FODMAPS, grãos e doença celíaca

Dando continuidade a série de posts sobre meu novo tratamento, hoje vou contar o que FODMAPS, grãos e doença celíaca tem a ver um com outro.

Antes de mais nada eu vou deixar claro, mais uma vez, que esse é um blog pessoal e portanto falo sobre o que eu passo. De maneira alguma você deve fazer o que estou fazendo, mesmo que tenha sintomas similares e tenha história parecida. Procure um profissional de saúde qualificado e competente e procure o melhor tratamento para VOCÊ.

Para relembrar, estou em tratamento desde o dia 14 de agosto para tratar uma piora de sintomas decorrentes da doença celíaca devido a grande ingestão de cereais e leguminosas em um curto espaço de tempo.

O curioso foi que quando eu escrevi o último post eu tinha esquecido de um detalhe: a semana que antecedeu a minha crise, que fiquei de cama por dois dias, era pré São João.

Eu sou de Curitiba, e me mudei a menos de um ano para Salvador e não conhecia toda a cultura dessa época do ano aqui. Lá no sul temos festas juninas menores, nada como aqui (pelo menos nos lugares que morei em Curitiba e São Paulo). Estou contando isso porque meu sogro pediu para prepararem as comidas típicas para eu provar e eu basicamente comi amendoim cozido e milho a semana toda, além de incluir os outros grãos e cereais que contei no último post. Ou seja.. eu exagerei TOTAL!!

Aí você pode estar se perguntando: “Tá Flavia, mas e o que os grãos têm a ver com isso?”.

Pelo o que a minha nutricionista, Juliana Trevilini, explicou e depois entendi melhor no livro Doença Autoimune da Dra Amy Myers: tudo.

O problema dos grãos

O que acontece é que pessoas que têm algum tipo de doença autoimune, como a doença celíaca, têm uma predisposição a terem intestino hiperpermeável. Um intestino hiperpermeável é muito mais sensível que os demais e por isso tem dificuldade de digerir certos alimentos, principalmente em quantidades ou frequências grandes.

Por isso que muitos médicos e nutricionistas já adotam dietas livres de lácteos, glúten e carboidratos refinados a muitos pacientes com doença autoimune como Chron, artrite reumatóide, retrocolite ulcerativa, Hashimoto – pois esses três são inflamatórios e prejudicam ainda mais o organismo já debilitado de quem tem essas condições.

Eu realmente não sabia que comer em quantidade quinoa, milho, feijão, lentilha, grão de bico e tantos outros cereais e grãos pudessem ser prejudicais para celíacos. Fiquei até meio incrédula, então resolvi ler.

Além de encontrar diversas pesquisas científicas que mostram os benefícios de uma dieta anti-inflamatória e/ou livre de grãos para pacientes com inflamações no intestino e doenças autoimune (deixei links no fim da página), conversei com outros celíacos e vi que é um caso muito comum e que vários não conseguem digerir bem.

Segundo minha pesquisa, eis os motivos para os grãos e cereais não serem tão amigáveis para quem tem doença celíaca ou outras autoimunes:

  • Contaminação.
    Segundo estudo de 2010 publicado em um periódico médico dos EUA, foi encontrado vestígios de glúten em mais de 22 amostras de cereais que normalmente não contêm glúten. Isso é devido a proximidade das fazendas, do processo de estocagem e manuseio.
  • Antinutrientes.
    Todos sabem que grãos e cereais devem ficar de molho para ficarem mais fáceis de digerir. Isso é por causa dos antinutrientes. O que acontece é que mesmo deixando de molho, eles ainda assim são difíceis de digerir e para quem tem intestino sensível, a dificuldade na digestão, com o tempo, vai aumentando a permeabilidade intestinal.
  • Proteínas presentes nos cereais e grãos.
    As prolaminas e aglutininas, duas proteínas presentes em grãos como milho, quinoa e aveia também aumentam a permeabilidade intestinal devido a dificuldade da digestão.
  • Inibidores de enzimas digestivas presentes em sementes.
    As sementes também são alimentos de difícil digestão pois liberam inibidores de enzimas amilase e protease, que auxiliam na digestão de amidos e proteínas. Por não serem digeridos corretamente, alguns desses alimentos acabam alimentando as bactérias ruins que habitam o intestino e assim desenvolve-se disbiose intestinal e todos os problemas que dela derivam, e já comentei em diversos posts como esse.

