Como fiquei depois do último tratamento

Oii pessoal! Hoje quero contar como fiquei depois do último tratamento que fiz.

Se você perdeu os últimos posts da minha saga, leia este aqui e depois este aqui.

Para contextualizar, depois de inúmeros exames desagradáveis e médicos ruins, tive o diagnóstico de doença celíaca ano passado. Em junho, fiz uma mudança grande na minha alimentação sem acompanhamento nutricional e tive reações fortíssimas.

Eu aumentei absurdamente o meu consumo de grãos e cereais em um curtíssimo espaço de tempo e por causa disso minha inflamação aumentou muito e tive uma crise forte, ficando de cama por 2 dias e convivendo com uma digestão super prejudicada por quase 1 mês.

Voltei a Curitiba e me consultei com minha nutricionista, Juliana Trevilini. Ela me orientou a fazer um tratamento de desintoxicação para quem tem doença autoimune por 30 dias e indicou que eu lesse o livro Doença Autoimune da Dra Amy Myers.

Neste tratamento eu devia cortar todos os cereais, sementes, grãos e as solanáceas – alimentos que estimulam a produção de histamina, açúcares, produtos industrializados, álcool e alguns FODMAPS. Além disso, inclui diversos suplementos naturais para aumentar a detox, melhorar minha imunidade e diminuir a inflamação.

A melhora na minha digestão foi visível. Não tinha mais fermentação e distenção abdominal como antes. Apesar disso, o consumo da chlorella + coentro que fiz pelos 30 dias, prendeu meu intestino e isso foi a pior parte.

Foi tranquilo ficar sem todos esses alimentos. O início foi chato, mas eu senti mais por não estar na minha casa (não me senti confortável no início, mas o apoio do namos e sogrinho foi fundamental) do que por não poder comer determinados alimentos.

Quando o tratamento acabou, a Juliana disse que eu deveria fazer a inclusão dos alimentos de maneira gradativa. Devia comer um deles por dia, 3x, e esperar 3 dias para incluir outro. Ou seja, se eu comesse amendoim na segunda-feira, deveria comer no café da manhã, almoço e jantar e só poderia comer outro grão/cereal/semente de novo na quinta-feira.

O que eu fiz? Tudo errado.

Terminei o tratamento no feriado de 7 de setembro. Logo no segundo dia após o tratamento eu comi arroz, amendoim e milho. No dia seguinte comi mais amendoim, nozes e feijão fradinho. Até glúten eu comi “sem querer”. Eu pensei que poderia ter mas não fiz questão de perguntar e comi. Mais uma semana com dores horríveis, inchaço, dor de cabeça e desânimo.

Continuei incluindo os alimentos todos de uma vez até que semana passada (dia 26/09) fui a Curitiba e chegando lá fiquei de cama dois dias com os sintomas parecidíssimos com o que tive em junho – só que com menor intensidade.

Fiquei muito fraca, muita dor de cabeça, dor nas articulações, enjoo fortíssimo, desconforto abdominal e total falta de apetite.

Na sexta-feira passada tive consulta com a Ju e contei tudo (menos do glúten, que talvez ela leia agora e brigue comigo hihihihihihi Juli, não tive coragem de falar). Ela disse que eu deveria cortar tudo novamente por uma semana e fazer a reintrodução da maneira correta, pois só assim vamos conseguir identificar qual dos alimentos está me dando tanta reação. Eu estou com uma grande suspeita que seja o amendoim e milho.

Então agora, tenho duas opções: fazer o pós tratamento como ele deveria ter sido feito, ou fazer exame de IgE para 210 alimentos e ver quais que estão me dando reação.

Gente, a verdade é que eu estou bem desanimada. Eu não sei muito bem o que aconteceu, mas o tratamento acabou e eu estou sem a mínima vontade de fazer o que deveria ser feito. Sei que esse episódio do glúten mostra que tem algo errado comigo, internamente. Eu fiquei muito triste comigo por ter feito isso depois de ter desintoxicado meu organismo por 30 dias exatamente para fortalecer meu sistema devido a doença celíaca.

Esse fim de semana eu piorei de novo. Dessa vez a alergia atacou minhas vias respiratórias. Garganta irritada, “queimada”, olhos e nariz coçando sem parar, espirros e claro, a fraqueza no corpo e desânimo que sempre fico quando me contamino. Não comi nada que não pudesse, mas comi fora de casa.

A verdade é que para mim ainda é muito difícil aceitar que tenho doença celíaca. Muito mesmo! Ainda nego um pouco a situação e para ser sincera é MUITO difícil para mim escrever sobre isso.

Porque por muito tempo – e talvez até agora – eu ainda acredito que talvez não seja isso.

É difícil gente! Mais difícil ainda é eu vir aqui e ser tão sincera porque sei que muitos de vocês vêm aqui para encontrar palavras de estímulo e de coragem. Eu não estou nesse lugar agora, de poder encorajar vocês, porque para mim ainda é muito difícil aceitar que sou celíaca.

Eu sei que eu nunca estou 100% porque eu não aceito minha condição, porque eu sempre acho que pode ser outra coisa, que é coincidência tudo isso. Mas no fundo eu sei que só estou prejudicando meu corpo e minha cabeça.

Eu não cuido com contaminação cruzada, eu não deixo de ir em restaurantes, eu não levo minha comida para a casa dos outros e eu não quero fazer isso. Eu já sinto uma responsabilidade e pressão enorme de ter esse espaço aqui falando com milhares de pessoas diariamente. Eu não quero isso na minha vida pessoal.

A maioria das pessoas que me conhece já se esforça para me incluir e eu não quero me excluir disso tudo tendo que negar convites ou sempre chegar com marmita ou comer em casa e ir.

Estou desabafando mesmo, para ver se escrevendo sobre isso eu consigo aceitar melhor.

Eu acho difícil escrever sobre doença autoimune, o tipo de condição que a ciência não sabe explicar até hoje como acontece – são só hipóteses. Ninguém sabe se realmente não tem cura, ou se quem sabe em breve a gente consiga saber o que causa e ir direto na raiz. Ninguém sabe qual o mecanismo exato que ela se desenvolve.

A ciência está evoluindo e já temos algumas respostas, mas não todas e isso me incomoda. Porque eu passo mal desde pequena, tenho o gene, mas eu não ficava tão mal quanto fico hoje. Então talvez eu tivesse um ambiente propício e contribuí com ele sem saber? Ou talvez eu tenha nascido já com tudo isso e só foi piorando? Quem vai saber, né?!

Enquanto isso eu fico tentando achar meu equilíbrio, e tentando aceitar tudo isso. Eu medito muito, leio, escrevo, tento não me culpar, tento aceitar, mas é um processo. Às vezes é bem fácil, às vezes é bem difícil.

