Como você fica quando um imprevisto acontece?

Fui cedo à academia hoje, o que ainda não tinha conseguido nessa primeira semana de horário de verão. Já estava com os fones de ouvido e a playlist escolhida para começar correndo um pouco. Chegando lá, tudo escuro: sem energia elétrica.

Por um segundo, pensei em inverter a ordem das atividades da manhã e deixar para me exercitar depois. Mas eu já estava lá pronta, e sei que seria difícil voltar mais tarde. Entrei e vi meia dúzia de pessoas onde normalmente tem dezenas. Gente chegando, vendo que não tinha luz e indo embora. Professores parados com seus alunos. Esse transtorno corriqueiro era motivo para tanta gente cancelar os planos? Fora as esteiras, todo o resto funciona sem eletricidade. Era cedo, não estava quente a ponto da climatização fazer falta. Com janelas e portas abertas, tinha claridade suficiente.

Lembrei que eu já deixei de ir na academia por detalhes até menores: não dormi direito, choveu, não estou disposta. E tudo bem, ninguém é obrigado a ser perfeito. Mas nossos dias são cheios de adversidades. Se cedermos a cada uma delas, a frustração é inevitavelmente o destino.

Lidar com improviso não é natural para mim, exige esforço. Sou dessas que planeja que roupa vai vestir, que hora vai sair, quantos minutos vai ter para o café… Aí se um detalhezinho sai dos eixos, pra tudo desmoronar em efeito cascata basta um piscar de olhos. De tanto me desgastar com isso, criei duas estratégias para me proteger:

♥ Não depender de condições externas

Eu estava animada para correr na esteira. Não tinha como por uma situação alheia ao meu controle. O que eu podia fazer? Desistir foi a primeira coisa que me passou pela cabeça, mas a segunda foi buscar alternativas possíveis. Escolhi me agarrar na segunda ideia e ignorar a primeira.

♥ Fugir do drama

A gente têm a tendência de dramatizar. Não me exercitei hoje = culpa. Não fiz todas as tarefas do dia = culpa.  Perdi a hora vendo TV = culpa. Identificar onde poderíamos ter sido melhores é um passo para, de fato, chegarmos aos nossos objetivos, mas temos que sair logo dele! É mais fácil sentar no colo aconchegante  do drama e ficar criando justificativas, como “todo mundo faz isso”, ou “eu queria, mas não deu”, ou ainda “para os outros é mais fácil porque…”. Esses pensamentos nos confortam, mas não resolvem na-di-nha.

Então, procuro fugir desse drama chato e pensar: Ok, tenho um problema. Dá para fazer algo a respeito agora? Se sim, faço o que é possível. Não dá? Então remoer será inútil e ainda vai atrapalhar as demais coisas que não tem nada a ver com isso.

Quem me dera fazer isso a cada empecilho, mas quando consigo, a sensação é tão boa! Tanto que vim aqui contar tudo isso e te desafiar a usar essas duas estratégias quando precisar lidar com uma situação chata.

Já parou para pensar no quanto nossa vida passa rápido? Não podemos depender do amanhã, o hoje já precisa ser ótimo do jeito que é 🙂

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Sobre o Autor

Carla Vailatti

Carla Vailatti

Oi, eu sou a Carla Vailatti, jornalista e intolerante à lactose. Vivo em negociação com meu corpo, porque tento ouvi-lo, mas ele pede muito chocolate. Acredito que todos precisamos buscar informações para sermos protagonistas da própria saúde.

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