Além dos cereais e grãos, eu ainda tive que eliminar da alimentação alguns alimentos da lista dos FODMAPS – pois eles promovem fermentação ao serem digeridos e acabam estressando o intestino também.

FODMAPS

FODMAPS é a sigla em inglês para Oligossacarídeos, Dissacarídeos, Monossacarídeos e Polióis Fermentáveis e é um tipo de protocolo de dieta muito usado por quem tem Síndrome do Intestino Irritável ou outras perturbações do intestino.

Nesse grupo estão alimentos que promovem fermentação ao serem digeridos e geram gases, estufamento, constipação ou diarréia em algumas pessoas.
Claro, nós com o intestino sensível, sentimos e sofremos mais os impactos.

Entre os alimentos ricos em FODMAPS estão vegetais, leguminosas, frutas, lácteos, cereais e sementes como por exemplo: alho, cebola, aspargos, alcachofra, quiabo, milho, trigo, ervilhas, grão de bico, soja, maçã, manga, melancia, mel, agave, leites, iogurtes e queijos, xilitol, sorbitol, eritritol e outros adoçantes terminados em OL.

O que exclui

Por isso, nesses 30 dias (que agora são 20) eu preciso cortar:

  • Todos os grãos, cereais e suas farinhas: milho, quinoa, arroz, feijões, grão de bico, etc
  • Todas as sementes: gergelim, chia, linhaça, semente de girassol, de abóbora, etc
  • Todas as oleaginosas: castanhas, amêndoas, pistache, nozes, etc
  • Todos os tipos de açúcares: melado, mel, açúcar mascavo, de coco, etc
  • Todos os tipos de adoçantes: xilitol, inulina, ertitritol, etc.
  • Solanáceas (tomate, berinjela e batata comum)
  • Alho e cebola
  • Toda substância estimulante: café, chá verde, cacau e chá mate
  • Álcool
  • Produtos industrializados: biscoitos, barrinhas, macarrão, molhos prontos, etc (já não comia muito).
  • Além claro, do leite e glúten, que já não consumo.
O que inclui

O que inclui foram mais alguns suplementos e aumentei a dose de outros que já tomava. Minha nutricionista me passou alguns chás e voltei a tomar meu suco verde toda manhã – que sinto muitos benefícios mas havia parado um tempo.

Basicamente eu posso comer: aipim, batata doce, abóbora, inhame, proteínas animais (eu não como carne de vaca nem de porco), verduras, folhas e algumas frutas como maracujá, kiwi, morangos, banana, laranja, mexerica e abacate.

Nesses 30 dias preciso dar prioridade ao consumo de orgânicos – o que está sendo muito difícil porque aqui em Salvador é muito ruim de encontrar e os preços são absurdos – eu acostumada com Curitiba estou triste aqui, nesse sentido.

Além disso estou tendo que incluir alguns suplementos anti-inflamatórios e antioxidantes como doses mais altas de ômega 3 e curcumina, além de probióticos e tintura de chlorella e coentro – que auxiliam a remover metais pesados e promovem maior detoxificação.

Como estou até agora.

Estou no décimo dia do tratamento e estou me sentindo melhor. Confesso que as melhoras estão devagar, ainda tenho estufamento às vezes.

Mas emocionalmente estou bem melhor do que a primeira vez que tive que fazer um tratamento tão restritivo (que não aguentei, como já contei em outros posts).

Com certeza manter a calma, o foco nos objetivos e ter planejamento tem me ajudado muito nisso tudo.

