Coisas que seu amigo com restrição alimentar quer que você saiba

Oi, tudo bem?! Peço licença aos colegas com restrições alimentares, porque hoje minha conversa é com seus familiares, amigos, namorados e outras pessoas próximas – vale mandar o post para todo esse pessoal! Por sugestão de alguém que acompanha a minha rotina de intolerante à lactose, preparei algumas dicas práticas de como conviver com quem precisa ou optou por ter uma atenção especial com a alimentação, ou seja, coisas que seu amigo com restrição alimentar quer que você saiba. A não ser por alguns detalhes, vivemos normalmente, e é sobre esses detalhes que você vai aprender.

Surpresas: melhor não arriscar
  • Só presenteie com alimentos se você tiver absoluta certeza que a pessoa não terá problemas com aquilo. Alguns ingredientes não são óbvios nas preparações e podem passar despercebidos por você, mas podem fazer mal para quem você quer agradar. Por exemplo: alguns pães contêm leite, há chocolates que contêm glúten e sorvetes feitos com ovos. Você sabe se a pessoa restringe leite ou somente lactose?  Se ela pode consumir traços daquilo que tem alergia? Se é ovo-lacto-vegetariana ou vegetariana estrita? Leia sempre os ingredientes e, na dúvida, pergunte: melhor estragar a surpresa que o dia da pessoa que você gosta.
Tenha algo a oferecer
  • Ao convidar alguém com restrição alimentar para uma festa ou jantar, é simpático oferecer alternativas. Não precisa mudar todo o cardápio, afinal sabemos que somos a exceção (mas se for possível que todos compartilhem a refeição, a pessoa com restrição vai se sentir muito bem). Chás, frutas, pipoca, hortaliças e grelhados são exemplos de alimentos livres dos principais causadores de alergias e intolerâncias. Não se preocupe se não tiver nada especial a oferecer, essa dica é mais no sentido de não deixar a pessoa de mãos abanando. Até porque quem tem restrição geralmente se prepara para ocasiões assim.
Não se leve a mal se a pessoa recusar
  • Esse tópico tem a ver com o anterior. Organização é o mantra de quem tem uma alimentação especial, por isso se o seu amigo não tem certeza que vai poder comer com os demais, ele vai ter se preparado de alguma forma. Ou vai comer antes ou depois, ou vai levar algo. Se isso acontecer, aja com naturalidade, deixando a pessoa à vontade.
Nem um pedacinho
  • Algo que sempre ouvimos: “prova, nem que seja um pedacinho!”. Se você está oferecendo uma coisa muito gostosa e a pessoa recusou, ela realmente não deve poder. Restrição é uma coisa que mexe com a cabeça da gente, já pensou não poder mais comer algo que você adora? Então, tenha certeza que não é fácil. E ficar insistindo não ajuda. Eu já aceitei comidas só para não dizer não, depois me ferrei. Isso não é legal.
Não estranhe perguntas
  • “Como é feito esse molho?” “Quais os ingredientes?” “Onde foi preparado?” São perguntas que você pode ouvir, e elas indicam que a pessoa está preocupada com a sua saúde, e não que é uma chata. Saber detalhes como esses é fundamental para ter segurança alimentar.
Vai marcar uma reunião em um restaurante?
  • Se você faz questão que a pessoa vá, peça sua opinião. E procure lugares que ofereçam uma boa variedade.
O mundo não gira em torno da comida
  • O período após a descoberta da restrição é delicado, seu amigo ou familiar precisa reprogramar toda a vida em função dessa adaptação. Não sei os demais, mas teve uma fase que eu fiquei de saco cheio da obrigação de pensar em comida. Então, convide essa pessoa pra programas que não envolvam refeições, fale sobre outros assuntos, incentive hobbies.

Sei que esse assunto ainda rende, por isso conto com a contribuição de vocês. O que acrescentariam nessa lista? Acho que tudo se resume a bom senso e compreensão <3

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Sobre o Autor

Carla Vailatti

Carla Vailatti

Oi, eu sou a Carla Vailatti, jornalista e intolerante à lactose. Vivo em negociação com meu corpo, porque tento ouvi-lo, mas ele pede muito chocolate. Acredito que todos precisamos buscar informações para sermos protagonistas da própria saúde.

19 comentários em “Coisas que seu amigo com restrição alimentar quer que você saiba

  • 20 de outubro de 2016 at 21:16
    Carolina

    Ótimo texto!!
    O pior são aquelas pessoas que falam: “ai que fresca, não vai comer o bolo” ….
    Porque não é ela que vai passar mal né?

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    • 21 de outubro de 2016 at 20:21
      Carla Vailatti

      Nem liga Carolina! Tem tanta coisa até mais gostosa que não nos faz mal…:*

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  • 21 de outubro de 2016 at 19:18
    Rose

    Excelente texto. Perfeito. Parece que foi escrito pensando em mim. Normalmente é essa resposta que dou a quem me convida mas fica preocupado(a) comigo: “fique tranquilo(a), já estou acostumada e preparada”. Mas sabe o que é pior mesmo? Como sou intolerante tanto a lactose quanto a pimenta, é me esconderem alguns ingredientes que vão em determinados pratos, achando que é frescura. Terrível. Beijos e mais uma vez obrigada pelo texto.