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Hoje, é isso que tenho para dividir. A dificuldade que estou passando com tudo isso, mas sabendo que só eu poderei mudar isso e que isso vai passar, como sempre passa.

Se você está passando por algo semelhante e quer desabafar aqui, fique à vontade. Por para fora ajuda a curar e é por isso que vim aqui.

Eu peço a gentileza de não me julgarem e nem darem opiniões nos comentários. Eu tenho muita exposição aqui e escrever sobre a minha dificuldade em aceitar tudo isso é difícil, porque são coisas que eu divido só com alguns dos meus familiares.

Sei que vocês vêm com boas intenções, mas é chato ter milhares de pessoas opinando sobre o que devo ou não fazer, principalmente em momentos como esse.

Hoje eu consigo escrever sobre isso e identifico minhas dificuldades porque aprendi a ouvir meu corpo. Tudo está interligado e sei que minha dificuldade no momento presente de manter a alimentação e tratamento vem por motivos que não são a alimentação. Eu preciso encontrar meu equilíbrio em outros aspectos da minha vida para refletir no bem-estar que a boa alimentação traz.

A doença celíaca me trouxe esse desafio: equilibrar minha vida pessoal, profissional, social com as restrições alimentares que preciso fazer para não agredir meu organismo.

Eu vou conseguir! Com calma, paciência e consciência. É um momento de parar e refletir, e logo eu volto fortalecida 🙋🏻.

Para finalizar: o tratamento funcionou, sim. Mas como fiz o pós totalmente errado, voltei ao início.

Obrigada por ler, fique a vontade para dividir sobre você.

Um beijo!

 

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Oiii, eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Aqui, divido minhas invenções na cozinha, dicas de viagem, mostro meu estilo de vida e passo um pouquinho do que tenho aprendido desde que descobri ter alergias alimentares ao glúten e leite :)

35 comentários em “Como fiquei depois do último tratamento

  • 2 de outubro de 2017 at 12:28
    Larissa

    Até onde eu sei, tenho apenas problemas com leite… intolerância a lactose severa e possivelmente uma APLV de reação tardia (que não sai nos exames comuns de alergia)… Para não ajudar, estou em tratamento contra Transtorno de Ansiedade Generalizada, tive ataques de pânico, minha mãe não aceitava (só aceitou depois que um médico que ela pagou 420 reais disse bem firme e forte “sua filha tem síndrome do pânico)…
    As vezes eu acho que parte da minha ansiedade é totalmente ligada ao problema, apesar de eu datar que tenho problemas sérios com TAG há pelo menos 10 anos… Setembro foi um mês que eu botei o pé na jaca, literalmente… comi lanches no pão de lanche comum, cachorro quente com salsicha e calabresa e comi muitos salgadinhos de festa fritos, e comida japa com shoyu… Resultado? Algumas longas idas ao banheiro, muitas dores de cabeça, inchaços… Desde o início do tratamento para TAG engordei uns 7kg +/- e “to no lucro” pois a maioria das pessoas engorda uns 20kg para mais…
    Está difícil? Está, mas sabe, Deus sabe o que faz, semana passada eu ajudei muito uma pessoa e essa me devolveu com uma gentileza que eu jamais poderia imaginar, praticamente chorei qdo recebi o presente, imagine, 2 sonhos totalmente sem leite! Era um sonho comer um sonho com creme branco e tudo! As vezes, se eu não tivesse tudo isso, e Deus me capacitando dia após dia, eu não poderia ter ajudado uma pessoa sequer, pois, na minha cabeça, tem certas coisas que se a gente não passar, a gente NÃO consegue ajudar sabe… E ajudar a mãe de uma bebê de 10 meses desesperada com a APLV, que ainda amamenta (ou seja, não só a bebê mas a mãe tem que fazer dieta também), foi a coisa mais da hora que eu já fiz! e me sinto absurdamente orgulhosa de eu ter algo com o que eu possa ter ajudado, quem sabe como essa mãe estaria se eu não estivesse lá para estender a mão… A minha cidade carece de profissionais na área, carece de produtos próprios e qdo tem é muito caro… As vezes, quem tem algum problema, tem que pegar estrada 1hr para conseguir se consultar e comprar algo que possa comer ou até mesmo para fabricar…
    Flávia, minha querida… Você tem um problema, mas Deus te deu um dom! um não, vários! Você se comunica bem, tem o dom na cozinha (se tu visse minha cozinha qdo eu faço um bolo… minhanossasenhora… “vergonha), tem o dom de ensinar… ENTÃO, NÃO DESANIMA, VOCÊ NÃO SABE QUANTAS PESSOAS VOCÊ TEM AJUDADO!!!!! ESSA AJUDA É ESSENCIAL PARA MUUUUUUUUUITAS PESSOAS!!!!! NÃO DESANIMA, NÃO DESISTA, VOCÊ É MAIOR DO QUE O SEU “PROBLEMA”!!!!! Deus não te dá um fardo que não possa carregar!!!
    (eita textão… risos)
    Fica com Deus,
    Beijinhos <3

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  • 2 de outubro de 2017 at 13:05

    Oi linda musa inspiradora💜.
    É lindo ler esse seu depoimento e mais ainda vc mostrando para todas as suas leitoras que tbm és humana e que passa por algumas dificuldades.
    Torço pela sua melhora.
    E que estamos juntas nessa indignação da medicina sobre as doenças auto imunes.
    O meu tratamento é pela ayurveda, e penso que se encontrares uma boa terapeuta, ela poderá contribuir na melhora de seu sistema.
    Boa sorte para nós💚

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  • 2 de outubro de 2017 at 13:16
    LAri