O maior problema que enfrento até agora é que a chlorella prendeu meu intestino e estou até agora tentando regular ele. Como eu sei que é ela? Tenho feito um diário alimentar, e tinha começado alguns dias antes de iniciar o tratamento. Antes de começar a tomar ela estava tudo funcionando maravilhosamente bem. Comecei a tomar e desandou tudo. Fui pesquisar e achei artigos científicos que falam que algumas pessoas têm constipação com ela…. aparentemente sou uma dessas.

Fora isso, está tudo ok.

Não tenho tido desejo de nada que não posso. Açúcar está tudo bem (tenho as frutas e isso já me sacia), café eu estava tomando mas nunca fui muito fã, então parei sem problemas. Pães e bolos eu também comia de vez em quando, então também não sinto tanta falta.

O que mais sinto falta é alho, cebola, tomate e berinjela – juro! Eu comia isso praticamente todo dia, e parece que meu prato está vazio sem.

Também sinto falta de arroz e feijão, mas confio que poderei voltar a comer com parcimônia depois que me restabelecer.

E meu vinho querido, que adoro! 😍

O que mais me incomoda mesmo é não estar ainda na minha casa. Meu apartamento está ainda em obras e não ter meu espaço e minha cozinha tem me incomodado muito nesses últimos dias. Mas, tudo bem, faz parte.

Sabe, o que eu tenho tirado de tudo isso é a comprovação mais uma vez de que precisamos conhecer e escutar nosso corpo. Não adianta se todo mundo está falando que quinoa é um super alimento, que o alho e a cebola são fantásticos, que a chlorella vai revolucionar a vida – eles realmente tem todo esse potencial, mas como minha mãe dizia quando eu era pequena: VOCÊ NÃO É TODO MUNDO e se algo não te faz bem, aceite e procure outras alternativas.

Se eu não tivesse passado TÃO mal, se não tivesse artigos científicos mostrando os benefícios desse tipo de dieta para casos semelhantes ao meu e se eu não tivesse visto que é bem comum aos celíacos, eu não ia acreditar.

Porque cereais, grãos e os alimentos da lista de FODMAPS são alimentos saudáveis e nutritivos, porque eles fariam isso comigo, né?!

Mas, precisamos fazer o que precisa ser feito 😲😂.

Fico feliz por poder cada vez mais conhecer meu corpo, ajudar ele a funcionar de maneira ótima e sei que é apenas mais uma etapa. Logo poderei voltar a consumir esses alimentos com equilíbrio e estará tudo bem.

Isso é o que levo comigo sempre, é o que me ajudou a vencer todos os desafios que já dividi aqui com vocês e é como eu consigo ajudar pessoas como você, que também passa por situações semelhantes e também enfrenta.

Desde o fim de julho, quando lancei o Com amor, sem restrições – meu programa online de 6 semanas – tenho conseguido ajudar mais de perto e melhor quem também está querendo encontrar seu equilíbrio.

Estou super feliz com os feedbacks das minhas alunas, que já se sentem melhor, mais tranquilas e equilibradas pois conseguem se organizar, planejar refeições, não perder tempo no dia-dia e ainda manter uma alimentação saudável, anti-inflamatória, prática e saborosa.

É maravilhoso ver que o que deu certo para mim também está ajudando outras pessoas a encontrarem seu equilíbrio e resgatarem seu bem-estar!

As inscrições para a próxima turma ainda estão acontecendo, você pode conhecer o programa clicando aqui ou me mande um e-mail aqui que enviamos as informações ❤️

Espero que as informações aqui ajudem alguém.

Caso tenham dúvidas, deixem aqui nos comentários que eu vou respondendo.

Beijinhos!

