por paixão! Acredito que a alimentação saudável é um caminho de auto conhecimento e não um monte de regras nutricionais. Para cada pessoa e momento de vida há um alimento e um estilo alimentar. Sempre que posso, adoro criar na cozinha e transformar conhecimento em sabor.

34 comentários em “Diferença entre alergia tardia e alergia imediata

  • 20 de agosto de 2019 at 16:00
    Roque Santos Boeira

    Pri, finalmente entendi a “alergia tardia”. Obrigado pelo texto claro e elucidativo. Roque

    Reply
  • 16 de junho de 2018 at 15:10
    Isabela

    Oi. Obrigada pelo texto
    Tenho alergia tardia ao leite de vaca. Tenho consumido leite de cabra com café. Acho mais gostoso do que o vegetal. Será que tem problema usar o de cabra?

    Reply
    • 22 de junho de 2018 at 10:14

      Oi Isabela!
      Todo leite animal tem lactose, converse com seu médico.

    • 26 de agosto de 2018 at 18:13

      A proteína do leite de cabra pode ser menos alergênica. Você tem que observar suas reações. O ideal é que não seja frequente.

  • 22 de abril de 2018 at 20:46
    Bárbara

    Acabei de fazer o exame para identificar alergia a 109 alimentos, e deu super alto para leite de vaca. Mas há um ano atrás, fiz o exame cutâneo e tinha dado negativo para leite de vaca.
    É por causa dessa diferença entre tipo de alergia?

    Reply
    • 24 de abril de 2018 at 14:53

      Oi Bárbara!
      Não sei te dizer com certeza se é por isso. Converse com o médico que solicitou o exame, ele pode te orientar melhor, pois conhece seu caso.
      Bjs

    • 24 de julho de 2018 at 21:35
      Eva Cândida De Oliveira

      Que exame é esse? Qual médico pode prescrever esse exame? Pois me bebê de três anos, só fez o exame de IgE e de sangue oculto nas fezes e deu baixo a alergia a proteína do leite, mas agora está com alergia por todo corpo, já passou por dermatologista e até alergista, mas ninguém descobriu de que é a alergia.

    • 26 de agosto de 2018 at 18:12

      Olá Eva, esse exame pode ser pedido por nutricionistas. Em crianças pequenas outros tipos de alergia são comuns, como à clara do ovo.

      Nutri Pri Riciardi

    • 26 de agosto de 2018 at 19:15

      Olá Bárbara, é sim. O teste cutêneo só detecta IgE.
      Nutri Pri Riciardi

  • 9 de novembro de 2016 at 10:16
    Waleska Marques

    Muito esclarecedor esse post!
    Tive três gestações e em todas elas,amamentei as minhas filhas até os 2 anos!
    E sempre fui apaixonada por frutos do mar!
    Mas so os consumia após a total suspensão da amamentação!
    O q percebia,e q meu organismo não aceitava mais a ingestão de camarão…ficava com a boca e garganta coçando,pele vermelha
    E agora na última gravidez,parei de amamentar em março de 2016…fui experimentar a comida q estava fazendo,sofri um tempo depois com a boca e a garganta com uma coceira insuportável!
    Se não tivesse um antialérgico em casa,nem sei o q seria!

    Agora entendo bem!
    E acabo de descobrir também q não estou aceitando bem o abacaxi

    Reply
  • 27 de setembro de 2016 at 11:34
    Ana Paula santiago

    Belo texto, Priscila!
    Sou alérgica e mãe de de dois alérgicos graves. Gostaria de obter mais informações sobre hipersensibilidade alimentar e rodízio e sobre CDs e seu papel neste processo.
    Vc poderia me indicar bibliografia?
    Agradeço de antemão.

    Reply
    • 3 de outubro de 2016 at 16:41

      Olá Ana Paula, obrigada que bacana que gostou! Se quiser um conteúdo mais técnico, entre no site do Instituto de NUtrição Avançada e compre um curso sobre alergiaa,pode te ajudar. Um abraço

  • 23 de setembro de 2016 at 20:17
    Rayane

    Muito obrigada pelos esclarecimentos! Descobri a IL ha 2 anos, mas passo mal com produtos enzimados (alergia tardia ao leite de vaca?), mas mesmo sem ingerir nada com leite, nunca me senti 100% bem… Intestino preso, gases, inchaço, má digestao… Nao tenho intoletacia a gluten. Sera que tenho alergia tardia ou sensibilidade a algum outro alimento? Esse exame de IgG indica qual alimento causa a alergia? Tem alguma nutri pra indicar em porto alegre/RS? Obrigada!