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    • 21 de outubro de 2016 at 20:14
      Carla Vailatti

      Querida, obrigada vc pelo carinho. Também fico impressionada com a falta de informação das pessoas que acham que é frescura. E mesmo que fosse, cada um com suas escolhas! Abraço, volte sempre 😉

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  • 21 de outubro de 2016 at 19:31
    Lil

    Comida a gente resiste, mas ir em um lugar e não ter água gelada é a morte. As pessoas compram 30 tipos de refrigerantes, bebidas alcoólicas, suco, fazem chá e café e a aguinha básica nada. 🙁

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    • 21 de outubro de 2016 at 20:11
      Carla Vailatti

      Também fico indignada com isso, o cúmulo não ter água para beber! Ontem pedi um café puro em uma lanchonete. Fui tomar e adivinha: suuuuper doce, eca! Tô muito feliz por estar encontrando pessoas que pensam como eu, geralmente eu sou a diferentona, o ponto fora da curva, a esquisita :*

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  • 21 de outubro de 2016 at 21:22
    Aline Echeverria

    Pior de todos “mas eu coloquei só um pouquinho de creme de leite / manteiga”

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  • 22 de outubro de 2016 at 0:44

    Bacana.

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  • 22 de outubro de 2016 at 8:22
    Bruna

    Perfeito! Sou intolerante e as vezes me acho “a chata” por perguntar se nos ingredientes vai leite ou manteiga. Ou quando peço algum lanche sem queijo e o atendente nao entende. Acho que as pessoas ainda não estão muito preparadas para lidar com esse tipo de situação. Nos restaurantes por exemplo, seria perfeito ter no cardápio informações de lactose/glúten e etc.

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    • 22 de outubro de 2016 at 9:03
      Carla Vailatti

      Oi Bruna, também percebo que a maior parte dos restaurantes não está preparada. Por outro lado, se compararmos com o passado, isso já melhorou muito, então as perspectivas são boas. Esse é o lado bom disso estar na moda. Abraço!

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      • 26 de outubro de 2016 at 19:00
        Aline Martinez

        Acho que não apenas no cardápio, como bastante em self service e fico com uma grande interrogação diante de alguns pratos: será que tem leite? Será que tem trigo? De fato eh muito complicado mas aprender a superar nos torna mais fortes, especialmente sabendo que não estamos sozinhos, mesmo que no local você seja o único que precisa de “comidinhas especiais”

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  • 22 de outubro de 2016 at 9:07
    Silvia

    Bom dia! Sou intolerante a lactose e minha principal dúvida é saber como me preparar para eventos que vão durar muito tempo. Nesse caso, levo qual tipo de comida na bolsa? O que pode sustentar durante umas cinco horas, por exemplo? Obrigada

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    • 22 de outubro de 2016 at 9:27
      Carla Vailatti

      Bom dia Sílvia! Quando tenho eventos assim, em geral preparo algum bolinho, doce ou salgado, em forminhas de muffin. E se não dá tempo, compro alguma barrinha de proteína (as veganas não têm leite), ou como castanhas, amêndoas, amendoim, essas coisas. Espero ter ajudado, abraço.

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  • 22 de outubro de 2016 at 13:27
    Leticia M V dos Santos

    Olá aquelas enzimas podemos tomar com que frequência? Obrigada pela matéria muito boa!!!

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    • 22 de outubro de 2016 at 18:01
      Carla Vailatti

      Oi Letícia, obrigada pela visita e pelo comentário :). Sobre as enzimas, pelo que sei não há uma orientação que sirva para todo mundo. Tem gente que toma toda semana e se sente bem, e outros usam só de vez em quando acham que não faz muito efeito. Pela minha experiência, é mais um quebra-galho para ocasiões especiais do que algo rotineiro.

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  • 25 de outubro de 2016 at 14:19
    Daiane

    Perfeito, precisei compartilhar! As pessoas acham que não “queremos” comer, quando na verdade é uma luta diária acharmos opções que se adaptem as necessidades do organismo com restrições. E obrigada pelas receitas também, ajuda muito na hora da correria.

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  • 3 de novembro de 2016 at 22:43
    Mariana

    Ótimo texto mesmo… Eu sou vegetariana há muitos anos, então, já estava acostumada a levar o que comer. Mas aí descobri recentemente que tenho intolerância à proteína do leite, e para explicar? Todo mundo acha que é a lactose e prepara coisas com a tal enzima, o que no meu caso, não adianta. Nossa, cheguei a pensar em voltar a comer carne para facilitar, mas não consegui. Enfim, tenho “lancheiras” de todos os formatos, tamanhos, térmicas ou não.

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  • 12 de novembro de 2016 at 6:56
    Jaqueline

    Texto perfeito! Parece que foi escrito por mim, sou intolante a lactose, glúten, alguns temperos fortes (alho,pimentão, pimenta), e alimentos gorduros ou com muito açúcar. Já faz mais de 2 anos que optei por mudar minha alimentação, no início não foi fácil me achavam fresca e ficavam sem jeito ou insistindo quando eu recusava algo, mas agora as pessoas já acostumaram e está mais fácil ter uma vida social.

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  • 13 de novembro de 2016 at 0:49
    Dani

    Também me identifiquei muito com esse texto.
    Esse ano passei por uma cirurgia, e pasmem, ao dizer para a nutricionista do hospital que tinha intolerância a lactose, ela vem e me pergunta se não posso nem um pouquinho… Juro!
    E o pior foi quando recebo o lanche da tarde e vem torrada (com soro de leite no rótulo) e margarina, que a nutricionista fez questão de dizer que não tinha leite até esfregarmos o rótulo na cara dela.
    Pois é. Nossa vida é difícil. Ainda bem que aqui em casa todos descobrimos ser intolerantes, então a situação fica um pouco mais fácil….

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