Como eu diminuí o consumo de açúcar

Hoje, vou contar como eu diminuí o consumo de açúcar no meu dia-dia.

Continuando a série de posts sobre candidíase e disbiose intestinal que estou fazendo essa semana, o tema do post de hoje é um dos que mais recebo pedido de ajuda: como comer menos açúcar.

Como eu comentei ontem e deve ser bem óbvio para qualquer pessoa que entre na minha sessão de receitas do site – eu gosto bastante de doces. Sempre gostei, desde pequena eu trocava qualquer comida por qualquer doce. Com preferência especial pelo doce de leite, brigadeiro e bolos.

Os doces, inclusive, foram o motivo deste blog existir. Lá em 2012, resolvi criar o Lactose Não para dividir minhas experiências na cozinha, e elas basicamente envolviam adaptações de receitas dos doces que eu mais gostava.

Ou seja, para alguém como eu, diminuir o consumo de açúcar foi um grande desafio.

Contei ontem que a primeira tentativa de tratamento que fiz para a candidíase não foi bem sucedida. Eu precisava ficar 3o dias sem açúcar de nenhum tipo, frutas e diversos tipos de carboidratos. Estava em um período super complicado da minha vida, aí juntando todas essas restrições com stress, ansiedade e irritabilidade, foi um fracasso. No décimo sexto dia eu desisti. Chutei o balde: comi chocolate e tomei vinho. Me senti a pior pessoa do mundo, mas foi o que fiz. Isso foi em outubro de 2014.

Desde esse episódio eu comecei a me conscientizar que precisava diminuir drasticamente meu consumo de açúcar. Lembrando, amigos, que eu não comia açúcar refinado, nada tinha glúten, era tudo “funcional”, com açúcar demerara, mascavo e de coco.

Até parece né.. açúcar é açúcar, não importa o tipo.

Aos poucos eu fui desenvolvendo algumas técnicas para que a diminuição do açúcar fosse sutil e não causasse tanto stress para mim. Vou dividir aqui com vocês o que fiz:

Troquei meus lanches por opções salgadas.

Quando a fome batia no meio da manhã ou da tarde, eu comecei a procurar opções salgadas. Fazia bolinhos e muffins salgados, pães de frigideira, comia castanhas, ovo cozido.. enfim, tudo o que não fosse doce!

Comecei a comer coisas salgadas no café da manhã.

Começar o dia com o sabor doce logo cedo torna o restante da alimentação bem mais difícil. Se você conseguir comer algo salgado pela manhã, vai perceber que sua vontade de comer doce no restante do dia vai diminuir muito.

Não comprava chocolates, biscoitos, bolos, nada pronto.

Na hora da fome e da vontade louca, se você não tiver fácil acesso a um doce, você acaba procurando outra opção e desencanando do doce.

Quando estava com muita vontade de doces, eu mesma fazia.

Não ter eles prontos faz com que se você tiver com muita, muita, muita vontade, você mesma tenha que fazer. Aí de duas uma: ou você vence você mesma pela preguiça, ou você faz e acaba escolhendo a dedo os ingredientes que vai usar e a quantidade/qualidade do açúcar que vai colocar em seu docinho.

Incluí alimentos naturalmente doces.

Essa é uma boa alternativa! Batata doce, abóbora, beterraba, coco – são ótimas opções para ter um sabor doce mais nutritivo e que ajude a desacostumar o paladar do vício do açúcar.

Troquei os açúcares por xilitol e stevia.

Aqui temos muitos benefícios, e não estou me referindo aos benefícios destes adoçantes em si, mas de benefícios indiretos. Xilitol é super caro aqui no Brasil, você até compra, mas fica com dó de usar aí pensa muito bem antes de fazer qualquer coisa com ele. A stevia deixa um retrogosto amargo se usado em quantidades grandes. Ou seja, você acaba nem usando eles tanto também kkkkkk

Incluí mais alimentos ricos em gorduras boas

Gorduras boas como as presente no abacate, coco, castanhas, amêndoas e demais oleaginosas, nos dão mais saciedade e isso faz com que a gente não fique maluco por um docinho.

