Por onde começar?

Recebo muitas mensagens, e-mails e comentários querendo saber por onde começar depois de descobrir alguma intolerância ou alergia alimentar.

Ao longo dos 4 anos e meio que tenho o blog, já compartilhei muitos momentos da minha saga com as alergias e intolerância alimentares e sei que isso ajuda muitas pessoas que estão passando por momentos bem similares.

Médicos e nutricionistas super despreparados, família que não entende, dificuldade ao sair com amigos, dúvidas quando vamos ao supermercado, problemas em restaurantes, medo ao viajar para algum lugar desconhecido – passei/passo por tudo isso também, amigos!

Mas, aqui sempre foi e sempre será um espaço em que procuro, através da minha experiência, facilitar ou pelo menos demonstrar meu apoio e empatia por quem passa o mesmo que eu.

De início, preciso dizer que o que mais me ajudou sem sobra de dúvida foi começar a me educar sobre alimentação e saúde. Basicamente o que precisamos entender é que nossas escolhas diárias podem auxiliar na prevenção e tratamento de doenças ou podem piorar/gerar doenças, alergias e intolerâncias, como comentei aqui.

Abaixo, algumas dicas e posts que acho legal você ler para ter algum norte para seguir neste início.

Crie o hábito de ler todas as embalagens.

Mesmo que você ache que não tem leite/glúten, vire a embalagem e leia a lista de ingredientes. Você vai se surpreender como a indústria coloca um monte de ingrediente desnecessário.

Veja aqui como ler embalagens.

Os sintomas não vão passar/parar do dia pra noite.

Cada organismo funciona de uma maneira e a quantidade de leite/glúten que você ingeria, o período em que ficou sem saber que eles te faziam mal, todo o restante da sua alimentação, seus hábitos de vida e seu estado emocional afetam diretamente as reações que você tem e vai ter. Portanto, tenha paciência. É normal que mesmo depois de cortar você ainda tenha sintomas por alguns dias ou semanas. Mas, se persistir por muito tempo, procure ajuda médica.

Veja este post com dicas de como amenizar os sintomas.

Procure um bom nutricionista funcional.

Um bom nutricionista vai ajustar sua alimentação para que você obtenha todos os nutrientes que precisa e ainda vai incluir na sua rotina alimentos e ervas que vão auxiliar seu organismo a se reestabelecer.

Não copie a dieta de ninguém. Não existe no mundo duas pessoas iguais, portanto não existe fórmula universal para dieta/tratamento. O apoio e orientação de bons profissionais mudaram minha vida, e vai mudar a sua, tenho certeza.

Evitar e diminuir normalmente não são a melhor saída, o ideal é cortar.

Existem diversos níveis de intolerância/sensibilidades, mas assim que você recebeu seu diagnóstico bem provavelmente você já estava cheio de sintomas e passando muito mal, por muitos dias e diversas vezes. Se este é seu caso, saiba que você só vai começar a melhorar quando cortar totalmente e iniciar tratamento ao mesmo tempo.

Veja este post aqui onde contei  como foi quando tive que cortar. Depois veja este post e este aqui sobre o tratamento.

Mas, também não adianta só cortar.

Como falei acima, tratamento é fundamental! Mesmo que doença celíaca e algumas alergias não tenham cura, o tratamento ainda é imprescindível e esse tratamento não é só cortar o alimento em questão. Veja este post aqui.

Para diminuir seus níveis de inflamação, recuperar a microbiota intestinal e diminuir sua hipermeabilidade você vai precisar reajustar algumas coisas.

Você só vai começar a se sentir melhor de fato quando começar a cuidar de dentro para fora.

Conheça a disbiose intestinal, pois é provável que você e boa parte de quem você conheça tenha.

O consumo de alimentos pobres em nutrientes e/ou alergênicos faz com que ocorra um quadro de disbiose intestinal que é quando as bactérias ruins e fungos que habitam nosso intestino estão em maior quantidade que as boas.

Leia aqui o post da nossa colaboradora e nutri Priscila Riciardi para entender o que é e como tratar.

Crie o hábito de cozinhar.

Não tem fórmula mágica e nem atalho: se você quer recuperar a saúde, diminua as comidas prontas, enlatadas, ensacadas, em pacotes e comece a comer a famosa comida de verdade.

Veja aqui como é a minha alimentação no dia-dia! Juro que é MUITO mais simples, barato e prático do que você está pensando.

Tenha paciência!

Eu entendo que é difícil no início abrir mão de tantas coisas que estamos acostumados. Juro que entendo, eu passei minha infância e adolescência inteira a base de nuggets, pizza, sanduíche, doce de leite, pastel e doces. Vá aos poucos, não desista!!! Quando você começar a se sentir melhor, tudo ficará mais fácil e você vai ver que vale a pena.

Além disso, veja aqui uma lista de posts com dúvidas frequentes e algumas curiosidades da alimentação sem leite e glúten.

Deixe aqui embaixo um comentário caso tenha dúvidas ou sugestões.

Se você não me acompanha ainda nas redes sociais corre lá que tenho postado muita coisa: Youtube, Facebook, Instagram e no Snapchat me procure por lactosenao.

Super beijo!

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Oiii, eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Aqui, divido minhas invenções na cozinha, dicas de viagem, mostro meu estilo de vida e passo um pouquinho do que tenho aprendido desde que descobri ter alergias alimentares ao glúten e leite :)

4 comentários em “Por onde começar?

  • 7 de fevereiro de 2017 at 12:20

    muito bom o seu artigo

    Reply
  • 7 de fevereiro de 2017 at 20:34
    Patrícia Corradini

    Olá Flávia,tive meu diagnóstico na semana passada e descobri todos os alimentos que tenho que cortar, ainda estou meio perdida!Sigo as suas dicas mas tem muitas coisas que posso ,nenhum tipo de açúcar, farinhas ,leite ,queijos tudo vegetal!???

    Reply
  • 8 de fevereiro de 2017 at 16:51
    Itanna

    Olá Flávia, descobri já duas semanas sou celíaca e intolerante a lactose. Mas, apesar de ter cortado da minha alimentação… tem mais de 3 meses q sofro com queda capilar. E sei q pode estar interligado. Queria saber se sofreu também com queda de cabelo? To começando a achar q é algo anormal em mim.

    Reply
    • 13 de fevereiro de 2017 at 16:51

      Oi Itanna!
      Eu não tive queda capilar, não, mas é possível.
      Converse com seu médico e nutricionista.
      Bjs e melhoras

      Reply

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