A Lactose e Eu – Renata Kairalla

Oii pessoal!!!

Hoje é dia de mais um depoimento de leitor no A Lactose e Eu, dessa vez quem conta sua história é a Renata Kairalla.

Ela me mandou um email muito legal e carinhoso contando sobre como ela estava redescobrindo sabores e se aventurando na cozinha depois do diagnóstico da intolerância à lactose. Convidei ela para participar da coluna e ela topou!!! Obrigada Renata!

Vamos lá?!

“Olá, meu nome é Renata, tenho 34 anos e tenho lembranças de ter um intestino problemático desde os 16 mais ou menos. Lembro de algumas vezes ir embora da escola passando mal, ou deixar de ir trabalhar pelo mesmo motivo, mas nunca soube a causa.

Mais tarde, com uns 20 e poucos anos, dois episódios me marcaram bastante: faria uma viagem para Piracicaba, interior de São Paulo e comprei um milk shake na rodoviária. Entrei no ônibus e comecei a me sentir mal. Outra vez, estava voltando de uma viagem numa cidade próxima, e parei no Rancho da Pamonha para tomar aquele sorvete de milho, bem cremosinho. Foi aperto na certa!

Alguma pessoas me falaram que poderia ser o leite, então o excluí da minha dieta, e senti uma melhora. Continuei consumindo derivados sem problemas.

No início desse ano, porém, tudo mudou. Comecei a passar mal com tudo. Um simples bombom já era motivo para correr ao banheiro. Procurei um gastro, fiz uma colonoscopia que não apresentou problemas e o teste de intolerância à lactose, que deu positivo. Ele receitou a lactase manipulada para ser consumida antes de consumir leite e derivados e não deu maiores explicações.

Comecei a buscar informações na internet, e cheguei ao ‘Lactose Não’. Adorei! Muitas informações valiosas, coisas que o gastro deveria ter orientado, e descobri que o mundo não seria tão perfeito como ele deu a entender. Descobri que o “remedinho milagroso” não seria tão milagroso assim. Mas continuei minha vida normal, continuei comendo de tudo, consumindo a lactase antes e logo comecei a passar mal.

Resolvi então procurar uma nutricionista funcional (inspirada pela Flávia). Um milhão de perguntas e 5 dias depois, recebo minha dieta: sem lactose, sem glúten, sem soja, sem açúcar, com glutamina + probióticos + fitoterápicos. E junto com a dieta, recebi muitas informações da nutricionista. Que eu deveria ter cortado a lactose já que estou sem defesa por ter passado tão mal, e que eu deveria também me afastar de alguns alimentos alergênicos e de difícil digestão por um tempo.

Como a Flávia costuma dizer, essa é a minha história, a minha dieta, o meu caso. Pode não servir para outras pessoas, por isso é muito importante que quem apresenta os mesmos problemas procure um profissional e tenha um acompanhamento.

Ainda estou iniciante nesse mundo de restrição alimentar. Comecei a dieta há apenas uma semana, mas já posso dizer que a mudança é radical. Trabalho fora o dia todo –  e quando digo fora, é fora mesmo! Trabalho em obras, visitando clientes, então tenho que levar meus lanchinhos, tudo organizado. E ainda tenho faculdade à noite. Agora não consigo mais resolver o jantar com uma coxinha. Tenho que jantar: salada com grelhado. E o mais difícil: acordar meia hora mais cedo para preparar o café da manhã. Tenho que bater meu suco, preparar o que comer…

Não vou dizer que não tenho vontade de comer chocolate, pastel e pizza, mas a vontade de melhorar é muito mais forte, e me dá forças para continuar animada.

Futuramente peço de novo um espacinho aqui pra Flávia pra contar os resultados. Por enquanto, espero ter deixado a inspiração para um começo.

Vou deixar uma receitinha que a nutricionista me passou e fiz hoje para o jantar:

Guacamole:

guacamole

Imagem: Google

1 abacate maduro amassado

1 tomate picado

1 cebola picada

1 pimenta dedo de moça picada

1 colher de chá de limão

sal

temperos e salsinha a gosto.

Misture tudo e está pronto!

Ela me disse para misturar uma lata de atum escorrido, e usar como recheio com pão sem glúten, mas fiz sem o atum mesmo.

Bjão Flá, e obrigada pelo espaço.”