Artigos científicos:

An anti-inflammatory diet as treatment for inflammatory bowel disease: a case series report

The specific carbohydrate diet for inflammatory bowel disease

Chlorella: usos, efeitos colaterias, interações e avisos

Efficacy and safety of Chlorella supplementation in adults with chronic hepatitis C virus infection

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas de formação. Faz 7 anos que venho mudando meu estilo de vida para ter mais saúde e bem estar e divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

21 comentários em “FODMAPS, grãos e doença celíaca

  • 24 de agosto de 2017 at 16:15
    Mariana

    Flavinha, que conforto ler teu artigo, estava esperando tanto por ele, pois muitas das coisas que tu descreveu eu estava sentindo. Comecei a desconfiar dos grãos e sementes quando aumentei o consumo no último mês. Toda hora que batia uma fomezinha entre as refeições, atacava as nuts que tenho num potinho. E nada do meu intestino funcionar normalmente. Agora teu post caiu como uma luva. Estou lendo esse livro que você indicou (Dra Myers) e por conta iniciei o protocolo de 30 dias (já que minha nutri está marcada somente pra semana que vem). Hoje estou no terceiro dia e tive uma nova crise, o que me deixou bastante chateada. Mas saber que o resultado não é imediato me conforta um pouco. Estou bastante perdida com a dieta, se puderes postar mais no stories o que anda comendo, ficaria bastante feliz! Além disso, queria saber quais os sintomas que você apresentou com o aumento no consumo de grãos e sementes? Eu nunca fui diagnosticada como celíaca ou outras doenças autoimunes, embora a psoríase apareça nos meus dedos quando como algumas coisas (só notei leite e derivados – IL eu já fui diagnosticada). Além disso, um exame há um tempo atrás pra investigar uma misteriosa dor no cotovelo apontou FAN reagente (que também indica doença auto imune) e nunca nenhum médico conseguiu me esclarecer. Enfim, desculpe o texto enorme, mas me sinto muito feliz em ter em ti um apoio. Já estou matriculada no curso e esperando ansiosamente. Um beijo e melhoras pra nós duas.

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    • 24 de agosto de 2017 at 16:22

      Oii Mari! 🙂
      Os sintomas levam a desaparecer mesmo, não é de um dia pro outro.
      Meus sintomas de quando tive a crise: muito enjoo, ânsia de vômito, uma fermentação muito grande na barriga – fazia barulhos muitos altos e eu sentia tudo remexendo, fraqueza no corpo todo, muita dor de cabeça, mal-estar generalizado e sensação de febre – embora acho que só tive febre em um momento.
      Não consegui ir ao banheiro e nem vomitar durante os dias e perdi totalmente o apetite. Tinha ânsia só de pensar em comida.
      Fique bem, logo vamos melhoras! Um super beijo.

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  • 24 de agosto de 2017 at 17:32
    Maitê

    Oi Fla!
    Sabes que eu sou vegetariana tem um tempo já. Mas até início do ano era ovo-lacto, quando minha nutri me pediu um exame de alergias alimentares (Food Detective – aliás, poderias falar se tu conheces e o que achas dele?). Eu tenho alergias desde pequena (IGE sempre elevado e eosinófilos também), mas fazia exames de alergia de toque e nunca acusava nada além de ácaros e pó. Início do ano então fiz o Food Detective e acusou alergia de grau alto a trigo, ovos e laticínios, grau mediano a castanhas e glúten, e grau leve a arroz, aveia, leguminosas (menos grão de bico, que o teste não aborda), amendoim e alguns frutos do mar. Por conta disso, eu acabei numa alimentação vegetariana estrita. Mas a nutri havia liberado o consumo de leguminosas desde que eu mantivesse uma rigorosidade de consumir em intervalos de 4 dias. Com tudo isso, parte das minhas fontes de proteína passaram a ser os cogumelos, a quinoa e a soja (evitando o consumo da última com frequência). Mas ainda assim, percebo que as leguminosas, os cogumelos e até alguns vegetais (brócolis, por ex.!) não caem bem… Ultimamente tenho notado que o açúcar que uso vez ou outra em algumas receitas de bolinhos, panquecas, mingau, também não está caindo bem…
    Nunca fui diagnosticada como nada além de ALÉRGICA! Mas tenho encontrado no teu blog um caminho e uma luz… Difícil mesmo é minha família aceitar minhas alergias como ‘minhas’. Um médico resolveu me receitar Omeoprazol por 1 mês, como se isso fosse me “curar”.
    Enfim… Legal ver tuas novas descobertas e teu novo tratamento… 🙂 Vou procurar os livros que tens indicado pra maiores infos também!
    Obrigada por compartilhar tua vida assim de forma aberta com a gente! Beijos e fique bem!
    P.s.: E vamos firmes seguindo nos tratamentos mesmo nessa ansiedade louca que é a vida!!! Hehe