    E difícil tudo isso né? Eu tô passando por isso é um peso enorme, e quando seu intestino esta inflamado e você não consegue saber se aquela salada de alface que está te fazendo mal. Ou aquela cenoura que comeu que não te faz bem. Fora o gasto do exame de intolerância alimentar que é super caro. E geralmente esses exames de intolerâncias aparece tudo o que a pessoa come praticamente tudo que ela está consumindo, e depois ter que retirar tudo isso? E a medicina você paga uma consulta cara e passam vários fitoterápicos para ajudar nos sintomas. Acho que tudo isso está ligado ao Intestino Irritável, aonde seu corpor reconhece aquele alimento como substância estranha e cria processo auto imune. Eu tô numa dieta restrita tem alguns meses é difícil nem pão nem leite sem glúten pão mesmo feito com farinhas me fermenta. Eu fico tão triste sem opções no café da manhã e da tarde. As nutricionistas restrigem muito a alimentação mesmo há meses sem comer direito . Me sinto fraca estou com forte gastrite devido aos alimentos ácidos(frutas) que receitam. O que adianta melhorar intestino e piorar estômago e virar coisas piores, se o estômago não estiver bem o intestino não ficará. Acho que o meu intestino está muito irritado mesmo eu não consumindo nada de industrializados, e o estômago inflamado para piorar, juntou tudo é quase não consigo comer, faço aniversário agora dia 16/10 24 anos e tô numa tristeza porque nem receita de bolo sem glúten eu posso. Só sabem limpar meu organismo retirar quase todos alimentos e não reintroduzirem e com isso eu fico mal. Queria estar bem para estudar trabalhar. Meu namorado consome glúten e como vou pedir a ele para não consumir porque não posso? Essa questão de contaminação cruzada também não sigo. Dizem que se cortar tudo farinhas. Só comer coisas orgânicas da terra nada de receitas, incluindo probióticos e probióticos em 1 ou 2 anos consegue amenizar o intestino e reintroduzir as coisas. Mas já se passaram 7 meses e eu mal . Faz um post com alimentos inflamatórios 🙂 você já tomou probióticos importados? Agora tem notícia que os melhores são os do solo importados. Só sei que estou aqui acabei de almoçar suando muito dor de cabeça mal estar me sinto muito fraca. Não sei nem mais a quem procurar ajuda. E aceitar tudo isso dói muito você sente anormal. Tem pessoas que ainda conseguem fazer receitas sem glúten sem leite e se dão bem. Mas eu conseguia antes mas não sei porque. Não comi glúten e nem leite estou piorando. Não sei se é os remédios manipulados e achar um médico que entende tá difícil. Você procura coisas naturais falam que é verme parasita te passam remédios para mata r tudo dentro de você e você limpa seu intestino organismo e vai piorando mais em vez de melhorar. Não sei sei aonde estou errado se puder dar dicas. Obrigada

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  • 2 de outubro de 2017 at 13:33
    Mariana

    Olá, querida Flávia.
    Hoje mesmo eu estava bastante desanimada com o tratamento que minha nutri havia passado. Tive dias melhores no último mês, mas tive dias ruins que voltaram semana passada e perduram até o presente momento. Não sei exatamente onde estou errando, também começo a questionar se não tenho alguma outra coisa, já quero voltar a outro gastro, pedir mais exames. Há momentos de desespero mesmo, de perder o prazer de comer, sabendo que nem assim tem resolvido o problema. Já estou há mais de 8 meses sofrendo com meu intestino. Hoje a vontade era de desistir, mas vem forças não sei de onde para recomeçar. E eu tenho certeza que tu como uma mulher forte que é vai encontrar essa força aí dentro de ti, nas tuas meditações. Não se culpe, não se cobre, é sempre tempo de tentar novamente, de refletir, pensar no quanto você já percorreu… Nada é por acaso e sempre aprendemos com os erros. Que nós possamos aprender a conviver com as nossas limitações e principalmente aceitá-las. Um abraço apertado pra ti! 🙂

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  • 2 de outubro de 2017 at 13:39
    Alana

    Flávia,
    Te acompanho há muito anos, mas sou uma leitora fantasminha. Sinto muito de saber que você está passando por esse desafio enorme. Falo desafio e não dificuldade, porque – mesmo te conhecendo só virtualmente- sei que você é uma pessoa capaz de evoluir e superar vários obstáculos! Só pelo fato de você ter tantos canais para ajudar quem tem dificuldades alimentares, já mostra muita iluminação!
    Confie na força que te conduz e no seu potencial! Com certeza você irá se recuperar e continuar espelhando energias positivas por onde passa.

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 13:45
    Shyrlei

    Flavia querida, tenha certeza que todas nós pessoas com intolerâncias alimentares já nos sentimos assim na vida. Lendo seu desabafo, me identifiquei com você… faz apenas 3 meses que fui diagnosticada com a doença Celíaca e intolerante a lactose… e muitas vezes me sinto como você.
    Sinto falta de uma vida “normal” com o marido e as filhas, sair sem me preocupar com marmitas, ou comer antes, ir no cinema e comer uma pipoca e não me preocupar com a contaminação cruzada, usar um simples shampoo ou creme de cabelo sem me preocupar se tem gluten e se vou passar mal depois…. mas confesso que o que mais chateia é a falta de informação de algumas pessoas, e ainda ficam tirando onda com nossa situação, não entendem que realmente isso é um problema de saúde e merece atenção. Muitas vezes me pego chorando e pensando que tudo podia ser diferente.

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  • 2 de outubro de 2017 at 13:47
    Ionara

    Quando leio teus posts parece que sou eu, falando e colocando pra fora tudo que se passa aqui dentro… Eu ainda nem consegui fechar os 30 dias de tratamento, mas não desisti.. nos poucos dias que consegui, senti melhoras.. então, retomo e retomarei qts vzs forem necessárias. Sei que tem mt de me encontrar também é o que o resto todo vai fluir.. força pra nós! Obrigada por dividir e ser tão sincera com todos aqui! 😍

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  • 2 de outubro de 2017 at 13:56

    Olá, Flávia! Espero que esse comentário chegue a você num momento de mais força!
    Olha, empatizo com suas dificuldades e sofrimento, pois sei bem como é essa sensação de “má sorte” misturada como um baita inconformismo. Tudo bem que minha situação está longe de ser tão difícil quanto a sua, pois eu só tenho a intolerância à lactose (que eu saiba, pelo menos) e confesso que até hoje (passados pelo menos 2 anos de diagnóstico) não me cuidei apropriadamente.
    O ser humano tem uma relação emocional muito complicada com comida… É muito difícil realmente fazer mudanças que nos são impostas (no seu caso, pela autoimune).
    Você é muito forte! Vc mudou sua vida radicalmente! Aprendeu tanto e compartilha tanto. Tira um momentinho só pra ser aquela amigona de si mesma que, ao invés de procurar respostas, causas, soluções, só dá um abração caloroso e acolhedor que uma amiga (ou mãe) consegue dar. Costumamos ser mais rígidos conosco do que com as pessoas que amamos… Talvez a melhor coisa no momento é se acolher nesse sentimento (bom ou ruim), respirar fundo e continuar a jornada.
    Torço para que vc consiga encontrar um ponto de equilíbrio emocional e q se sinta melhor logo logo.
    Bjs

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 14:07
    Fernanda

    Oi Flávia!
    Passei exatamente pela mesma situação! Negação… Tentava ir em restaurantes e ficava com vergonha de perguntar da preparação… Sabia que mesmo perguntando iriam fazer tudo errado e comia mesmo assim por fome ou por não ser excluída… Acabei desistindo de comer fora… Só como em lugares que tem o cardápio discriminado sobre glúten e menus degustação de restaurantes pequenos… Sempre levo minha marmita pra o trabalho e como em casa antes de ir a festas… Ou cozinho na casa de amigos… É muito difícil e entendo completamente o que vc está passando, pois vivi o mesmo… Sou médica e mesmo assim foi difícil fechar o diagnóstico… Muita gente dizia que era coisa da minha cabeça… Sei que hj estou bem comendo tudo que gosto e marmitando… #Força
    Isso tudo vai passar!!! Parabéns pela sinceridade e o lindo trabalho!!! 😘