 

Gostaram do depoimento da Renata?
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Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas pela UFPR. Há mais de 7 anos venho mudando meu estilo de vida e alimentação para ter mais saúde e bem estar. Divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

7 comentários em “A Lactose e Eu – Renata Kairalla

  • 27 de janeiro de 2016 at 13:57
    Carla

    Flavia, que coisa mais linda esses depoimentos no seu blog!!! Menina vc é ouro. Li vários e me identifico com cada história, cada sentimento, tudo. Essa frase final da Renata é perfeita “Eu sinto vontade de comer, mas a vontade de melhorar é maior”. Descobri minha intolerancia a lactose em Dezembro depois de 6 meses de médicos, exames e muitas pesquisas para descobrir o motivo da minha candidiase vaginal. Estou sem gluten, sem lactose, vivendo de comida de verdade e procurando melhorar dia após dia! Vou digitar minha história e te enviar!! Beijos

    Reply
  • 9 de maio de 2014 at 0:00
    Janaina

    Flavia sou celíaca e tenho intolerância a lactose adoro seu blog e gosto muito dos depoimentos pois sempre me identifico com eles , as vezes uso a enzima lactase mas na maioria das vezes me cuido , gostaria de saber se você já testou o requeijão da marca FROMELLE que e sem lactose e achei na internet, tenho muita vontade de experimentar.
    Obrigada
    Jana

    Reply
    • 9 de maio de 2014 at 10:28

      Oi Janaina!!
      Que bom que gosta do blog 🙂
      Nunca experimentei esse requeijão. Se provar me conte o que achou!
      bjs

  • 13 de abril de 2014 at 21:03
    Micheline

    Olá, Flávia! Começando minha jornada em busca de informações sobre a bendita/maldita intolerância a lactose. Tenho 35 anos e acabei de ser diagnosticada. Me identifiquei bastante com o relato de Renata. Tenho passado muito mal e chega a bater um desespero. Muita diarreia, dores no estômago e perda de peso (já se foram 5kg de uma pessoa que pesava 53 e tem 1,77 de altura). Depois de “velha”, com o paladar mais apurado, começo a apresentar uma “coisa” dessas, principalmente morando em uma terra (Salvador) em que o azeite de dendê é tudo??? Agora mesmo, na Semana Santa, não comerei vatapá, caruru e as moquecas. Tenho deixado de comer muitas coisas (o chocolate é a maior derrota!) e a fase do ‘experimenta prá saber se vai fazer mal’ está sendo brutal. Ainda não passei pelo nutricionista, mas sei que será uma das ajudas necessárias para enfrentar o problema. Fiquei feliz em saber que tem uma pessoa dividindo suas experiências “intolerantes” conosco. Obrigada! Sou sua seguidora à partir de agora. Aproveitando, como saber se tenho intolerância ao glúten? Cansada de fazer tantos exames…

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  • 10 de abril de 2014 at 13:12
    Mari

    Obrigada pela resposta, Renata! Que bom, com certeza essas ervas ajudam a acalmar o organismo, sua médica fez bem em recomendar. Acho que o processo de descoberta e readaptação alimentar após notícia da intolerância tem seu lado psicológico muito forte, que também deve ser tratado. É um exercício diário de aceitação, paciência e perseverança. O meu não foi fácil, mas fiquei bem, depois que tudo passou! 😉 Muita saúde pra você, e todos nós! Beijos.

    Reply
  • 8 de abril de 2014 at 19:32
    Renata Kairalla

    Oi Mari!
    Os fitoterápicos são basicamente para auxiliar na digestão e diminuir a ansiedade (já sou ansiosa por natureza, mas acredito que além disso, é para diminuir a ansiedade por atacar alguns alimentos).
    Sei que um deles possui camomila, melissa e cavalinha e o outro possui boldo e erva-doce.
    Tomo 5 doses no total ao longo do dia.
    Além disso a nutricionista recomendou que eu tomasse um chá de ervas antes de dormir: erva-doce, hortelã, capim cidreira ou camomila.
    Conversa com a sua médica, pois ela pode te passar uma receita baseada no seu histórico.
    Beijos e boa sorte!

    Reply
  • 8 de abril de 2014 at 7:53
    Mari

    Adorei o depoimento, e me identifiquei muito com ele!
    Fiquei curiosa na parte que a Renata mencionou fitoterápicos, fiquei imaginando quais seriam. Sei que automedicação pode ser perigosa até com fitoterápicos, mas fiquei curiosa em saber quais são. Gostaria de saber se podem ajudar, então poderei levar a minha médica e verificar se poderiam me ajudar também. Obrigada!

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