    Reply
  • 24 de agosto de 2017 at 19:21
    Lariane

    Ei Flávia. Você já sentiu as mãos e pés gelados? O batimento cardíaco à noite fraquinho, pressão baixa? Eu sou branquela aí minhas mãos e pés estão tão frágeis ficam vermelhos à toa, pele feia, lábios ressecos. A nutri que tô indo fez o vegan test tbm em mim, cortou muita coisa me consultei ontem segunda pego a dieta, passou uns fitotapicos , passou várias coisas, e passou uns florais caríssimos, mas que vai ajudar 🙏🏻. Também tô nessa. Não sei o porque meus lábios ficam tão secos, está frio onde moro no ES, aperto o dedo fica vermelhinho e embaixo Branco aí depois vai preenchendo, aquela alergia respiratoria sempre. Mas a alimentação até coco, banana prata, carne de boi, ovo , leite, glúten, amendoim, linhaça, chia, batata doce, macarrão, não posso nem pensar que acusou no vegan test. tô meio fraquinha mas diz a Nutri que vou melhorar. Vc sentiu já todas essas coisas? Eu tenho falta de vitamina D. Comecei a tomar injetável por mês com Nutrologa. Obrigada

    Reply
    • 25 de agosto de 2017 at 8:04

      Oi Lariane!
      Eu tenho pressão baixa e meu batimento normalmente também baixo, mas sempre foi assim e não me sinto fraca por isso, então não sei te dizer.
      Bjs

      Reply
      • 25 de agosto de 2017 at 8:25
        Lariane

        Olá Flávia bom dia! Você também sente as mãos e pés gelados, um frio mais do que o normal? Geralmente a mesma dieta para Candida eles passam para o intestino irritado… que é a Foodmap! Nem água de coco não posso beber por agora :/. O psicológico abala muito, fica mais imune o nosso organismo a pegar gripes resfriados… eu mesma tenho que usar spray corticoide pro nariz nesse frio se não fico com asma. Você chegou a desenvolver alergias também no comeco? estranho que minha vitamina b12 tava baixa agora tá quase no limite, eles falam que o nosso corpo não absorve nutrientes e vitaminas… achei meio estranho eu ter aumentado a minha taxa b12. Só o magnésio que tá em cima do limite… vou começar tomar água de magnésio

        Reply
  • 24 de agosto de 2017 at 20:59
    Sonia Pereira

    Oi Flavia,
    Parabéns por ajudar a tantas pessoas expondo suas questões de saude . Você passa muita sinceridade e escreve com muita clareza.
    Impressionante como tenho muuitos sintomas iguais aos seus, mas até o momento, o único que foi diagnosticado com clareza foi a síndrome do intestino irritável. As minhas crises são cada vez mais frequentes e mais dolorosas.
    Como você descobriu que era celíaca? Fez biópsia?
    Poderia perguntar à dra Juliana se ela conhece algum profissional no Rio de Janeiro que ela indicaria para me acompanhar?
    Beijo e muita luz para você!

    Reply
    • 25 de agosto de 2017 at 8:03

      Oi Sonia!! Obrigada 🙂
      Sim, fiz uma série de exames.
      Deixei o contato da Juliana no post, fale com ela diretamente 😉
      bjs

      Reply
  • 24 de agosto de 2017 at 21:13

    Agora sim consegui entender.
    Voce sabe que hoje eu olho para os alimentos e já tenho um start se ele vai me fazer bem ou mal. Tenho maus olhos para soja, graos em geral (ate por causa da contaminação), castanhas. Faço consumo deles muito esporadicamente. Parei de comer carnes (qualquer uma, não como nada que tenha olhos) e estou me sentindo mais leve. Aos poucos estou aprendendo que alguns alimentos meu organismo nao digere normalmente.
    Obrigada por compartilhar teus sintomas conosco, assim não nos sentimos tão sozinhas nesse universo sem fim de contaminações! Bjos no teu coração