    Reply
    • 26 de setembro de 2016 at 12:40

      Oi Rayane, pode ser que você tenha reação à proteína sim, é bom investigar ou verificar se sente melhor sem nenhum tipo de laticínio. Dá uma olhada no post que falo sobre intolerânca à lactose aqui no blog, pode te ajudar. Não conheço ninguém em Porto Alegre, mas alguém que trabalha com a linha de funcional vai te ajudar mais nisso. Abraço, nutri Pri Riciardi.

  • 23 de setembro de 2016 at 20:08
    Mônica

    Muito bom seu texto Flávia! Sou alérgica a leite, ovo e farinha de trigo. Fui diagnosticada há uns 10 anos através de um exame chamadi vegatest por uma nutricionista ortomolecular e, desde então, segui a dieta de exclusão. Teve um período que achei que tinha ‘sarado’ e reintroduzi . Passei muiiito mal. Fui fazer os exames de sangue tem uns 4 meses e a alergista disse que não sou alérgica, mas s intolerante… Difícil, viu!? Os médicos nãotêm um consenso! Será que posso reintroduzir alguns alimentos. Todos os médicos disseram ate agora que reintrodução só tem efeito positivo em crianças…

    Reply
    • 26 de setembro de 2016 at 12:38

      OI Mônica,
      Se você não tem alergia imediata, provavelmente tem a intolerância (reação por IgG). Após todo este período seria interessante reintroduzir sim, mas aos poucos. Recomendo procurar um nutricionista funcional na sua cidade para te ajudar neste processo. Um abraço, nutri Pri Riciardi

  • 23 de setembro de 2016 at 17:22
    Ilia

    Estou passando pela reação tardia, mas com o meu bebê. Ele tem 6 meses e continua sendo amamentado. No entanto começou a ter sintomas com 6-7 semanas de vida. Eliminei todos os alergenos principais da minha dieta e mesmo assim ele não melhorava. Iniciei então uma dieta de eliminação total. Ele melhorou mas não está 100%. E agora que poderia começar a comer ele não tem interesse. Estou querendo saber mais desta janela de oportunidade da introdução alimentar.
    Flávia, foi por causa do meu bebê e da minha dieta atual que te descobri. Já fiz várias das suas receitas!!!

    Reply
    • 24 de setembro de 2016 at 21:38

      Olá Ilia, você está fazendo acompanhamento com um nutricionista? Que tipo de reações ele tem? É importante investigar, até mesmo verminoses ou doença celíaca se ele continua tendo reações mesmo com a exclusão total.
      Quanto a janela de oportunidade, alguns estudos falam de uma apresentação à alimentos com glúten entre 6-7 meses e então, somente após 1 ano de idade.

    • 26 de setembro de 2016 at 21:21
      Ilia

      Passei com ele no alergista semana passada. Ele tinha um pouquinho de sangue nas fezes. Nao tem tido mais ja ha algum tempo. Entao tenho reintroduzido uma coisa nova na minha dieta por semana.
      Meu problema eh que ele nao quer saber de comer nada. Entao eh dificil querer saber se vou conseguir introduzir gluten entre o intervalo dos 6-7 meses. Obrigada.

  • 23 de setembro de 2016 at 16:47
    Ana

    Muito obrigada Priscila pelo artigo. Continuo no entanto com uma duvida. A intolerância e a alergia tardia são portanto diferentes?
    Há cinco anos que não tenho a lactose na minha dieta sem ser nas pílulas hormonais, mas ainda assim meu corpo reage a produtos com lactose.

    Reply
    • 24 de setembro de 2016 at 21:30

      Oi Ana, as alergias tardias também são chamadas intolerâncias, mas no caso da lactose ela é uma classe diferente de intolerância. Ela não é digerida por redução de uma enzima no intestino e não por uma reação imunológia. Recomendo dar uma olhada em outro post que escrevi aqui: Intolerância à lactose X alergia à proteína do leite. 😉

  • 23 de setembro de 2016 at 15:59
    Renata

    Amei essa matéria! Tenho enxaqueca e comecei a investigar alguma causa alimentar, constatei claramente que a causa é o leite (ou pelo menos uma delas), mas não é intolerância nem alergia (fiz o exame de tolerância e o IGe), nenhum médico levou a sério e não consegui identificar o problema. Talvez seja alergia tardia, surge uma esperança 🙂

