Tentando reintroduzir derivados lácteos na alimentação

Oioii, amigos!!! Se você me acompanha nas redes sociais, soube que estou tentando reintroduzir derivados lácteos na alimentação.

Na sexta-feira passada, fiz essa pizza linda, e usei mozarella de búfala orgânica. Isso gerou uma super curiosidade da parte de vocês e eu resolvi fazer um post contando o porquê da minha tentativa e como foi de fato.

Antes de contar como foi a experiência e dar dicas para quem quiser testar, vou contextualizar minhas alergias/intolerâncias e momento de vida.

Se você não conhece minha história ou chegou aqui pelo Google, vou dar uma breve situada no que acontece. Passo mal desde criança, mas nunca ninguém soube me dizer o que tinha. Tinha vários probleminhas de saúde, mas ninguém tinha associado à alimentação.

Quando eu descobri a intolerância à lactose, meu quadro inflamatório estava muito intenso (eu não sabia, sei disso hoje) e, por não ter tido um bom médico para me orientar, não fiz tratamento algum. Além disso, na época (2011), ninguém me alertou sobre a necessidade de realmente cortar os alimentos que me faziam mal.

Para agravar ainda mais, eu tenho problemas com o glúten e ninguém havia diagnosticado até então.

Aconteceu que, quando procurei uma nutricionista (2013), eu estava em frangalhos. Eu fazia como vários dos intolerantes, cedia à tentação, tomava enzima lactase como se fosse um milagre e fui cada vez mais machucando meu intestino e aumentando minha inflamação. Sem contar do pãozinho e massas que me acompanhavam desde sempre.

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Cheguei em um ponto em que a proteína do leite começou a me dar reação tardia (que vem até 3 dias depois do consumo) e, por orientação da minha nutricionista, cortei todo derivado lácteo e glúten por 30 dias. Enquanto isso, comecei a tratar meu intestino. Veja este post aqui.

Depois disso tentei reintroduzir o glúten e não consegui. Hoje sei que sou celíaca e não consumo nada de glúten.

Se quiser saber quais exames fiz, como foi o diagnóstico, quais médicos consultei, assista o vídeo abaixo.
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Mas e aí, como e porque resolvi fazer este teste?

Tudo o que venho passando desde o início do blog, vem moldando minha forma de viver e o conteúdo que crio e divido aqui com vocês. Hoje em dia eu tenho uma alimentação bem natural, com muitas verduras, folhas, legumes, cereais integrais, algumas proteínas, frutas e carboidratos bons – a boa e velha comida de verdade, comida caseira.

Essa alimentação melhorou demais minha saúde, imunidade, humor, TUDO. E à partir dela, dos estudos que faço, dos artigos que leio, estou cada vez mais consciente com o que como, alimentos que compro, como levo minha vida, gerencio stress, etc. Vi que tudo está conectado e precisamos estar atentos a tudo. Se estou triste, minhas alergias pioram. Se estou ansiosa, tenho mais fome, e assim por diante. Voc6e também já se percebeu assim ou parecido?

Comecei a tomar kefir de água todo dia, além de incluir mais alimentos vivos e fermentados na minha rotina. Kefir é um probiótico maravilhoso para a saúde intestinal e geral, leia mais sobre ele aqui.

Meu consumo de açúcares é mínimo, e quando consumo é de bolos, biscoitos e sobremesas que eu mesma faço. Pães, a mesma coisa. De maneira geral, diminui MUITO as farinhas da vida – mesmo as sem glúten!

Tudo isso fez com que eu me sentisse mais forte e segura para tentar reintroduzir um queijinho. Vários nutricionistas indicam testes com derivados lácteos de ovelha, búfala ou cabra pois eles têm uma composição diferente do leite de vaca e são mais fáceis de digerir.

Eu optei fazer o teste com a mozarella de búfala orgânica – produtos orgânicos normalmente são mais naturais, com menos químicas na composição.

A indicação que tenho para tentar reintroduzir algum alimento que não consigo digerir fácil é consumir e esperar 3 dias para observar se algum sintoma surge. Foi o que fiz…

Foi a primeira vez que eu comi e não morri de passar mal (veja este post aqui, quando passei mal por 15 dias), e isso me deixou MUITO feliz!!!! Isso não quer dizer que eu vá consumir com frequência, porque eu sei que esses alimentos não são fáceis para meu organismo digerir e eu só consegui digerir desta vez porque estou em tratamento há anos (sim, ANOS) e sem consumir nada há muito tempo!

Como eu contei para vocês no Stories do Instagram, eu resolvi fazer essa experiência para poder participar de algumas situações. Eu viajo bastante e volta e meia conheço regiões produtoras de queijos e manteigas artesanais/orgânicas, e gostaria muito de poder provar sem morrer nos dias seguintes.

Portanto, o que tiro dessa experiência: continuarei me cuidando e tratando 99,8% do tempo e nos 0,2% restantes, ficarei feliz e tranquila em consumir um produto de qualidade e excepcional.

Lembro aqui, como sempre, que estou contando a MINHA experiência. Você não deve copiar nunca nada do que lê na internet sem antes conversar com um bom profissional da área e ver como adequar a prática a sua realidade. 