    Reply
  • 28 de agosto de 2017 at 1:09
    Larissa

    Olá Flávia, seus artigos sempre são confortantes pra mim.
    Sou intolerante à lactose mas comecei a tratar com um ginecologista pra dores nos ovários kkkk. Depois passei para um otorrino por otites e acabei num gastro que finalmente descobriu minha intolerância. Não tolero também amendoim, feijão, e basicamente nada que feemente, além de algumas frutas que tenho que comer e sair correndo para o banheiro.
    Vou voltar e repetir alguns exames pois acredito que desenvolvi outras intolerâncias alimentares.

    Reply
  • 29 de agosto de 2017 at 20:38
    Rita

    Olá Flávia!
    Fiz essa dieta FODMAPs em 2016, pois tenho síndrome do intestino irritável, intolerância a lactose e a frutose.
    Observe o abacate, tive problemas no início, fiquei um tempo sem consumir e depois comecei com um pedaço bem pequeno no suco verde e não me incomodou. Hoje, como amassado com banana ou com ovo e tudo bem.
    A polpa do açaí batido com banana foi a minha salvação. Veja com sua nutricionista se você pode usar, e a melhor fibra para mim é a de psyllium.
    Usei o ômega 3 de algas da PuraVida, os de peixe me dão dermatite.
    Você faz alguma terapia? Todo tipo de mudança na nossa vida afeta e muito nosso emocional.
    Tô aqui torcendo para que todos esses sintomas seu, seja apenas um desiquilíbrio na flora intestinal e não doença celíaca.

    Um grande abraço!

    Reply
    • 1 de setembro de 2017 at 12:41

      Oi Rita, tudo bem?
      Obrigada pelas dicas. Eu tenho doença celíaca, mas já me acostumei e não tenho crise com isso, vivo feliz, como sempre 🙂
      Concordo, toda mudança afeta o emocional. Eu venho cuidando do meu há anos. Já estou há 20 dias no tratamento e estou bem tranquila, não senti prejuízos emocionais grandes.
      Obrigada pelo carinho, bjs!

      Reply
  • 30 de agosto de 2017 at 15:34
    Anestine Amanda Jaeger

    O post me ajudou bastante, diria que me confortou. Também sou celíaca, tenho hashimoto, alérgica a alguns alimentos e dificuldade para digerir grãos. Sua dificuldade com a chlorella também é a minha. Só consegui incorporá-la por um tempo usando doses muuuuito pequenas (um a dois comprimidos quando a dosagem ideal seriam 12 a 15) e tomando muita água.
    Uma questão na lista de alimentos: o abacate me dá as mesmas reações de estufamento que os polióis. Adoro ele e havia aprendido a utiliza-lo mais na minha alimentação, mas, como aprendi – e imagino que você também – a me perceber mais, notei e confirmei essa reação. Ele está na lista dos moderados, mas enfim, cada corpo é único. Pretendo testá-lo novamente em pequenas quantidades assim que minhas alergias e as contaminações cessarem.
    O melhor desse processo enorme de descobertas e de muita evolução é poder aprender tanto e trocar. Como fez bem em tantas outras áreas da minha vida e quanta conexão com o que realmente importa eu alcancei. Tenho a certeza de que estas descobertas só estão me levando para o caminho da saúde que descobri há pouco tempo – há dois anos aproximadamente iniciei minha busca – que eu nunca tive. Assim, só posso agradecer.
    Um abraço de quem lhe entende e agradece pela troca.

    Reply
    • 1 de setembro de 2017 at 12:51

      Oii Anestine!
      Fico feliz em ler seu comentário, também fico mais confortada.
      Agradeço muito por vir deixar algumas palavras e dividir o que está passando.
      Juntas sempre somos mais fortes, e concordo com você: tudo isso nos faz mais fortes e mais próximas de nosso propósito e saúde ideal.
      Um super beijo e muita saúde!