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  • 2 de outubro de 2017 at 14:45
    Luciana

    Oi, Flávia. Olha já fiz esse IGG 221 e, sinceramente, não recomendo. Eu fiz no auge do meu desespero alguns anos atrás. Deu quase tudo, muitos fracos, mas deu. Fiquei péssima, deprimida mesmo. Cortei praticamente tudo e melhorei pouco, muitos altos e baixos. Qd fui pesquisar sb FODMAPS foi que clareou minha mente, ouvi melhor meu corpo. Eu evito ao máximo feijão, lentilha, grão de bico COM casca, suco de laranja, suco verde, batata doce, além de glúten e leite. Tirando os 2ultimos , nada disso acusou no meu IGG.
    Outra coisa q vem me ajudando é a minha médica atual. Fui nela por causa das Adrenais, mas ela passou coisas tb para meu sistema digestivo, não só lactobacillus. Esse conjunto tem me ajudado muito. Tenho recaídas? Sim. Mas me recupero mais rápido e não passo tão mal como antes.
    Tem um artigo de uma moça sb os FODMAPS q nossa, identifiquei-me demais. Rsrs
    Força!! Vai melhorar.

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    • 2 de outubro de 2017 at 16:13
      Fernanda

      Oi Flávia, posso imaginar o quanto é difícil p vc passar por tudo isso, se abrir desta forma aqui e expor sua fraqueza. Tenho passado pela mesma situação, não com o glúten mas com a lactose d a caseína, minha alimentação sempre foi a base de leite, adoro tudo a é derivado dele, mas o desconforto, as dores, o mal estar, as enxaquecas, distensão abdominal, constipação e todas as outras coisas ruins q ao ingerir este alimento me causa me deixam deprimida., além disso ter q ver a expressão de reprovação das pessoas quando me veem comendo algo q não posso me mata. Sei que preciso parar de vez c tudo isso mas é muito difícil deixar de comer coisas q gosto tanto.
      Tenho certeza q vc vai ficar bem e vamos seguindo tentando sempre fazer o melhor por nós.

      Beijos

      Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 14:56
    Vanessa K

    Não é fácil. Eu primeiro descobri a intolerância à lactose. Depois descobri que tenho endometriose. Depois percebi que não adianta usar lactase… tive que cortar leite e derivados (mas recentemente percebi não ter muitos problemas com queijo cru maturado… me parece que nesse caso ele perde as proteínas do leite além da lactose). Depois cortei o trigo e vi uma melhora incrível… reintroduzi o trigo e me deu conta que ele era o causador das minhas alergias/coceiras de pele, e então eu cortei também. Depois eu cortei carne vermelha, aí reintroduzi e percebi que ela era a responsável elas terríveis dores na perna que me deixava de cama. E agora, quando tudo parecia bem, porque comecei acupuntura e percebi uma melhora incrível nas alergias e maior tolerância aos alimentos, tive uma crise absurda com flocos de amaranto que botei num shake! Fui parar na enfermaria da faculdade com suor quente e depois frio, tremores e tontura. Às vezes me pergunto se as pessoas sempre foram assim ou se agora temos mais problemas alimentares mesmo, seja pelas condições de vida (qualidade da água, ar, uso de pesticidas, medicamentis, etc) ou por termos maior exposição a alimentos diferentes…

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 18:07
    Lan

    Obrigada por compartilhar sobre a sua história e sobre tudo o que você aprendeu.
    Sem a internet, tudo ficaria mais difícil. As coisas se tornam menos complicadas quando buscamos informações e aprendemos com a experiência das pessoas.
    Não sou celíaca ( pelo que eu saiba. Pois, já ouvi dizer que o diagnóstico é muito difícil). No entanto, eu estou manifestando sintomas variados de doença autoimune.
    Fui diagnosticada com fibromialgia há 4 meses. Esta fibromialgia veio precedida de uma depressão. E a partir do mês de fevereiro de 2017, a minha vida se tornou um inferno. Sofri muito com crises de urticária, que não me deixaram dormir durante meses.
    Foram meses me coçando, parecendo um cachorrinho sarnento. Depois, vieram as dores em todo o corpo. Como eu já fazia ideia do que era a fibromialgia, foi muito difícil ter ouvido do reumatologista que eu teria o perfil de ser portadora desta doença.
    Desde muito antes de saber qual seria o meu problema, eu decidi por iniciativa própria , eliminar o glúten e a lactose. Li artigos , depoimentos de médicos e cientistas . Então, eu coloquei na minha cabeça que aquelas coceiras do corpo poderiam estar relacionadas com a questão alimentar. Então, estamos atualmente no mês de outubro de 2017 e faz 8 meses que tenho procurado evitar o glúten. Tive recaídas acidentais, mas também recaídas conscientes. A urticária diminuiu em mais de 95% e eu posso te dizer que a minha vida não está ótima, por causa das minhas dores de fibromialgia. Mas, já fico bastante satisfeita ao saber que sofrer de urticária , eu não sofro mais. E é aí que fica a pergunta: será que essa urticária estaria relacionada ao glúten e a lactose?
    Na semana passada, saí de salvador e fui a consulta médica no interior de são paulo, para iniciar um tratamento a base de superdosagem de vitamina D. O objetivo atualmente é controlar as dores da fibromialgia e também controlar os sintomas de doença autoimune, tais como: secura ocular, secura da boca, dores em todo o corpo, sensação de fadiga, falta de concentração, raciocínio lento, ressecamento da pele, formigamento. Junto a este tratamento exige-se o uso de uma dieta rigorosa sem glúten, sem lactose , sem laticínios e sem algumas frutas e grãos.
    Então, lendo casos como o seu, ajuda bastante a nos instruir. E no final das contas , percebemos que as doenças mudam de nome, os personagens variam e a solução ( ou pelo menos a parte dela) está indiscutivelmente na alimentação. Isso fortalece a ideia de que precisamos ser fortes a cada dia para nos disciplinar e seguir em frente com as nossas limitações.