Agora, umas dicas para quem quiser fazer estes testes:

  1. Esteja com a imunidade em dia: alimentação, probióticos, suplementos naturais – tudo é fundamental para manter a saúde.
  2. Trabalhe bem seu emocional. Se estiver em períodos de grande stress/tristeza, melhor deixar para outra hora.
  3. Escolha um alimento de qualidade. A escolha é sua, claro, mas não indico você tentar reintroduzir com um milkshake de cadeia de fast food ou produtos altamente industrializados/processados. Ali tem tanta coisa que às vezes você passa mais mal pelas porcarias que incluem do que pela lactose/proteína do leite/glúten.
  4. Nos dias que seguirem da sua experiência volte a sua alimentação normal e não coma mais nada contendo o alimento em questão! É um experimento sério, né migos, não é festa da uva.
  5. Fique atento a todos os sintomas: letargia, cansaço, sonolência, dores de cabeça, fadiga, cólicas, dores abdominais, inchaços, constipação, diarréia, fezes muito diferente do comum, gases, coceiras na pele, etc. Se qualquer um deles apareceu, você teve reação.

Se ao final dos três dias você tiver passando mal, não fique triste. Ainda não é a hora. Converse com seu nutricionista e procurem como melhorar a situação.

Ah, se tiver dado bem errado a experiência e você estiver bem mal, leia este post com dicas que sempre me ajudam nos momentos de tensão pós contaminação/ingestão.

Lembre que, mesmo se você não passar mal, o ideal é que você mantenha sua alimentação natural e limpa, para fazer as experiências serem eventuais e, assim, manter sua saúde e bem estar 🙂

**Essas informações não são para crianças e adultos alérgicos a proteína do leite e nem celíacos. Não mude nada em sua dieta sem consultar um profissional**

Gostaram do post?

Deixem nos comentários suas opiniões e dúvidas.

Beijocas!

 

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas de formação. Faz 7 anos que venho mudando meu estilo de vida para ter mais saúde e bem estar e divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

5 comentários em “Tentando reintroduzir derivados lácteos na alimentação

  • 25 de abril de 2017 at 23:11
    Felipe Resende Silva

    Boa noite Flávia! Tudo bem?
    Você comentou neste post sobre a enzima lactase. Você tem outro post que explica mais sobre ela?
    Tenho intolerância à lactose também e faço uso do medicamento. Por isso, quero me atentar mais sobre isso.

    Obrigado?!

    Reply
  • 26 de abril de 2017 at 6:43
    Isa

    Oi Flavia, adorei o post!
    Eu , não tenho nada, pelo menos assumido, mas a minha filha de 16 anos é alérgica à proteina do leite. Tinha melhorado, agora piorou um pouco de novo (o que ela sente quando ingere algo com leite é uma “impressão” na garganta), garças a Deus só tivemos uns 3 episódios de ter que ir ao hospital, aí dão montes de coisas e eu sempre fico a imaginar que é uma agressão para o seu corpo.
    Ela tem sido acompanhada por alergologista, mas não têm a preocupação de passar probióticos…
    Há coisas de semanas ela comeu uma amêndoa coberta de leite, soro de leite, tudo o possível (acahava que não ia fazer mal), logo que comeu se sentiu mal disposta e uma dor na garganta, tomou o anti histamínico de sos que temos, depois foi dormir (eu preocupada claro) e no dia seguinte acordou bem, tomou o café da manhã e foi para a escola, em seguida me liga chorando dizendo que ainda sentia algo na garganta que parecia que faltava o ar ( não sei se juntou uma ansiedade também, está num período duro na escola). Resolvi ir ao hospital, deram lhe as tais bombas, mas ela parecia bem.
    Depois falei com a médica que a acompanha e que viu o processo, e ela me disse que achava que tinbha sido uma situação mais psicológica pois uma reação não acontece de um dia para o outro…, aí é que estranhei quando você diz que a reação pode ser até 3 dias depois!
    Vou ver se arranjo uma boa nutricionista aqui para levá-la.
    Obrigada,
    Isa

    Reply
  • 3 de maio de 2017 at 23:11
    Simone

    Oi Flávia!
    Usei o kefir de água por 2 meses e não consegui me adaptar, ficava muito estufada, uma pena, pois eu estava super animada em usa-lo.
    Adoro suas receitas!
    Beijos, Simone.

    Reply
  • 12 de maio de 2017 at 19:26
    Carmem Pimentel

    Gosto muito de suas receitas e experiência também sou alérgica ao glúten é lactose

    Reply
  • 26 de maio de 2017 at 21:49
    Maíra

    Flávia, você me definiu muito aqui: “sintomas: letargia, cansaço, sonolência, dores de cabeça, fadiga, cólicas, dores abdominais, inchaços, constipação, diarréia, fezes muito diferente do comum, gases, coceiras na pele, etc. ”

    Ultimamente estou muito cansada, morro de sono, não consigo ver nada na Tv que já durmo, não concentro, to super triste e desanimada… tá dificil

    Fui a vários médicos depois de 6 meses de diarreia intensa, anos de enxaqueca insuportável. Fui a nutricionista pq não conseguia ganhar peso e descobri a intolerância a lactose. Fui a um coloproctologista e ele mandou cortar o glúten e leite por meses, fiz vaaarios exames, incluindo uma colonoscopia e duas endoscopias um intervalo de 1 mês. E o resultado foi: esofagite, pangastrite, duodenite e colite, todas crônicas! =(
    Agora estou gastando em torno de 300 reais por mês pra ver se tenho melhora nas doenças inflamatórias. Acho que a dificuldade em perceber os sintomas ate chegar num estado critico foi o que mais atrapalhou.

    Gente, se confirmarem a intolerância, não deixem pra amanha e só um pouquinho pode até te dar uma dor de barriga leve, ou até nada, porém vc pode estar se destruindo por dentro!

    Reply

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