A Lactose e Eu – Gabriella Albuquerque

Oii gente!!!

Depois de várias semanas sem post novo no A Lactose e Eu a Gabriella Albuquerque aparece por aqui para contar a história dela com a intolerância à lactose e deixar a gente babando nas delícias que ela prepara.

Gabriella, muito obrigada por dividir sua história aqui!

Vamos acompanhar:

“Sou Gabriella Albuquerque, 26 anos, de Recife. Jornalista com diploma. Sempre fui gulosa, comida é um dos meus prazeres e é um lazer também, descobrir restaurantes e sabores é uma das minhas atividades prediletas.

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Há aproximadamente dois anos, comer ficou um pouco complicado. Sentia dor no estomago, refluxos, tosses e enjoos (parecia que tinha algo entalado na garganta). Tudo isso aconteceu depois de um período de trabalho intenso, tomei muito café e achava ser gastrite ou doença do refluxo. Era muito chá para aliviar, mas não resolvia. Fui numa gastroenterologista.

Ela disse que era refluxo mesmo e me indicou um remédio, tomei dois meses e aliviou. Mesmo assim, sugeri a possibilidade da intolerância, minha avó paterna tem, podia ter relação. Ela não deu bola, achou exagero. Passou mais uns meses, isso já era 2013, e resolvi procurar outro médico. Este passou inúmeros exames, entre eles lactose, glúten e endoscopia que fiz primeiro. No outro dia, tive diarreia e esta durou 10 dias. Achei que tinha pego virose no laboratório.

Fiquei cinco dias bem e depois voltou, mais 10 dias. Dessa vez lembrei do exame, fiz todos; como o de lactose a gente consome um copo dela pura, cheguei em casa e aumentou a diarreia. Tive certeza. Fui ao médico novamente, ele confirmou e cortei o leite. Na época, não aguentava nem uma colher de margarina que hoje consumo moderadamente.

Mas, mesmo assim, não fiquei bem. Estava fraca, passava mal quase todos os dias, intestino indeciso (hora preso, hora solto demais). Voltei ao médico e mais uma vez, me acharam exagerada. Decidi ir ao médico de vovó, a intolerante. Este pediu um exame de fezes (nojento, mas necessário) com busca de tudo. Resultado: minha flora estava bem defasada. Dois tipos de vermes e crescimento alto de fungos. Nem sabia que existia candidíase intestinal, isso explicou o porquê das ocasiões da mesma só que vaginal e de repetição.

Foram meses de remédios, probióticos, vitaminas, kefir, corte total de industrializados, redução significativa de glúten e, claro, sem lactose. Muitos efeitos colaterais de todos os remédios, passei muito mal, perdi muito peso. Nesse meio tempo, sofri muito com essa saga; comecei a fazer terapia e surgiu a ideia de cozinhar mais. Fazia meus lanches e minha comida toda. Me distraiu, foi meu escape.

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O tratamento médico tradicional acabou com a eliminação dos vermes, diminuição dos fungos, mas minha flora ainda estava se recuperando. Segundo o médico, o intestino demora de 6 meses a um ano para reviver. Comecei a me sentir bem de novo este ano, quando procurei ajuda de tratamento alternativo (reiki, acupuntura, ayurveda e afins). Foi e está sendo muito bom para recuperar minha mente também, a não ter medo de comer e a confiar que tudo vai se normalizar em breve.

Tive uma boa melhora até abril, quando foi preciso tomar antibiótico por mais uma infecção vaginal. Como sabemos, este tipo de remédio não faz nada bem para intestinos e isso me derrubou um pouco. Hoje, consigo consumir um pouco de lactose (como um ou dois brigadeiros, garfadas no bolo do namorado e na lasanha da minha irmã haha) e faço isso para não me tornar daquelas que não conseguem nem traços de leite, tudo com orientação médica e nutricional. E na cozinha? Fez tanto sucesso que hoje vendo bolos por encomenda aqui no Recife, criei a Paladar e tenho me dedicado 100% a ela.

