Hormônios: como a alimentação pode afetá-los

Hipotireoidismo, endometriose, TPM fortes e desconfortáveis, cistos e câncer de mama são alguns dos desequilíbrios de hormônios que podem ter sido afetados por uma alimentação e intestino desequilibrados.

Nosso intestino é um grande produtor de substâncias boas e ruins. O que define isso é nossa alimentação, digestão e os bichinhos que habitam nele (microbiota).

Hormônios sexuais

O hormônio sexual mais diretamente afetado pela alimentação e  intestino é o estrógeno. E é justamente o excesso ou desequilíbrio dele que causa alterações de sintomas como: retenção de líquido e acúmulo de gordura no quadril; varizes; sensibilidade emocional exagerada; e questões mais crônicas como endometriose, cistos e câncer em mulheres.

Se temos o intestino preso ou hiperpermeável  reabsorvemos o estrógeno que seria eliminado. E enquanto ele fica alí parado no intestino, junto com o cocô que não saiu, ele é transformado em uma forma de estrógeno que causa essas alterações indesejadas.

Você pode ter pensado: “Mas não tenho o intestino preso e ainda assim tenho essas alterações”. Isso também pode acontecer por disbiose ou contaminantes ambientas, dificuldade de detoxificação ou uma alimentação com muito açúcar (de qualquer tipo), alimentos refinados e carnes.

(*Se quiser saber mais como regular este desequilíbrio e estimular a detoxificação do plástico, veja o curso que vou dar este findi em Curitiba aqui)

 

Hormônios da tireóide

Parte da transformação dos hormônios da tireóide na sua forma ativa (T3) acontece no intestino.

Portanto, intestinos com desequilíbrio impactam diretamente no seu metabolismo como um todo: dificuldade em perder peso, queda de cabelo, pés e mãos frios, cansaço…

Mesmo quem toma T4 sintético (levotiroxina), sem uma adequada conversão na forma ativa do hormônio não consegue regular a tireóide.

 

Por onde começar ?

Para mudar é preciso mudar os bichinhos que habitam seu intestino – a microbiota intestinal.

Gosto de fazer uma analogia para explicar sobre isso.

Imagine que nosso intestino é uma mata nativa. Essa mata cresceu e está ali pois vive num determinado clima, humidade, latitude e altitute.

Podemos destruir toda a mata e tentar fazer um reflorestamento com outras espécies. Mas isso será muito difícil, se mantivermos os mesmos padrões climáticos e ambientais.

Assim é nosso corpo. Podemos tomar probióticos (Kefir, Kombucha, suplementos), mas se você não mudar o ambiente que proporciona ao seu intestino não vai mudá-lo de forma definitiva.

 

Essa mudança só acontece com a alimentação. Podemos resumir em 2 regras principais:

1) Sem alimentos refinados ou brancos

2) Alimentação à base de plantas.

 

O outro ponto a ser observado é a qualidade da digestão. Ela é determinante na ocorrência ou não de intolerâncias e na imunidade.

Quando se fala em digestão, é preciso considerar: se está bem nutrido o suficiente para produzir as enzimas que precisa; se está fazendo as combinações certas de alimentos e respeitando as quantidades; e como está seu estado emocional.

 

 Convido você a ver alguns dos posts que já fiz sobre o assunto: Aqui, aqui, aqui  e aqui

 

Espero com este texto  despertar o olhar de que as coisas estão interconectadas. Nossos órgãos não estão separados. Nosso corpo não é desconectado das emoções e as mudanças alimentares são o caminho mais seguro para sua restauração como um todo.

 

Se precisar de ajuda, procure um nutricionista que te avalie como um todo!

 

Beijos da Pri 😉

 

Sobre o Autor

Priscila Riciardi

Priscila Riciardi

Sou nutricionista por paixão! Acredito que a alimentação saudável é um caminho de auto conhecimento e não um monte de regras nutricionais. Para cada pessoa e momento de vida há um alimento e um estilo alimentar. Sempre que posso, adoro criar na cozinha e transformar conhecimento em sabor.

3 comentários em “Hormônios: como a alimentação pode afetá-los

  • 4 de agosto de 2017 at 1:16
    Márcia Paes Pessanha

    A calvície androgenética pode ser contida com essaudanca na alimentação.

    Reply
  • 8 de agosto de 2017 at 0:24
    Priscila Santos

    gostaria de marcar consulta com a Priscila…. tenho endometriose…. obrigada

    Reply

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