    Reply
    • 24 de setembro de 2016 at 21:25

      Oi Fernanda, recomendo que você dê uma olhada em outro posto que escrevi “Por que estamos tão intolerante aos alimentos?” Lá falo que algumas perspectivas das causas e de como prevenir 😉

    • 24 de setembro de 2016 at 21:27

      Oi Renata, então muitas vezes os testes não dão positivo, mas a exclusão mostra benefícios, e isso é o principal indicador. Os laticínios são cheios de outras coisas hoje em dia. Já gravie um vídeo falando mais sobre eles no meus canal do You Tube – Pri Riciardi. Dá um olhada lá 😉

  • 23 de setembro de 2016 at 14:57
    Fernanda

    O que fazer para evitar intolerância a novos alimentos?

    Reply
    • 24 de setembro de 2016 at 21:24

      Oi Fernanda, recomendo que você dê uma olhada em outro posto que escrevi “Por que estamos tão intolerante aos alimentos?” Lá falo que algumas perspectivas das causas e de como prevenir 😉

  • 22 de setembro de 2016 at 12:57
    Laís Nunes

    Muito esclarecedor o post! O meu filho de 3 anos sempre teve problemas respiratórios (pneumonias, bronquites, asma, otite…), nos exames de sangue positivou a alergia para soja e ovo (este já sabíamos pq teve reação assim que ingeriu quando era menor) e negativou para as proteínas do leite. Agora a gastro pediu que fizéssemos exclusão do leite e derivados (inclusive traços) por 30 dias e observar. Começamos dia 26/08 (ele tava cheio de secreção), teve uma melhora considerável e dia 14/09 ele não tinha secreção nenhuma, mas desde o dia 15/09 que ele começou a espirrar muito, espirrou durante 2 dias e agora está produzindo secreção de novo :(. Não sei se houve furo na dieta (acho que pode ter sido um salgadinho que tinha farinha de soja e um “pode conter lactose” que ele comeu dia 16/09 a noite e piorou), ou se essa secreção dele não tem nada a ver com o leite. Lendo aqui agora, acredito que ele tenha a alergia tardia ao leite (caso venha a ser isso mesmo). Vou continuar a nossa dieta sem leite para ver se ele vai melhorar novamente.

    Reply
    • 24 de setembro de 2016 at 21:23

      Oi Laís! Os laticínios realmente produzem muito mudo e estão muito relacionados à doenças respiratórias. Vale a pena retirar por um tempo sim, e se decidir reitronduzir, fazer em baixas quantidades e frequência e com laticínios de boa qualidade (orgânicos, não pasteurizados e fermentados). Um abraço

  • 18 de setembro de 2016 at 18:04
    Carolina

    Ninguém nunca havia me falado com tanta clareza sobre hipersensibilidade! Agora já entendi pq minha Nutróloga disse que há a possibilidade de reintroduzidos o glúten mas a lactose (que sou intolerante), não! Amei a matéria, obrigada!!!

    Reply
    • 18 de setembro de 2016 at 19:51

      Que bacana Carolina! Fico feliz que te ajudou! Pri

  • 18 de setembro de 2016 at 15:58
    Eli

    Alergia tardia é complicado porque muito profissional não leva à sério. Fui diagnosticada errado por um ano com Retocolite Ulcerativa (tomava 12 comprimidos por dia), pra depois descobrir que a inflamação no intestino era realmente por causa de alergia à leite e cacau.

    Agora piorei nas reações pra glutamato monossódico. Antes tinha enxaqueca, agora é diarreia, prisão de ventre, muco, inflamação no intestino. To tendo que tomar o maior cuidado pra não ferrar o intestino mais ainda. To tomando probiótico receitado, bebendo muita água, já faço dieta low carb faz algum tempo, to esperando os resultados dos exames de vitaminas/minerais que eu fiz e amanhã ainda vou fazer kimchi que é probiótico e bom pra intestino permeável.

    Mas sinceramente eu não quero voltar a comer essas coisas. Não existe motivo em comer uma coisa que eu sei que me faz mal.

    Reply
    • 18 de setembro de 2016 at 19:50

      Oi Eli, realmente muitos desconhecem ou não levam à serio. Muito obrigada por compartilhar a sua história, com certeza vai ajudar outras pessoas. 😉

  • 18 de setembro de 2016 at 13:50
    Lilian

    O que era ótimo, ficou incrível!!! Simplesmente AMEI!!?

    Reply
    • 18 de setembro de 2016 at 14:40

      Oba!!! Obrigada Lilian!!!

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