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 18:42
    Marcia

    Olá Flávia
    Meu marido tem alergia no corpo todo. É uma coseira insuportável que ele tem há mais de 40 anos e nenhum médico sabia o que era. Fez vários tratamentos, gastou muito dinheiro com consultas e remédios sem resultado.
    Encontrou um médico que disse pra ele tirar o gluten e lactose por 4 meses.
    Faz 2 meses de tratamento e já está bem melhor. As crises quase não tem mais.
    Faço todas as refeições dele pra ter cuidado da contaminação cruzada.
    Não comemos mais fora de casa,e qdo vamos viajar se for por dois dias levarmos toda a comida de casa, se for por mais dias, ficamos em pousada que tenha cozinha pra preparar a comida.
    Estou seguindo a mesma dieta dele pq acho que temos que dar força, se não fica mais difícil.
    Vc me ajudou muito, com as comidinhas. Não desanime, vc não está sozinha, tem muita gente vivendo Td isso tb.
    Força, faça certo que Td vai dar certo. Bjs

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 19:11
    Marília

    Parabéns por desabafar, é mesmo muito difícil fazer dieta restritiva e ter uma vida social. Parece que o mundo não está preparado para incluir celíacos, intolerantes, alérgicos e etc.
    Tenho uma marca de produtos sem glúten e sem leite mas tenho dificuldade em me alimentar certo.. Cuido dos outros mas me deixo de lado muitas vezes, e vejo que não sou a única. Com trabalho, faculdade, empresa, vida pessoal, um estilo de vida todo errado se instala e o desequilíbrio da alimentação vira o normal.
    Mas pouco a pouco há de melhorar, te desejo boa sorte e força para seguir!
    Obrigada por dividir tudo isso.

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 21:00
    Monique

    Nossa! Que máximo ler esse seu depoimento Flávia, por algum momento achei que estava lendo algo que eu mesma tenha escrito. Td que vc e as demais colegas estão passando me define. Perdida, desanimada, desesperançosa, sem ânimo para dar continuidade e sem saber quando isso terá fim. Eu já procurei vários alergistas e nutricionistas para me ajudar nessa etapa, o problema que cada um fala uma coisa e vc não sabe em quem acreditar 🙁 e lá se vão quase 2 anos nessa luta. Em começa a dieta e quebra a dieta, volta td denovo. MUITO COMPLICADO! Eu fiz o teste do IGG 221 alimentos indicado por uma nutricionista, para minha surpresa acusou quase a maioria, aí outra nutricionista diz que isso não vale de nada, que o certo é o IGE. Faço tratamento com vacina para repor essas Enzimas que são ausente. Sabe lá se vai ter resultado, pq tb dizem q não funciona. Enfim, estou recorrendo a td para ver se um dia, tenho uma vida saudável e “normal”. Se algum mais puder me ajudar, agradeço! Que dê td certo para tds nós 🤞

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 21:49
    Nanna

    Ídola! Mesmo te conhecendo apenas virtualmente, sempre me inspirei em vc! Seu trabalho é lindo! Não desanime! Eu tenho intolerância a lactose, mas esse fds passei mto mal tb, a ponto de ir pro hospital. Já tenho uma doença autoimune(hashimoto) e li o livro q vc indicou. Tb estou desanimada, mas penso que existem doenças terríveis e procuro me apegar nisso qdo bate o desespero. Um beijo no coração. Tudo vai ficar bem.

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 22:41
    Jessica

    Fla sua linda! Vc é incrível e mostrar que nem tudo são flores só faz com que eu pelo menos me sinta mais próxima.
    Saber que vc tem suas dificuldades faz com que a maioria de nós não se ache tão fraca.

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 23:08
    Fernanda

    Flá! (Olha a intimidade 🙈)… faço minhas as tuas palavras! Também me descobri celíaca (através do exame genético) a pouco tempo, sigo minha dieta saudável e low carb, mas acho que inconscientemente nego o meu diagnóstico, às vezes fecho os olhos para o risco de contaminação cruzada, como fora de casa… bem, tudo como vc escreveu! Gosto muito de vc e me identifico justamente por vc ser tão verdadeira e contar a tua realidade, teu dia a dia, tuas dificuldades! Saiba que torço muito por você e para o teu bem estar, assim como rezo para o meu também! Temos uma carga tão pesada, que só quem sente na pele sabe o que é viver com auto imune!

    Fique bem❤️😘

    Reply
  • 2 de outubro de 2017 at 23:36
    Camilla

    Menina do céu… passo por uma
    Situação bem parecida, só que o meu foi um câncer no intestino em que tive que revirar minha alimentação de ponta cabeça e estou na mesma dificuldade em não conseguir aceitar certas dificuldades e tbm com uma imensa insegurança sobre o que é certo ou errado. Fiz o exame dos 210 alimentos e descobri que as oleaginosas em geral me fazem um mal danado, assim como o arroz, a laranja, alguns tipos de feijão, e mais muitas coisas saudáveis, como coco, milho, linhaça dourada, por opção havia cortado o glúten, mas voltei a comer uma vez por semana, cortei carne vermelha, fui comer fora de casa e peguei uma intoxicação alimentar, e sinto o meu corpo carente de algumas coisas, fico meio perdida, um pouco cansada, às vezes chuto o pau da barraca. Mas não da pra desanimar, nosso corpo é o que nos mantém vivos e queremos viver muito não é mesmo? É muito difícil se privar de tudo e quem sabe o exame te ajude a saber se é realmente isso e o caminho mais certo a seguir. Não se culpe pelas suas falhas e fraquezas. Tenha fé, tente um dia após o outro, recomece quantas vezes for necessário e saiba que estarei rezando por você e mandando minhas energias boas para você. Se Deus quiser nós ficaremos muito bem e mais fortes. Deus não da um fardo maior do que podemos carregar. Beijão amada e que você consiga achar uma solução mais leve 🙏🏼✨

    Reply
  • 3 de outubro de 2017 at 9:08
    Marcinha

    Flavia querida, desanima não!!!! Eu descobri que amendoim é um veneno para mim, sinto terrível dores nas juntas. Eu achava que era glúten meu problema… e comecei a ingerir amendoim e milho com frequência, maior erro da minha vida! Hoje como glúten eventualmente e fico bem, mas se tiver contaminação aí já era!
    Você já usou o glicosímetro para saber qual alimento te prejudica? Um médico que eu sigo no YouTube fala bastante sobre isso…. Melhoras e um super beijo

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    • 4 de outubro de 2017 at 15:28

      Oiii Marcinha! Achei interessantíssimo esse comentário! Tenho diabetes tipo 1, e a partir do momento que comecei a prestar mais atenção ao meu organismo e como ele se comportava com alguns alimentos, entendi porquê tinha hiperglicemia mesmo fazendo todo tratamento correto. Alguns alimentos inflamatórios para meu corpo, fazem com que a glicemia dispare, e fique muito mais difícil de controlar!
      Notei isso com amendoim em excesso, glúten, batata doce, grão de bico… Não sabia que pessoas que não tem diabetes poderiam avaliar com o mesmo critério!!!

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  • 3 de outubro de 2017 at 11:29
    Sw

    Nossa ! Super me identifiquei com o seu relato . Há uns 5 anos fui diagnosticada com intolerância a lactose e SII , foi e é muito difícil aceitar . Depois de 3 anos passando por médicos péssimos ,consegui começar um tratamento adequando ,porém ainda tem a questão de ” não acordar pra realidade” . Domingo comi 🍕 mesmo sabendoque não posso . Antes de descobrir o que eu tinha passava muito mal onde estivesse , cheguei a sofrer bullying na escola gerando crises de ansiedade que sofro até hoje . Tenho trauma com ambientes fechados . Sofri muito pois sentia diarreia , flatulência …. Sei que tenho que voltar para o tratamento ,mas já tô meia cansada de tentar .. quanto mais eu tento mais descubro alimentos que me fazem um mal danado .

