Como mudei meus hábitos alimentares sem sofrer

Tantas pessoas me perguntam como mudei meus hábitos alimentares sem sofrer que decidi contar tudo para vocês!

Quem não quer se sentir bem, leve, se olhar no espelho e amar o que vê? Comer com prazer, ser feliz com suas próprias escolhas e viver todo dia a vida que sempre sonhou?

Eu sempre quis e hoje eu vivo isso! Mas, ao contrário do que você possa pensar, ao ver meu Instagram ou Facebook, eu não sou uma daquelas pessoas iluminadas e evoluídas que nasceu amando suco verde, chia e quinoa 😂

Isso mesmo, eu não nasci amando “comida saudável” e como a grande parte de nós cresci comendo bolacha recheada, nuggets, pizza, bolo e achava super normal.

Mas eu sempre estava me sentindo mal, desde que me conheço por gente. Sempre com probleminhas de saúde, falta de energia, mente nebulosa, dores no estômago, hormônios doidos.

Quando criei o Lactose Não não imaginei que fosse atingir tantas pessoas e que poderia ser instrumento de mudança. Por isso, vou contar um pouco da minha caminhada até aqui, para mostrar para você que é super possível e como mudei meus hábitos e estilo de vida, sem sofrer.

Eu fui uma criança super ativa! Cresci em casa e amava brincar na rua, subir em árvore, andar de bicicleta, correr, nadar, ficar fazendo “miquisse”, como minha mãe dizia. Com 10 anos me mudei para Curitiba (morava em São Paulo), e aos poucos fui ficando menos ativa. Fazia os esportes no colégio e só.

Mas quando chegou a adolescência o negócio desandou! Praticamente não fiz exercício nenhum, dos meus 13 aos 21 anos, e a alimentação piorou super. Olhando agora, vejo que a doença e morte do meu pai com certeza influenciou demais. Ele descobriu um câncer quando eu tinha +- 13 anos e faleceu antes de eu fazer 16. A partir daí, até meus 21 anos eu comi muito mal, mesmo!

Eu sempre gostei de comer de tudo, com uma super queda por besteira, admito! Trocava fácil qualquer refeição por uma coxinha e um pote de doce de leite – que a propósito, comia um pote todo de colher, algumas vezes na semana. Leia “colher” como bolacha Maizena.

Pois é, amigo, eu comia potes de doce de leite sozinha e brigadeiro de panela praticamente toda semana.

Olha como estou hoje! Viu, como tudo tem jeito nessa vida? kkkkk

Aqui acho importante ressaltar uma coisa: minha decisão nunca teve a ver com me encaixar em um certo padrão ou um número de roupa. Eu tenho estrutura pequena, nunca tive muito problema de peso. Eu não tinha “corpo de revista”, mas isso nunca tinha me incomodado. Com toda a mudança no meu estilo de vida hoje fico muito mais satisfeita quando olho no espelho, pois vejo o resultado do meu esforço e do carinho que tenho comigo, mas esse nunca foi meu objetivo principal.

Muitas pessoas me perguntam: “Flavia, como você conseguiu se adaptar? Você não sente falta de tudo?”

Sinceramente, hoje sinto pouca falta, já senti mais. Sabe o que mudou? Minhas escolhas. E eu não estou falando só das escolhas alimentares.

Eu escolhi me sentir bem, e para isso, eu também precisava cuidar da minha alimentação. Mas mais que isso, eu precisava entender o meu corpo, ver o que me faz feliz e resgatar a minha saúde.

Mas eu só consegui entender isso depois de bater muito a cabeça. Eu fui desconstruindo muitos mitos, muitos preconceitos (meus e dos outros), tive que fingir que não ouvia as críticas, porque eu estava determinada em me sentir bem! Eu não conseguia aceitar que o normal era estar sempre passando mal e indisposta.

Sempre me incomodou não estar 100% de saúde. Era horrível passar mal depois de TODA refeição. Ficar doente todo mês. Ninguém saber porque meus hormônios estava sempre em desajuste.

Isso foi piorando com o passar dos anos, até que não dava mais.

Além de ter esgotado meu organismo com um monte de comida porcaria, ainda teve o agravante que eu tinha alergias alimentares e não sabia, então passei muitos anos da minha vida inflamando meu organismo.

Eu estava determinada a me sentir bem. Estava determinada a recuperar minha saúde.

Por isso, eu entendi que sofrimento seria não mudar.

Eu comecei mudando poucas coisas, e à maneira que ficava mais confiante e confortável, mudava um pouquinho mais.

Essa pequena escolha que fiz, em começar a mudar, mudou completamente minha vida! Eu criei o blog, o blog se tornou uma empresa, me deu uma nova profissão e me fez me conhecer.

Hoje estou aqui para quem sabe inspirar a mudança em você. Para falar que estamos juntas e que se eu consegui (lembra: pote de doce de leite com bolacha Maizena!), você também consegue!!!!

Em 2015 eu me matriculei em um curso de Health Coach (coach em saúde) e me formei em setembro do ano passado. O curso foi o que faltava para eu mudar completamente a maneira como me relaciono com o alimento. Foi tão incrível que eu soube na hora que eu precisava passar isso para outras pessoas, precisava ajudar quem estive disposto e preparado.

É por isso que eu desenvolvi o Com amor, sem restrições – meu programa online de 6 semanas em que divido o que aprendi nos últimos 6 anos sobre metabolismo, saúde e alimentação e todas as ferramentas necessárias para você conquistar a saúde e bem-estar que merece!