      Reply
  • 25 de setembro de 2017 at 15:16
    Lindeise

    Oi Flavia, primeiramente quero agradecer pelos posts, que me trouxe esperança e conforto no momento de grande desespero. Também estou no processo de tratamento. Conheci seu blog quando descobri minha intolerância a lactose, meus sintomas continuaram mesmo tirando os lácteos, foi quando vi o post sobre síndrome fúngica e me identifiquei muito com os sintomas, logo fui colocando em pratica as dicas de como tratar essa síndrome, sabemos que não é um processo simples e rápido, me sentia perdida e sabia que necessitava de ajuda nutricional mas precisava de alguém que realmente entendesse o que eu precisava. Logo, “andei” mais de 1.800 km em busca da nutri Pri Riciarde em Curitiba, ela é maravilhosa (descobri ela aqui no seu blog). Hoje estou no 25° dia de tratamento (sem lácteos, glúten, carne vermelha, feijão e açúcar). Achei interessante seu comentário sobre Chlorella, pois também senti que trancou meu intestino. Flavia vc não imagina como me identifico com sua historia, a sua determinação me inspira e me da força para seguir em frente, como vc está se virando sem alho e cebola? Fala no stories sobre isso. Adoro suas dicas, seus posts e suas receitas. Um grande abraço minha querida!

    Reply
  • 28 de outubro de 2017 at 19:14
    Andréa

    Oi, Flávia! Estou passando pelo mesmo tratamento, 4 semanas sem fodmaps. Mas vi que você não excluiu o abacate (poliol) nem a banana e laranja (frutose). Não sente distensão ao comê-los?

    Reply
    • 31 de outubro de 2017 at 12:08

      Oi Andréa! O meu tratamento excluiu apenas alguns FODMAPS não todos, pois não era o foco.
      Não sentia distensão comendo não.
      BJs

      Reply
  • 7 de fevereiro de 2018 at 7:32
    Elen

    Olá, tudo bem? Eu vi alguns protocolos FODMAPS que não permitem a clorela nem spirulina por conta de nosso sistema imune ser reativo (sou celíaca tb e tenho hashimoto). Também vi que retiram todas as batatas… sabe de algo a respeito? Muito obrigada! Abs.

    Reply
    • 7 de fevereiro de 2018 at 16:43

      Oi! Não sei não. Fiz esse post contando do meu caso e do tratamento orientado pela minha nutricionista. Na ocasião eu tive que eliminar apenas alguns FODMAPS, não todos.
      Cada pessoa tem uma necessidade e quadro diferente, por isso que sempre comento como é importante o acompanhamento profissional individualizado 🙂
      Bjs!

      Reply
  • 2 de outubro de 2018 at 14:49
    Rute

    Olá Flávia. Li a tua história e (in)felizmente encontro me a passar por uma situação parecida, sendo que mesmo consumindo apenas os alimentos e qtas permitidas de acordo com a dieta Fodmap, continua a sentir me mal todos os dias e por vezes fico verdadeiramente confusa, depressiva e desmotivada. Com a lista de alimentos que tiveste que excluir, parece-me que sobraram muito poucos. Que tipo de refeições fazias, nessa fase de restrição? Eu tenho perdido imenso peso e acho que excluir tudo o que sejam cereais, grãos e suas farinhas, fará com que eu perca mais. Alguma dica que me possa ajudar? Obrigada pela partilha

    Reply
    • 8 de outubro de 2018 at 20:53

      Oi Rute!
      O período da dieta é delicado mesmo, mas pense que é algo transitório, não será assim pra sempre 🙂
      Eu foquei minha alimentação em comidas como aipim/mandioca, abobora, proteinas, frutas..
      Converse com o profissional de saúde que está te acompanhando para que possam juntos pensar em alternativas.
      Outra coisa importante é buscar apoio emocional e psicológico, práticas de meditação, conversas, passeios com quem gosta, tudo isso deixa o fardo menos pesado.
      Boa sorte, querida.
      Bjs

      Reply

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