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  • 3 de outubro de 2017 at 12:17
    Lindeise

    Oi Flavia,
    No início do ano descobri minha intolerância a lactose, foi quando em busca de informação e de auxílio encontrei o blog Lactose Não. Todos os dias entro e leio todos os posts. Pensava eu que tirando a lactose meus problemas estariam resolvidos, não sabendo que o processo seria bem mais complexo e demorado, meus sintomas continuaram, minha experiência é bem parecida coma sua, muitas consultas, inúmeros exames (colonoscopia, endoscopia, U. Abdominal, etc.)e nenhuma solução. Ninguém conseguia me ajudar, ficava perdida, procurando respostas e soluções, voltava pro seu blog e continuava fazendo leituras porque me sentia acolhida e compreendida, encontrei o tema candidíase intestinal, percebia que me identificava com esse quadro, mas não encontrava nenhum profissional para me ajudar, fui em uma nutricionista próximo a minha cidade, porque moro em uma cidade muito pequena que nem nutri tem pra atender, quando cheguei, disse a ela que eu poderia está com uma disbiose uma síndrome fúngica, ela questionou o que seria isso disbiose, eu quis “morrer”, é terrível vc não encontrar uma ajuda, uma orientação. Voltei pro “nosso” blog e fui fazendo o que estava ao meu alcance, cortei todos os tipos de açúcar ( mascavo, coco), frutas e industrializados e fui seguindo as dicas do posts, alguns deles escrito pela colaboradora do blog a nutri Pri Riciardi, comecei a segui-la no Instagram e lá também encontrei caminhos que poderiam me ajudar, fui seguindo protocolos que começaram a aliviar meus sintomas, como gazes e náuseas com um simples chá de gengibre antes das refeições que ela sugeriu, não pensei duas vezes e fui ao encontro dela em Curitiba, ela é maravilhosa. Ainda estou no meu processo de tratamento, me sinto bem melhor, ainda com estufamento e tentando fazer meu intestino funcionar direitinho, recentemente vi vc comentando sobre CHLORELLA, também senti que trancou meu intestino, bem quando eu estava conseguindo regular, a gente fica tão desapontada né? Ela me orientou usar o sulfato de magnésio e funcionou bem pra mim. No meu plano também está a dieta FODMAP, ainda não consegui tirar o alho e a cebola, como vc substituía o alho no preparo dos alimentos, principalmente se for uma proteína cozida (frango ou peixe) ou mesmo o arroz integral? Hoje, lendo seu depoimento aqui, te entendo perfeitamente, tem momentos que ficamos tristes e desanimadas porque ficamos sem comer inúmeros alimentos, fazemos tudo certinho e um vacilo voltamos pra estaca zero, mas não vamos desistir, somos muitas, vc não está sozinha nessa jornada. Um beijo minha querida, te admiro muito!!!!

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  • 3 de outubro de 2017 at 13:34

    Flavinha, fui ler seu post sobre o final do tratamento. Mano, parece eu escrevendo sobre minha IL, ainda acho que tenho outra coisa, suspeito do glúten tb, mas continuo fingindo demência e provavelmente inflamando dia após dia. Sei bem o que tá sentindo, dá mto desânimo né?! Vontade de desistir, chutar o balde…mas simplesmente não podemos, logo na sequência recomeçamos again, acho que tb é por isso que cansa tanto… 🙁
    Força pra nós, todos os intolerantes!

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  • 3 de outubro de 2017 at 14:19
    Maitê

    Nossa, Flávia! Que lindo teu post! Lindo, sim, pela tua sinceridade em compartilhar também tuas dificuldades. Porque nem só de momentos bons a gente vive!
    Eu te sigo desde que comecei a descobrir minhas restrições com a alimentação. Meus exames de detecção de doença celíaca também não deram positivos, mas a forma como meu organismo responde com o consumo desses alimentos não tem explicação. Além disso, fui diagnosticada com intolerância ao ovo, leite, leguminosas, castanhas, amendoim e arroz. E eu sou vegetariana. Bastante coisa, né?
    Agora também estou passando (pela 2ª vez) pelo tratamento de desintoxicação, buscando a cada dia uma nova inspiração pra me manter firme… E ler todo esse teu post me fez ver que eu não tô sozinha, porque tu escrevestes simplesmente aquilo que eu sinto, vejo e penso. É tão, mas tão difícil! A minha família ainda tá em processo de aceitação disso tudo, então tu podes imaginar como é quando eu ainda vou visitar meus pais, porque da mesma forma que tu, estar fora de casa pra mim é outro processo. Mas pelo menos aqui eu consigo controlar minhas compras de mercado, hehe. Meu namorado me apoia e me ajuda no controle quando estamos fora de casa… Mas mesmo assim, o “sair de casa” é outra questão que me incomoda bastante: negar os convites a me abster por um momento da vida social até eu conseguir me equilibrar, ou aceitar e simplesmente ir? É difícil, né?
    Tem dias que eu fico tão desanimada (a maioria deles é depois de eu me comer algum alimento “contaminado” – como aconteceu ontem, por exemplo – alô trigo em contaminação cruzada!) que a vontade de sair de casa é mínima. Tão pequena que eu já cheguei a inventar desculpas pra me “esconder”.
    Mas fique sabendo que estamos todos juntos nessa! Dia após dia a gente vai encontrando formas de nos motivarmos e nosso próprio equilíbrio. Muita meditação, leitura, estudo, yoga, exercícios físicos,… Tudo que ocupa minha cabeça e me mantém com a mente “fora da cozinha” é o que me ajuda nesse processo. E teu blog, Flávia, é minha bengala… Mesmo tu passando por essas dificuldades todas, acredite, tu ajudas muita gente!
    Fique bem! Super beijo e melhoras!

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  • 3 de outubro de 2017 at 16:07
    Bárbara

    Olá Flávia,

    O processo de aceitar o diagnóstico é o mais difícil, mas eventualmente passa e acabamos encontrando um caminho.
    Sempre fui muito alérgica. Quando criança, minhas alergias se manifestavam principalmente na parte respiratória, especialmente rinite, sinusite e algumas crises de bronquite, além da pele sempre muito ressecada. Quando tinha uns 10 anos, apareceram lesões em todo o meu corpo e nada dava jeito. Enquanto isso, descobri a homeopatia que foi um grande alívio em várias das minhas crises e foi um tratamento super eficaz enquanto eu consegui fazê-lo certinho, mesmo sem um diagnóstico fechado. Entretanto, quando entrei pra faculdade, ir à medica que ficava no Rio de Janeiro (eu morava em Belo Horizonte) foi ficando mais difícil e minhas crises não melhoravam. Eu tinha lesões espalhada pelo corpo todo até que, finalmente, depois de mais de 10 anos, fui diagnosticada com alergia a sulfato de níquel e brenopol e intolerância a lactose, que ainda era branda . Tive que trocar vários produtos que usava, mas ainda não era necessário uma dieta tão rígida, apesar de eu ter que cortar chocolate e alguns alimentos com muita química, tipo bebidas industrializadas. Mas até acertar o tratamento demorou.