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A intolerância e suas consequências no meu corpo me fizeram evoluir muito como ser humano. Minha fé, minha filosofia, minha energias foram todas transformadas, ainda não estou 100% equilibrada, mas busco isso todos os dias. Pretendo embarcar na yoga e meditação em breve. Minha alimentação é a melhor da vida inteira, meu intestino – apesar de ainda em recuperação – é outro, muito mais saudável.

Ainda tenho degraus a subir, tenho fé que em breve vou acordar e dizer: hoje eu estou saudável 100%, dos pés a cabeça. E quando esse dia chegar, vou lutar sempre para não precisar de remédios, exceto quando for preciso. Agora, quero levar essa comida de verdade, sem aditivos, para todo mundo viver dias mais leves e felizes.

Ps: meu último exame deu tudo negativo, agora é a fase de ajustes! O fim da saga está próximo. ☺

Obrigada, Flávia! Você arrasa muito!”

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas de formação. Faz 7 anos que venho mudando meu estilo de vida para ter mais saúde e bem estar e divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

5 comentários em “A Lactose e Eu – Gabriella Albuquerque

  • 16 de outubro de 2014 at 23:03
    Gabriela Freitas

    Olá! Descobri hoje que tenho intolerância a lactose e a glúten. Quem passou os exames foi minha ginecologista, então ela me indicou que procurasse um gastro. Coincidentemente fazem 2 meses que moro em Recife, e como não conheço nada por aqui, estou meio perdida quanto a qual gastro ir… Qual médico foi o que você foi e indicaria?! Desde ja, agradeço!

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  • 14 de setembro de 2014 at 13:41
    ALINE DO PRADO GOMES

    Gabriella, ler a sua história me faz lembrar de tudo que eu passei e estou passando, fiz o teste da lactose na quarta passada e quase morro de tanto ir ao banheiro, é uma sensação horrorosa. Ainda estou na fase dos exames e estou bem chateada com tudo isso, me sinto fraca, mole. E se Deus quiser isso tudo irá passar bem rápido. Ler histórias semelhantes a sua é meio que um conforto, saber que outras pessoas tem o mesmo problema que o seu e que conseguiram ou estão conseguindo superar da melhor forma. Um beijo ;*

    Reply
  • 27 de agosto de 2014 at 14:20
    Gabi albuquerque

    Flávia, obrigada por alimentar este blog e por tantas informações! Obrigada também por abrir espaço para nós nos sentirmos iguais, acharmos nossos pares. haha O que não tem sido raro, infelizmente, na vida real. Ultimamente em toda mesa de bar que vou tem alguém intolerante.

    Beijos

    Reply
  • 26 de agosto de 2014 at 17:36
    Pati

    Oi Gabriella,
    Sou intolerante tb, do tipo que não pode nem com traços 🙁 mas este foi um caminho que escolhi pois passo muito, muito mal.
    Na verdade resolvi postar um comentário para dar uma dica e otimizar uma coisa que você já faz, em 2009 eu tive cistite/infecção urinária então tentei fazer um tratamento de acupuntura (auricular) para trabalhar neste objetivo específico funcionou super.
    Então parabéns pela Paladar, saúde e sucesso!

    bjs

    Reply
    • 27 de agosto de 2014 at 14:17
      Gabi albuquerque

      Oi Pati! Obrigada pela dica, fiz auricular com cristais e acunpuntura nos pontos de útero e ovários; me senti muito bem. Dei um intervalo agora para ver como fica. Uso muito também ducha com chá de hibisco, funciona melhor que aquelas pomadas maleditas. E na area externa, oleo de coco, um santo remédio. 😀

      Muito obrigada! Eu não passo mal com traços, graças a Deus; nem com alguns itens se comer controlado (tem que ser realmente um brigadeiro, uma garfada de bolo).

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