A descoberta das minhas alergias me trouxe maior consciência alimentar. Tive que aprender a ler rótulos, a decifrar nomes esquisitos. Com isso fui comendo cada vez mais comida de verdade: legumes, folhas, verduras, carnes, grãos, cereais, frutas. Você pode conferir aqui mais de perto como é minha alimentação sem glúten e lácteos.

Conforme fui me alimentando melhor, me senti mais disposta e tive mais vontade de me exercitar.
Faz 6 anos que pratico atividade física direto. Já fiz só musculação, já fiz corrida, já fiz yoga, voltei pra musculação, fiz circuito funcional, Muay-Thai, stand-up paddle, mas não parei!

Mesmo com todas as minhas viagens eu não deixo de me exercitar.

Tive fase magrela, tive fase maromba, tive fase mais cheinha e hoje em dia estou em paz com meu corpo, minha alimentação e meu estilo de vida. Aceito meu biotipo e cada dia mais me acho bonita como sou. Tudo isso porque hoje eu me conheço e sei me relacionar com o alimento.

Perdi mais de 10cm de circunferência abdominal ao mudar para uma alimentação anti-inflamatória, que ensino em meu curso online, que começa a última turma do ano na segunda-feira, 13/11. Digo isso pois eu já me exercitava diariamente há 2 anos quando perdi as medidas, e foi depois que descobri minhas outras alergias, que não era só a lactose.

Vamos ser práticas, então? Porque sei que você está aqui para saber como a louca do doce de leite virou a louca da salada 😉

Separei algumas dicas que podem te auxiliar.

  • Crie sua intenção.

    Primeiro de tudo, porque você quer isso? Qual sua maior motivação?

    Escreva ela agora em um pedaço de papel e guarde com você.

    Lembre-se sempre porque começou.

  • Tenha calma e paciência.

    Lembre-se que você passou muitos anos com esses hábitos e para desconstruí-los e fazer com que seu organismo consiga funcionar 100% vai precisar de algum tempo.

  • Esteja aberta à novos sabores e experiências.

    Não vá esperando o mesmo sabor se a receita é feita com ingredientes diferentes. Use essa oportunidade para conhecer sabores novos, ingredientes diferentes. Vá com o olhar e curiosidade de um explorador e se joga nessa aventura!

  • Não desista quando tiver um obstáculo.

    Muitas pessoas vão te questionar, vários vão rir e poucos vão legitimamente te apoiar. Não dê bola, faça por você, e por mais ninguém.

    Lembre que quem mais critica você é quem menos tem força de vontade de fazer algo similar e quem mais precisa.

  • Se precisar, descanse.

    Não faça disso uma batalha, pois não é. Lembre que é uma opção sua e a maneira como você vai encarar essa nova fase também depende de você: quer que seja prazeroso ou fardo?

    Leveza, carinho e amor: você vai precisar destes três ingredientes para essa nova etapa. use sem moderação e não deixe faltar.

    Se estiver em falta, pare e descanse um pouquinho. Não desista, você está mais perto do que imagina.

Eu posso te auxiliar nessa caminhada! Se você quer começar a viver a vida que sempre quis clique aqui e me escreva para participar da próxima turma do meu programa.

Beijinhos e sucesso!

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Sou especialista em cozinha natural, Health Coach formada pelo IIN/NY e Relações Públicas de formação. Faz 7 anos que venho mudando meu estilo de vida para ter mais saúde e bem estar e divido grande parte desse caminho aqui e em minhas redes sociais.

2 comentários em “Como mudei meus hábitos alimentares sem sofrer

  • 27 de setembro de 2017 at 2:11
    Sónia Freitas

    Olá! Estou muito preocupada com uma intolerância seria a glúten depois de 60 anos de idade, Descobri sozinha essa intolerância ,muitos problemas digestivos , dores abdominais , gases , refluxos etc…passei por 4 gastro e eles não deram importância às minhas queixas. Só sabiam pedir exames , endoscopia , colonoscopia , até tomografia do estômago fiz. Os exames só indicavam gastrite e toma os OMEORAZOL E SEUS PARENTES, esses até aliviavam , mas ao término de cada caixa, tudo recomeçava. Larguei tudo e comecei a observar minha alimentação e seus efeitos no meu organismo . Cortei tudo q tinha glúten , emagreci 3 kg, já era magra, fiquei mais…agora ando em busca de alternativas pra preparar meus alimentos sem medo de passar mal. Por enquanto vou bem…mas tem hr q me sinto meio triste, excluída dos almoços de família , caras de pouco caso q tenho q enfrentar , mas sou determinada e sei o q é melhor pra mim. Prazer em conhecê-la. Vamos q vamos!

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  • 27 de setembro de 2017 at 15:22
    Aline Silva

    Que post maravilhoso! Obrigada por compartilhar suas experiências com a gente. Passei (e passo) por muitas das coisas que você passa também e me sinto compreendida. Quero deixar uma sugestão de post: sei que vc já falou sobre como se alimentar fora de casa, mas vc poderia fazer um post atualizado sobre isso? Tenho tido dificuldades de comer bem na rua e de não negar convites a restaurantes, etc. AH, sei que vc é uma boa amante de vinho também, então, se puder, diga como vc se alimenta quando bebe! 😛
    Um abraço!

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