    Alguns anos depois, em 2015, depois de trocar mais algumas vezes de médico (infelizmente, nessa época, eu já tinha parado coma homeopatia), e precisar fazer acompanhamento com vários especialistas, descobri que tinha esofagite eosinofílica, um processo inflamatório do esôfago causado por alergia. Como não foi possível controlar a inflamação somente com medicamento, precisei fazer uma dieta super restritiva que excluía leite e derivados (e não somente lactose), glúten, ovo, soja, frutos do mar e sulfato de níquel. Caso a dieta não funcionasse, eu iria precisar passar por uma cirurgia complicada para abrir o meu esôfago, que já estava tão fechado que nem a câmera da endoscopia passava. Precisei trocar até as panelas que usava para fazer a minha dieta.

    A minha vida virou de cabeça para baixo e ter que lidar e aceitar com essa situação, continuar trabalhando, estudando e ainda fazer com que as outras pessoas, especialmente as da minha família, aceitassem o que estou passando não foi fácil. Durante o processo, descobri que tinha desenvolvido intolerância ao glúten, que minha intolerância a lactose tinha aumentado muito e que tinha desenvolvido alergia a ovo (antes eu não era alérgica). 5 meses depois, prazo que o meu endogastro tinha dado para a dieta restritiva, meu esôfago melhorou pouco, mas ganhei qualidade de vida. Minhas dores de cabeça e crises de rinite melhoraram, passei a dormir melhor e tinha disposição para fazer as coisas que queria como a muito tempo não tinha. Até estudar ficou mais fácil, minha capacidade de assimilação melhorou muito. E o melhor: parei de tomar remédio para a pele.

    Hoje meu esôfago está quase ótimo, e já comecei a fazer algumas reintroduções. Algumas deram certo, outras não. Também tenho autos e baixo, e tem dias que tenho vontade de comer toda a sessão de chocolate do supermercado, especialmente quando estou de TMP. Levar comida para todos os lugares que vou não é fácil, programar todo meu dia antes de sair também não, mas já passei por casamentos, formatura, aniversários e carnaval (sou daquelas que pula os 5 dias seguidos e só vai pra casa pra dormir) sem grandes problemas. Não vou mentir, já quase fui barrada em evento/boate por levar minha comida, mas nada que uma conversa com vários funcionários e a cópia de alguns exames na bolsa não resolvam.

    Mas é assim, tem coisas que aparecem e nós não temos outra escolha a não ser aceitar e enfrentá-las. Eu escolhi viver bem e, pra isso, preciso da minha dieta, das minha aulas de dança, da minha terapia, de muito apoio, carinho e compreensão de todos que convivem comigo. Mas a vida segue e coisas maravilhosas acontecem no caminho.

    Que os seus próximos dias sejam iluminados. Estamos juntas!

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  • 3 de outubro de 2017 at 16:38
    Mila

    As palavras de todos vocês, são nossas!!! Tudo o que foi escrito aqui, são sentimentos, frustrações, vontade de chutar a balde, vontade de NÃO COMER MAIS, vontade de nascer de novo…vontade de voltar há quatro anos atrás onde eu comia de tudo!!!!
    Identifiquei-me um pouco com cada um de vocês…
    A quem recorrer? Gastro, nutricionista, nutrólogo, psicóloga , padre….
    Afff!!! Socorro!!!Para o mundo que eu quero comer!!!!

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  • 4 de outubro de 2017 at 11:31
    Kátia

    Aaaaaaah que alívio ler isso!!!!
    Tenho 33 anos e quando completei 30 meus exames que sempre foram perfeitos começaram a dar alterados (insulina, glicemia e colesterol) fora um cisto no ovário que não sumia. Comecei a puxar pela memória e me dei conta que comi errado por 30 anos (na infância comia misto quente ou hambúrguer com coca-cola no café da manhã, muitoooooooooooooooooooooooo açúcar) percebo que nunca fui freada por ninguém, sempre comi o que quis, a hora que quis, enfim, descobri a IL há 2 anos e já foi um baque, de lá pra cá, gastrite e pedra na vesícula (já operei), vitamina D insuficiente. Cortei 95% dos lácteos usando enzima raramente. Eis que após a retirada da vesícula as diarreias aumentaram significativamente, mau hálito, abdome distendido, volto ao gastro, receitou medicamento para Síndrome do Intestino Irritável e as coisas deram uma melhorada. Não sou a pessoa mais correta do mundo na minha alimentação, ainda como glúten (meu exame de IGE deu normal), mas o desânimo bate, estou verificando pontos de dermatite pelo corpo, meu rosto empolou ontem do nada….e também passei a ser constipada/diarreica. Fora isso tudo tirei o cisto que tinha no ovário há anos, durante a cirurgia a dra localizou pontos de endometriona e endometriose, lá vamos nós tratar outra coisa. To cansada, sou ansiosa, desanimada, a cada semana, mês surge algo diferente. Te entendo perfeitamente, acredito que aos poucos vamos encontrar um equilíbrio e conseguir conviver com isso tudo. Bjo, fique com Deus.

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  • 4 de outubro de 2017 at 12:04

    Flá, desejo a você muita força!
    Momentos de desânimo são necessários para nos levantarmos com mais vontade de vencer. Faz parte do nosso conhecimento né?
    Me identifiquei muito com o que você disse: “Eu não cuido com contaminação cruzada, eu não deixo de ir em restaurantes, eu não levo minha comida para a casa dos outros e eu não quero fazer isso…..”.
    O desejo é que o mundo (de uma maneira geral) seja mais carinhoso e tolerante com aqueles que possuem intolerâncias, alergias, doenças autoimunes… Que existam mais informações e menos críticas.

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  • 4 de outubro de 2017 at 13:30

    Flávia, vim deixar um forte e caloroso abraço! Gosto muito de você, te admiro e aprendi muito contigo. Sei que há momentos que fraquejamos, que questionamos o que acontece conosco, quem nunca passou por isso? Mas é preciso depois se reerguer, não se prolongar tanto se lamentando, se punindo, se questionando… Eu sou mãe, tenho uma filha de 5 anos que tem alergia múltipla alimentar (leite de vaca, ovo, amendoim, algumas frutas e alguns legumes, suspeita de corantes), volta e meia também tenho meus momentos de desânimo e minha imunidade baixa, o corpo não quer reagir, como se eu mesma estivesse me punindo física e psicologicamente… mas depois de um tempinho, me ergo novamente, peço força a Deus, me levanto e continuo a luta. Tento lembrar que todos os meus esforços tem surtido bons efeitos, não são perfeitos, mas sem esses esforços as coisas seriam bem piores, tento também ver que há situações infinitamente piores e que mesmo assim muitos continuam a lutar sem perder a esperança e o brilho no olhar… Então vamos continuar nossa luta Flávia, você com a sua, eu com a minha e cada um seguindo da melhor maneira possível e sempre se apegando a Deus, sempre lembrando que tem alguém muito especial que nos acompanha e está de alguma forma nos capacitando para seguir em frente. Apesar de tudo que está acontecendo contigo, você é uma pessoal especial de verdade e ajuda muitas pessoas que você não tem noção… Que Deus te abençoe e que logo você esteja firme e forte para o próximo passo. bjssss

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  • 4 de outubro de 2017 at 16:06

    Fla sua linda (a íntima), te acompanho há muuuuuito tempo, me identifico muito com você, com sua personalidade, com seu jeito de levar a vida e agora com sua “luta” contra uma autoimune. Fui diagnosticada com diabetes tipo 1 aos 23 anos; era recém formada, morava sozinha, tinha meu emprego, um namorado… enfim, era para ser a melhor fase da vida. Mas não foi. O diagnóstico caiu como um balde de água congelante na minha cabeça, uma rasteira daquelas do universo, parecia que tinham me tirado da minha vida e me colocado em outra.
    Não foi nada fácil. Lidar com agulhas, lidar com insulinas, lidar com o medo. Por muito tempo, deixei de comer fora da casa, deixei de comer o que eu gostava, deixei de ir a eventos e a simples jantares na casa de amigos. Foram seis meses anotando TUDO que eu comia e como minha glicemia se comportava com aquilo. Fiquei 4 anos com uma médica que me tratava de forma errada, usando dosagens de insulina que eram prejudiciais a minha saúde e foi só a partir do momento que decidi falar sobre diabetes nas redes sociais, que minha vida mudou.
    Criei um blog e entrei em contato com outros DM1. Se eu soubesse antes o bem que isso me faria, teria começado logo no diagnóstico. Conviver com quem passa pelas mesmas dificuldades que a gente torna tudo muito mais leve. E por mais que a gente tenha informação, sempre tem algo para aprender.
    Com apoio do meu grupo, eu troquei de médico 4x, aprendi sobre tratamentos a ponto de gerenciar tudo sozinha melhor que qualquer endócrino; achei uma nutri maravilhosa que me acompanha há mais de dois anos, aprendi muito sobre alimentação e sobre meu organismo.
    Mas ainda luto. Luto porque meu organismo me boicota; desde meu diagnóstico, engordo de 2kg a 3kg por ano – mesmo comendo de forma super saudável e praticando exercícios todos os dias –, já fui em tudo que é médico que consigo pagar e todos falam que não tenho nada.
    Cheguei num ponto que cansei. Na minha última consulta, a endócrino nova sugeriu usar um medicamento para me ajudar a perder peso. Sem forças para lutar, aceitei. Estou terminando uma caixa de 30 comprimidos e adivinhe? Não perdi 1g. A luta para ter um controle glicêmico já é exaustiva. Vou para a academia mesmo quando não tenho forças e só queria ficar dormindo. Levo minhas marmitas de comida saudável para tudo que é lugar, faço as melhores escolhas quando olho um cardápio, tenho um controle do diabetes que raríssimos indivíduos tem, e mesmo assim, não chego onde quero chegar.
    O que farei agora? Vou parar de tomar um remédio sintético – que eu já sabia desde o princípio que não era isso que ia resolver – e vou atrás de mais um profissional na tentativa de achar a solução, pois eu tenho total certeza que é alguma coisa alimentar.
    E sabe quem me fez enxergar isso? VOCÊ!
    Descobri que tenho disbiose depois de ler seus depoimentos. Descobri que vários alimentos me causam inflamação depois que vi seu post sobre FODMAP. Comecei a avaliar alimentos como amendoim, grão de bico, batata doce, aipim, glúten faziam com que minha glicemia disparasse e demorasse a estabilizar. Entendi que esses alimentos inflamam meu organismo; só ainda não consegui alguém para solucionar essa inflamação.

    Por que estou contando tudo isso?
    Para dizer que somos muito mais fortes que pensamos, e que assim como você, eu só quero estar feliz com meu corpo, me sentir bem comigo mesma, me sentir livre para comer sem que o medo fique me rondando enquanto leio um cardápio. Estou contando para dizer que vai ficar tudo bem!

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  • 5 de outubro de 2017 at 9:53

    Força Fla,vc relatou meu sofrimento inteirinho,choro muito em evnetos sociais,festinhas,enfim.Me sinto diferentona,kk,mas na maioria das vezes levo de boa,viagem só de marmitinha,frutas ou jejum mesmo.O q consegui melhorar bastante as alergias e parar crisede dor nas articulações são as cápsulas de uxi amarelo com unha de gato, medicamento fitoterápico, receitado até por médicos oncologistas.Qdo m contamino dioem todas as articulações do meu corpo, ´incrivel e isso acontece dentro de 15 minutos a uma hora, inicia com pigarros, tosses esquisitas dps, distensão abdominal, intestino preso,nauseas, dor de cabeça, inflama ate o couro cabeludo, palma das mãos, é terrivel, tanto glutem qto lactose, mas como vc disse as vezes fico mto confusa, porque sei qu nã contaminei e sinto os sintomas com outros alimentos.enfim.Força galera, e preciosa são suas dicas,que o Senhor te fortaleça e te de de sabedoria e discernimento e mta vigilancia sempre.Deus te proteja.

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  • 7 de outubro de 2017 at 22:36

    Parabéns e obrigada, Flávia! Por sua sensibilidade e transparência para compartilhar com os leitores as suas dificuldades e seus desafios na busca do equilíbrio alimentar, mental e físico. Você está no caminho certo da qualidade de vida. Conheci seu site hoje e adorei, me identifiquei muito com sua disposição para construir hábitos alimentares saudáveis. Iniciei este processo há 4 anos e meio e tem sido uma grande conquista, pela qual sou muito grata a Deus, que assim me conscientizou e aos profissionais de saúde que me ajudaram!
    Beijos no seu coração e que você persista sempre! Parabéns!!!

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  • 17 de outubro de 2017 at 0:23
    Samantha

    Só uma coisa a escrever: “tamo” junta! Passo pela mesmíssima situação ! É bom ler isso para saber que não estou doida, inventando, sei lá!

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