Uma boa opção são as manteigas de oleaginosas (aprenda a fazer aqui). Pegue uma colherada dela, misture com cacau em pó e umas gotinhas de stevia, feche o olho, seja bondoso com você e acredite que é um brigadeiro hahahaha.

Tive paciência, força de vontade e disciplina

Minha mudança foi longe de ser do dia para a noite. Levou mais de 1 ano. Eu tive paciência, força de vontade e disciplina. Entendi que só eu poderia fazer essa mudança e que eu seria a mais beneficiada com tudo isso!

Foi difícil sim, mas mais no começo. Quando mudei a maneira de ver a situação, ficou mais leve, mais natural e quando eu vi, consegui ficar 40 dias sem açúcar nenhum, sem banana (quis me desafiar ainda mais porque banana é muito quebra-galho quando estamos ma-lhu-cas por um doce) e eu fiquei MUITO BEM. Não sofri nenhum pouco e me senti muito especial e capaz 🙂 Isso foi na quaresma do ano passado, e desde então eu tenho conseguido manter meu equilíbrio.

Tem épocas, como nas últimas semanas, que o consumo aumenta, tem épocas que ele diminui bastante, e assim sigo, com equilíbrio, sem nóias e mantendo a saúde (tirando esse momento específico de desequilíbrio devido ao queijinho do dia 21/04 hihih).

Lembrando que este é o quarto post de uma série de 7 sobre candidíase, intolerâncias alimentares e intestino. Confira o primeiro, segundo e terceiro post.

Amanhã eu vou falar sobre o que evitar na dieta para eliminar a candidíase recorrente.

Aproveite e compre o e-book com receitas de café da manhã e lanche sem glúten, leite, açúcar e carboidratos refinados para auxiliar no tratamento! Apenas R$19,90, clique aqui. 

Não esqueça que lá no Instagram estou postando dicas e receitinhas, tudo com a #tchaucandi.

Um beijo!

 

Sobre o Autor

Flavia Machioni

Flavia Machioni

Oiii, eu sou a Flavia, autora do Lactose Não. Aqui, divido minhas invenções na cozinha, dicas de viagem, mostro meu estilo de vida e passo um pouquinho do que tenho aprendido desde que descobri ter alergias alimentares ao glúten e leite :)

Posts Relacionados

Mais Posts desta categoria

6 comentários em “Como eu diminuí o consumo de açúcar

  • 12 de maio de 2017 at 13:54
    Ana

    Olá! Fiquei na dúvida. A candida é algo pertencente ao nosso corpo. Há anos atras tive a vaginal, mas faz muito tempo que não tenho nada. Contudo, tenho muitas das características levantadas no outro post como a fome gigante depois de comer maçã etc. E aí.. mesmo não tendo a vaginal posso estar com ela “atacada” no intestino? Obrigada pela atenção.

    Reply
  • 12 de maio de 2017 at 19:18
    Lilian

    Li em algum lugar que a vontade de comer doce pode ser falta de algum nutriente. Sabe algo sobre isso?
    Ahh os post estão ótimos😃
    Ps: as vezes pareço que vou pirar se não comer doce, ohhhh um vício😐

    Reply
  • 12 de maio de 2017 at 22:53
    Rosemary Miyuki

    Oi Flávia! Deixa eu te perguntar. Gostaria de ter este Ebook de 19,90. Mas só tem opção por cartão? 😮😢😧NT boleto?😘😘😘

    Reply
    • 13 de maio de 2017 at 13:05

      Oi Rosemary!
      As opções do PagSeguro são as que aparecem na tela de pagamento.
      Gostaria de fazer por depósito em conta?
      Bjs

      Reply
  • 13 de maio de 2017 at 8:13
    Manuela

    Flavia, eu comprei a apostila e não recebi ainda. Como faço?

    Reply
    • 13 de maio de 2017 at 13:07

      Oi Manuela!
      Nós enviamos as apostilas, por gentileza verifique seu e-mail.
      Bjs

      Reply

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *